sexta-feira, 6 de março de 2009

O Vinho de Jesus é Melhor

Jo 2:1-11 “Três dias depois, houve um casamento em Caná na Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado com seus discípulos, para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser. Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas. Jesus lhes disse: Enchei d’água as talhas. E eles as encheram totalmente. Então lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram. Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo e lhe disse: Todos costumam por primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora. Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele.”

Eu gosto de ler e de estudar a respeito dos milagres e sinais de Jesus, me encanta o modo como os evangelistas colocam os milagres, encaixando-os em um contexto que transcende os milagres propriamente ditos e nos faz entender a mensagem por trás de cada um deles. Eu já falei e repito, Jesus nunca fez qualquer milagre pelo simples milagre, antes, seus milagres, sinais e maravilhas eram base para que sua mensagem fosse transmitida, eram, digamos assim, pano de fundo para algo muito maior, a revelação das boas novas de salvação.
Essa manifestação da glória de Jesus aconteceu bem no início do seu ministério. Jesus tinha uma missão aqui na Terra. Se Ele simplesmente tivesse vivido aqui e em um dado momento morrido na cruz, seria muito difícil para nós hoje montarmos qualquer teologia a respeito da sua pessoa e de sua obra. Por isso Ele foi construindo seu ministério de modo que seus discípulos fossem pouco a pouco entendendo qual deveria ser o cerne da sua missão. Entender a morte de Jesus não era coisa fácil. Como eu já disse aqui, a morte na cruz significava maldição de Deus para o judeu, portanto, como aceitar que o Messias pudesse morrer de forma tão cruel? Jesus precisou ir aos poucos revelando-se aos seus discípulos para que depois de sua morte, ressurreição e ascensão, eles pudesses continuar a obra que Ele deixou, com toda a convicção de que aquele ao qual seguiram durante aproximadamente três anos era verdadeiramente o Messias, o Filho do Deus vivo, o próprio Deus encarnado, o Emanuel.
Por tudo isso, não podemos ver nesse sinal de Jesus, a transformação da água em vinho, um simples milagre, mas temos de entender o que Jesus quis nos transmitir quando realizou tal feito.
Nós não vamos nos ater nos detalhes da descrição do evangelista João, mas vamos dar um pequeno resumo do texto. O texto começa com três dias depois, depois do que? A maioria dos estudiosos acredita que se trata de três dias depois que Jesus escolheu Natanael como seu discípulo. Podemos especular com uma grande chance de acerto que os noivos eram conhecidos de Jesus e de sua família, talvez parentes, pois tanto ele como sua mãe e seus irmãos haviam sido convidados para a festa. Outro detalhe que podemos especular é que talvez Maria estivesse ajudando na preparação e no serviço da festa, visto que ela se encarregou de anunciar a Jesus que o vinho havia acabado.
Mas o fato do vinho ter acabado não pode nos passar despercebido. Uma festa de casamento judaica costumava durar até uma semana e com certeza o vinho era um dos elementos mais importantes de qualquer festa. Não vamos especular aqui se o vinho era fermentado ou não porque não é esse o motivo da nossa reflexão, mas temos de entender que deixar com que o vinho acabasse em uma festa era motivo de humilhação e vergonha por parte do noivo diante dos seus convidados. Por isso temos de entender a preocupação de Maria quando se dá conta que o vinho acabou sem que a festa tivesse acabado. Talvez o vinho não tivesse acabado por negligência do noivo, mas sim por falta de condições econômicas do mesmo e nesse caso Maria não viu alternativa a não ser apelar para seu filho, que com certeza seria o único ali que poderia salvar aquele desastre que estava prestes a acontecer.
Outra coisa que não podemos entender mal, foi o modo como Jesus fala com sua mãe no versículo 4, onde Ele diz: Mulher, que tenho eu contigo? A tradução para o português não ficou boa e por mais que outras traduções quiseram minimizar essa expressão, não conseguimos de fato encontrar uma expressão na nossa língua que verdadeiramente mostrasse o que Jesus quis dizer. A única coisa que podemos ter certeza é que Jesus, de maneira nenhuma, foi grosseiro com sua mãe e de modo algum a tratou com desrespeito. Podemos sim enxergar certa repreensão por parte de Jesus, mas o que Ele realmente quis dizer à sua mãe é que a sua hora ainda não havia chegado, o que nos leva a pensar no calvário e, portanto, Ele tinha de se poupar dos seus feitos miraculosos.
Mas a mensagem maior que Jesus nos quer transmitir e sobre a qual devemos nos debruçar com maior afinco inicia-se a partir do versículo 6. Jesus poderia ter se utilizado de qualquer utensílio para poder transformar a água em vinho, mas Ele faz questão de usar seis talhas que serviam para a purificação dos judeus. Ele pede para que os serventes encham as seis talhas com água, provavelmente de um poço próximo, ao qual eles prontamente obedecem. As talhas são cheias totalmente e Jesus então pede para que eles levem a água transformada em vinho ao mestre-sala para que este pudesse aprovar o vinho que seria servido dali pra frente. Ao provar o vinho, o mestre-sala chama o noivo e o questiona: Por que você deixou o melhor vinho pra agora, visto que o costume era dar um vinho de boa qualidade no início da festa e quando os convidados já estivessem saciados, então era servido um vinho de qualidade inferior.
Jesus inicia seus sinais com uma figura maravilhosa. As seis talhas, sem dúvida alguma, representavam a antiga aliança que em breve seria substituída. Aquelas seis talhas eram muito importantes para os judeus porque faziam parte de seu ritual de purificação. Lembremo-nos que os judeus não se alimentavam sem que antes lavassem as mãos, e esse ritual aparentemente de higiene, transformou-se em ritual religioso. Prova disso lemos em Mc 7:2-4 quando os discípulos de Jesus são questionados do porquê não lavarem as mãos antes de comer. Quando Jesus pede para que os serventes encham as talhas completamente, ele queria demonstrar que o tempo da antiga aliança havia chegado ao fim, havia se completado como aquela água das talhas. E o que Jesus faz em seguida foi mostrar que o tempo da nova aliança chegara e substituiria completamente a antiga, do mesmo modo que a água foi completamente transformada em vinho. Mas as figuras usadas por Jesus não param por aí. O que Ele fez foi além do que se poderia supor. Transformar a água em vinho já seria um grande milagre, mas, além disso, o vinho de Jesus era melhor. É óbvio que o noivo havia servido o melhor vinho primeiro, e ele só foi questionado pelo mestre-sala a esse respeito, porque o mestre-sala desconhecia completamente a origem do vinho que Jesus transformara da água. Jesus vem através dessa figura mostrar que o vinho dele é melhor, que o novo concerto, assim como aquele vinho, seria melhor que o antigo concerto. Por melhor que tenha sido o vinho servido no início daquela festa, como era costume entre os judeus, o vinho de Jesus era incomparavelmente melhor. O texto não fala se o noivo ou o mestre-sala ficaram sabendo da verdadeira origem do vinho, assim como o texto não diz a reação das pessoas da festa quando provaram daquele vinho, mas o texto nos diz algo muito importante no versículo 11 que lemos: E os seus discípulos creram nele. Esse era o objetivo primordial de Jesus, mostrar aos seus discípulos através de muitas figuras, milagres e parábolas, a sua missão e a sua natureza divina.
Eu gostaria de tirar pelo menos três lições importantes desse texto para as nossas vidas. A primeira é que a obra que Cristo fez em nós é melhor que qualquer coisa em que já cremos na nossa vida. Os judeus confiavam completamente na lei como suficiente para prover a salvação, a benevolência de Deus, e por isso se entregavam aos rituais do judaísmo como forma de agradar a Deus e obter perdão de seus pecados. Não suportando mais aqueles rituais superficiais, que haviam se tornado apenas em costumes, Deus então envia Cristo para que de uma vez por todas pudéssemos ter a absolvição dos nossos pecados, Cristo realiza de forma completa o sacrifício perfeito, o único capaz de agradar a Deus. O escritor aos Hebreus nos mostra a superioridade de Cristo de forma clara e nítida. Em Hebreus vemos como Cristo é superior aos anjos, superior ao sacerdócio da antiga aliança, superior ao levítico e, portanto, seu sacrifício é superior aos sacrifícios antigos, imperfeitos e ineficazes da lei mosaica.
Provavelmente temos aqui pessoas que vieram de contextos religiosos diversos. Talvez você já tenha sido um idólatra de carteirinha no passado. Vivia dependente de algum santo que lhe pudesse garantir uma graça. Para isso realizava todo tipo de sacrifício e penitência, pois acreditava que por essas coisas teria suas orações respondidas. Trocava o único que verdadeiramente pode responder nossas orações, o único que pode interceder por nós ao Pai, por imagens que não podem ver, nem falar e nem ajudar. Mas talvez você tenha vindo do espiritismo, onde se tornara escravo das oferendas e dos rituais. Em troca talvez de fama, poder ou saúde quem sabe, colocava teu corpo à disposição do inimigo das nossas almas, e achava que isso lhe traria a felicidade. Mas talvez você tenha sido somente um agnóstico. Uma pessoa que crê em forças do bem e do mal, mas que procura não se envolver com nada. Crê em Deus, mas Deus está tão longe de sua vida que praticamente a sua crença não faz a menor diferença para você. Seja qual for a sua história de fé, não importa em que você tenha crido no passado, quero que saiba e nunca duvide de que Cristo foi e sempre será a sua melhor escolha. Você não mais dependerá da benevolência de um suposto santo, não precisará mais se entregar a sacrifícios de tolos, porque Jesus já se fez sacrifício por você e por toda a humanidade de uma vez por todas. Se lhe perguntarem por que você é crente, diga sem medo de errar: Porque Cristo é suficiente na minha vida. Porque Cristo me completa e só Ele pode me trazer a felicidade plena para minha vida e para minha alma. Saiba que no momento em que você deu um passo em direção ao Salvador, você fez a melhor escolha de toda a sua vida. Uma escolha que transcende qualquer riqueza que o mundo poderia lhe dar. Uma escolha que transpassa qualquer alegria passageira que você pudesse ter, vivendo para o mundo. Não importa quão bom tenha sido o seu vinho, o vinho de Jesus é incomparavelmente melhor.
A segunda lição é que a solução de Jesus para o seu problema é melhor que qualquer solução que você poderia imaginar. Não sabemos o porquê do vinho ter acabado. Poderia ter sido negligência, falta de organização ou mesmo problemas de ordem financeira do noivo. A questão é que acabou. Mesmo que o noivo tivesse condições de comprar às pressas o melhor vinho daquela região, o que não parece ser o caso, este vinho jamais iria se comparar ao vinho que Jesus providenciara pelo seu grande poder. Maria tomou a melhor decisão, quando resolveu ir a Jesus diante daquele problema. Talvez Maria nem tivesse em mente um feito sobrenatural quando foi até Jesus, mas de qualquer forma, devemos aprender com ela, e diante da menor dificuldade, irmos em primeiro lugar aos pés de Jesus. Ele tem a melhor solução para os nossos dilemas.
Vivemos em um mundo conturbado e problemático. Estamos constantemente à mercê de muitas dificuldades. Ora somos surpreendidos pela doença repentina, ora somos afetados pela falta de segurança. Ligamos a TV e só ouvimos falar em crise. Desemprego, queda na bolsa de valores e um mundo em caos. Governantes utilizando-se de paliativos para tentar conter a crise que ameaça toda a humanidade.
Como cristãos racionais, moderados que somos, entendemos que Deus pode usar de infinitas maneiras para resolver um problema, seja ele qual for. Diante da doença, Deus pode tanto curar completamente, como pode usar um médico para promover a cura. Diante da falta de segurança, Deus pode tanto lhe proteger de criminosos de uma forma sobrenatural, como pode usar de um policial para fazê-lo. A única coisa que não devemos nunca nos esquecer é que diante de qualquer dificuldade, o primeiro a ser contactado deve ser o nosso Senhor Jesus Cristo, porque independente da forma que Ele se utilize para resolver nosso problema, saberemos com certeza que essa será a melhor forma.
Não queremos sofrer, e essa reação é natural porque na verdade, com raras exceções de pessoas com distúrbios psicológicos, não somos masoquistas. Temos a inclinação de fugir da dor, do sofrimento e conseqüentemente dos problemas. Procuramos de todas as formas meios que nos garantam que não vamos sofrer. Exemplo disso é que muitas pessoas fazem poupança como meio de garantir o futuro e os imprevistos que a vida pode nos oferecer. Se gostássemos dos sofrimentos não pensaríamos em guardar dinheiro para um aperto inesperado, gastaríamos todo o nosso salário sem pensar no dia de amanhã; e este é um alerta para quem torra todo o salário em coisas de que não precisa, apenas por impulso consumista. Pagamos convênios médicos como garantia de que teremos um tratamento melhor se a doença chegar de imprevisto. Procuramos colocar nossos filhos em escolas boas para que eles não sofram no futuro e possam ter empregos dignos. Como podemos ver, muitas de nossas ações são na verdade precauções para o sofrimento porque não queremos passar por eles, e nada dessas coisas estão erradas, na verdade o homem sábio deve tentar minimizar o máximo que puder os contratempos da vida; o homem sábio deve administrar o seu lar de modo que o que estiver ao seu alcance, a sua família tenha um futuro tranqüilo, livre de problemas causados por negligência de sua parte.
Mas por mais que façamos, jamais vamos conseguir fugir de todos os problemas e uma hora ou outra seremos acometidos por eles. E nesse caso, a nossa tendência natural, desenvolvida basicamente pelo efeito do pecado em nossa natureza, é tentar promover uma saída rápida para escaparmos dos problemas sem passarmos por eles. Nossa inclinação é conseguirmos por meios próprios, voltar à nossa zona de conforto, nos livrar dos incômodos da vida. É nessa hora que devemos nos lembrar do que fez Maria diante de um problema daquela dimensão. Talvez para nós hoje, em nosso contexto, esse texto não cause tanto espanto assim, mas naquele contexto judaico contemporâneo a Jesus, aquele poderia se transformar em um problema de dignidade e falta de responsabilidade por parte do noivo, e Maria tomou a decisão correta, correu aos pés daquele que poderia não só resolver o problema da falta de vinho, mas poderia prover um vinho de melhor qualidade.
Deus sabe daquilo que necessitamos. Ele conhece nossos corações mesmo antes de pedirmos. Então por que devemos orar se Ele já conhece as nossas necessidades? Uma das razões é porque precisamos demonstrar que somos dependentes de Deus. Como um pai, Deus se alegra quando damos a Ele o primeiro lugar em nossas vidas. Deus se compraz quando diante do primeiro sinal de desconforto, corremos aos seus pés, pedindo socorro, declarando incapacidade e acreditando que só Ele tem a melhor solução. Deus se alegra quando dizemos a Ele que como homens, poderíamos imaginar muitas soluções para essa luta que estamos enfrentando, mas que preferimos, como filhos carentes e necessitados, recorrer a Ele que tem a melhor solução e que dará um melhor desfecho.
Não hesite em pedir ajuda a Deus quando se sentir aflito. Não pense que por Ele conhecer seu coração, você não precisa pedir. Deus quer que o tratemos como um Pai amoroso que está sempre pronto a nos ouvir. Você não se sente importante e feliz quando ouve seu filho lhe pedindo algo, como se você fosse a única pessoa capaz de lhe atender? Deus gosta de ouvir-nos, aliás, Ele não se cansa de nos ouvir, e nós precisamos falar-lhe; como filhos imperfeitos e carentes carecemos de ter uma comunhão afetiva com Deus, e quando oramos demonstramos total dependência dele.
Em último lugar, os milagres de Jesus foram uma forma de revelá-lo aos seus discípulos e desse modo eles puderam entender e crer que Jesus realmente era quem Ele afirmou ser. A forma como Jesus desencadeia a sua história terrena é extremamente interessante e demonstra que em tudo que Ele fazia havia um sentido maior. Seus milagres, suas palavras, tudo era uma forma de demonstrar a sua deidade, e como Deus, poderia realizar um sacrifício perfeito, capaz de apagar os pecados de todo aquele que nele cresse. Se não analisarmos dessa forma, os evangelhos serão apenas um amontoado de milagres de um homem que tinha o poder de Deus para realizá-los. É assim que muitos crêem hoje. Crêem que Jesus foi apenas um grande homem, agraciado por Deus e que realizou obras magníficas enquanto vivo. Mas a sua percepção de Jesus não passa disso, exatamente porque não conseguem ver nas obras de Jesus aqui na Terra, um significado muito maior e que estava implícito em todos os seus feitos.
A razão da nossa fé está em crer que Jesus era quem realmente Ele afirmou ser. O unigênito de Deus, o Emanuel. Quando interpretamos os milagres de Jesus como somente manifestações de poder, sem nenhum significado maior, nos privamos da preciosidade de adentrar na mensagem de Jesus, na sua auto-revelação, na sua tarefa de se mostrar como o verdadeiro Deus.
Deus estava muito longe dos judeus. Deixe-me explicar. Para o judeu Deus habitava no templo em Jerusalém, e até um certo tempo era lá onde Deus manifestava a sua glória. Mas Deus era tão inacessível que mesmo ali no templo, sua glória só era revelada a uma pessoa, o sumo-sacerdote, uma vez ao ano. Mas a religiosidade e a hipocrisia da elite religiosa fizeram Deus deixar o templo e não mais manifestar a sua glória nele. A encarnação de Deus na forma como aconteceu, era algo incompreensível para um judeu. Aceitar que Deus se encarnou em um homem simples de Nazaré, carpinteiro por profissão, sem pretensões militares e políticas, desafiava qualquer uma por mais sincera que fosse a pessoa. Até seus discípulos demoraram a entender qual era o verdadeiro motivo da sua obra. Não era político e nem militar, mas era espiritual. Não estava interessado na conquista de reinos, mas na conquista de corações. Tanto é que Jesus só começou a falar abertamente a respeito da sua morte, quando Pedro, tomado pelo Espírito Santo de Deus declarou que Ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo, onde lemos em Mt 16:16. Entender quem era Jesus foi primordial para que os discípulos dessem seguimento à sua obra. Não poderia haver dúvidas a respeito daquele em quem tanto confiaram, para o qual deram as suas vidas.
Muitos hoje estão usando os milagres de Jesus para justificar que o crente não poderá passar por problemas. Ora, se Jesus alimentou mais de 5 mil com alguns pães e peixes, jamais poderei passar falta de nada. Ora, se Jesus ordenou que Pedro andasse sobre as águas, e ele só afundou por falta de fé, então se eu tiver fé nada me será impossível, vou ser um super crente. Cuidado com essas interpretações fantasiosas que nos tiram o foco do verdadeiro ensino que Jesus quis transmitir. Não vemos Pedro provando novamente se a sua fé havia aumentado, tentando de novo andar sobre as águas. Pedro entendeu a lição, mas muitos de nós ainda não entendemos.
Jesus veio quebrar preconceitos, romper barreiras de discriminação, contra a mulher, contra o pobre, contra o doente. Jesus veio mostrar que no seu reino, que é do tamanho daquelas talhas de água, mas de uma qualidade infinitamente superior, não poderia ficar ninguém de fora. É por isso que na parábola da grande ceia de Lucas, o homem que oferece a ceia manda chamar os aleijados, os cegos e os pobres. No reino de Deus há lugar para todo mundo, basta que aceite o convite para as bodas.
Entender quem Jesus é vai demonstrar de forma conclusiva a qualidade da sua fé. Entender a mensagem de Jesus por trás de seus milagres vai fazer com que sua fé seja madura. Não vai deixar com que você se iluda com um evangelho fácil, egoísta e mesquinho. Compreender o verdadeiro significado do que Cristo quis dizer, e o significado das suas obras, vai fazer com que você e eu passemos pelas dificuldades acreditando que Jesus sempre estará conosco. Você não mais vai ficar exigindo e decretando coisas como um filho manhoso e impertinente. Você simplesmente vai descansar nos braços do Pai amoroso, sabendo que Ele sempre terá um desfecho feliz para nossa vida.
Jesus não transformou a água em vinho para saciar a sede de alguns beberrões, ou para evitar que um conhecido seu passasse por grande humilhação. Ele fez aquilo para começar a mostrar que a nova fase que se iniciava com a sua vinda a esta Terra seria muito melhor, seu concerto é melhor, seu sacrifício é melhor, seu sangue é infinitamente mais precioso que o sangue dos animais. Jesus vem demonstrar que a antiga aliança servira até aquele momento, mas a partir de então, se iniciaria uma nova fase, onde o reino de Deus se abriria a todo aquele que aceitasse o sacrifício de Cristo, independente de nacionalidade, condição financeira ou social. Jesus abriu as portas do reino e para mostrar isso come com pecadores e publicanos, conversa com mulheres, se deixa tocar por homens e mulheres impuros, permite que uma mulher pecadora o adore e derrame sobre seus pés o que ela possuía de mais precioso. Assim é Deus. Um Pai que aceita o filho de volta, mesmo depois de ter gasto toda a sua herança de forma dissoluta. Que deixa noventa e nove ovelhas no curral e volta pelas montanhas à procura de apenas uma que havia se perdido. Que vasculha a casa inteira a procura da dracma preciosa, e quando acha regozija-se como se tivesse encontrado a coisa mais preciosa de sua vida. Assim é o amor de Deus, um amor sem limites e sem igual. Que sabendo da nossa incapacidade de encontrá-lo, vem ao nosso encontro, fala a nossa língua, se identifica conosco, para nos fazer entender uma parte do que Ele é, uma porção do seu infinito amor.
Se você está aqui hoje e ainda não provou no novo nascimento que só Jesus pode nos oferecer, saiba que só Ele tem a melhor e a única solução para o problema do pecado da humanidade. Você pode continuar procurando em todos os meios que dizem promover a cura espiritual, mas nada se comparará ao que Jesus pode lhe oferecer. Ele veio a este mundo para mostrar que Ele tem a melhor solução para você. Deus ofereceu o que tinha de melhor para que eu e você pudéssemos ter a vida eterna e de novo fôssemos reconciliados com Deus por intermédio de dele. Se você crê que Cristo tem a melhor solução para o problema do seu pecado, então faça hoje mesmo a melhor decisão de sua vida, aceitando-o como Salvador e Senhor, e a mensagem de Cristo se tornará viva e real em sua vida. Você poderá então dizer como disse Jó: Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.

Um comentário:

José Junior disse...
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