segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Uma Fé de Coragem

Muito se tem dito a respeito de fé. Grande é a exploração que se faz em cima desta palavra tão cheia de significado, mas que infelizmente tem sido mal interpretada e na maioria das vezes usada apenas como meio de explorar a simplicidade de alguns. É só você ligar a televisão em algum culto neo-pentecostal, e você vai ser desafiado a usar a sua fé, mas uma fé egoísta, autoritária e petulante; e nós vamos ver através da reflexão de hoje que fé verdadeira está muito acima destas coisas. A fé que agrada a Deus não é essa fé televisiva com a qual temos sido bombardeados todos os dias.
Uma coisa que temos de entender quando lemos sobre fé na Bíblia, é que essa mesma palavra pode, dependendo do contexto, assumir vários significados. Sempre quando lemos a respeito de fé, principalmente nos evangelhos, precisamos entender que tipo de fé está se apresentando, e isso é descoberto pelo próprio contexto; o próprio contexto vai delimitar até onde podemos chegar com o significado de fé daquele texto. Apesar do livro de Hebreus nos dar uma definição de fé, até lá ela assume um significado particular que é de mostrar como os homens do antigo testamento, mesmo sem terem visto a plenitude dos tempos, agiram como se já estivessem vendo.
Mas vamos ao texto da nossa reflexão desta noite:
Marcos 5:25-34: “E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior; ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Porque dizia: se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei. E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal. E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: quem tocou nas minhas vestes? E disseram-lhe os seus discípulos: vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? E ele olhava em redor, para ver quem fizera isto. Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal.”

A fé desta mulher se chama coragem. Foi isto que Jesus quis dizer quando disse: Mulher, a tua fé te salvou, a tua coragem te salvou. E por que coragem? Em primeiro lugar porque ela era uma mulher e mulher não tinha muito valor para o judeu. Era discriminada e tratada de forma inferiorizada. Existe uma prece recitada pela manhã pelos judeus homens onde eles dizem: “Oh! Senhor, obrigado por não ter nascido gentio, escravo e nem mulher”. Hoje em dia eles tentam amenizar o sentido dessa expressão, mas a verdade é que sabemos que sempre houve preconceito contra a mulher. Prova disso é que a mulher que havia cometido adultério, fora levada sozinha diante de Jesus, sem o homem que estava com ela, ou será que ela cometeu adultério sozinha? Em segundo lugar porque ela estava em estado de imundice, contaminada pela sua doença. Ela sabia quais eram as implicações legais de seu ato audacioso e por isso podemos entender que o que ela fez demonstrou muita coragem e porque não dizer, desespero de causa.
Mas a fé corajosa desta mulher nos mostra pelo menos 4 características importantes para a nossa vida hoje. Importantes principalmente pelo fato de que hoje em dia estamos sendo expostos a tantos tipos de fé, que na verdade não são fé, mas são reflexo de uma teologia humanista e liberal, que pouco a pouco tenta nos distanciar do nosso maior tesouro como cristãos que é a graça de Deus. A teologia humanista e liberal tenta tirar nosso foco de Deus e de sua graça, e colocar o foco no homem e em seu suposto valor intrínseco.
A primeira característica que podemos observar no texto é que é uma fé que ultrapassa as tradições
A tradição do povo havia excluído aquela mulher do convívio social e a colocado em uma condição de inferioridade. A lei nesse caso era boa e visava à proteção do povo de Deus e a manutenção de sua saúde física, principalmente enquanto viajaram pelo deserto. Todavia, com o passar do tempo, os líderes religiosos deram à lei uma conotação preconceituosa e excludente. Deixaram o amor de lado e usavam a lei para os seus próprios interesses. Como o próprio Jesus declara, eram incapazes de oferecer ajuda a um necessitado em um sábado, mas tinham bastante coragem para tirar uma ovelha que havia caído em um buraco no mesmo dia, porque obviamente a ovelha lhe custaria dinheiro se morresse. A tradição e a má interpretação da lei pelos escribas e líderes judaicos haviam deixado aquela mulher na mesma situação do aleijado, do leproso, do cego, ou seja, todos eram indignos e se estavam ou eram daquele jeito, é que por certo haviam cometido algum pecado digno daquela situação. Era assim que pensavam.
Mas apesar de conhecer a tradição e saber qual era seu lugar dentro de uma sociedade que excluía ao invés de incluir, ela ousou ultrapassar todas essas barreiras e cometeu um ato que naquela época poderia até tê-la levado à morte.
Quantas vezes as nossas tradições de que tanto nos orgulhamos, tem nos levado a encapsular Deus dentro de nossa caixinha de “achismos”, e com isso perdemos a oportunidade de fazer diferença neste mundo. Quantas vezes por causa destas mesmas tradições, perdemos tempo discutindo sobre coisas tão banais, e deixamos para depois nossa honrosa tarefa de sermos luz e sal para este mundo que vive em trevas. Eu fico impressionado, para não dizer decepcionado, quando ouço de igrejas que ficam horas e horas discutindo acaloradamente a cor das paredes da igreja, gerando com isso discórdia e inimizades, frieza espiritual ao invés de espiritualidade.
Nossa fé irmãos tem de saber qual a hora de respeitar as tradições que são importantes sim, quando não ultrapassam o amor a Deus e ao próximo, e dar lugar à ação debaixo da graça e do poder de Deus. Quando o que está em jogo é a salvação de uma vida ou a demonstração de amor ao próximo, as nossas tradições devem ficar em segundo lugar, porque senão estaremos sendo legalistas como eram os judeus tão criticados por Jesus.
O evangelho de Jesus é inclusivo e não excludente. Quando lemos com quem Jesus se preocupou e a quem Ele dava mais atenção, vamos ver que eram pessoas que viviam de forma anônima em seu contexto sociológico. Não possuíam os mesmos direitos que um judeu “comum” da época, e por isso viviam à margem da sociedade.
Mas às vezes a nossa tradição tem excluído as mesmas pessoas que hoje em dia sofrem do mesmo mal. Excluímos porque elas não se vestem como nós, não falam como nós e tiveram histórias muito diferentes das nossas. Excluímos porque inventamos um padrão evangélico estereotipado, que achamos que é o certo, mas que na verdade apenas reflete o nosso modo de ser e a nossa cultura herdada.
Existem muitas “mulheres impuras” implorando para entrar em nosso meio, sedentas pelo evangelho que liberta e transforma e que não podem ser barradas pela nossa tradição, mas precisam ser aceitas e acolhidas pelo nosso amor e pelo nosso desejo ardente de levarmos a mensagem de Cristo a todo mundo.
Mas a fé da mulher com fluxo de sangue também era uma fé que ultrapassava o medo de ser rejeitada.
O texto é claro e nos mostra que a mulher na verdade não queria ser notada por ninguém. Tanto é que ela vem por detrás de Jesus e lhe toca na orla de suas vestes, ou seja, na borda, na beirada. Mas apesar de toda essa discrição, havia um risco em tudo isso, o risco de ser notada, e pior, o risco de ser reconhecida e rejeitada e talvez humilhada. Não sei se ela teve tempo de contabilizar todos esses riscos, mas com certeza ela tinha medo da rejeição porque senão ela teria ido pessoalmente falar com Jesus, ao invés de apenas querer tocar sorrateiramente em sua roupa. Havia o medo, havia o risco, mas a coragem e a determinação daquela mulher foram maiores que seu medo, mesmo porque ela não tinha mais nada a perder. Já havia perdido o dinheiro, a sua vida social e a sua dignidade, e talvez esse sentimento de nada mais possuir, seja na verdade o início de todo encontro com Jesus.
Jesus nos mostra através do ato daquela mulher, de que não devemos ter medo de sermos rejeitados por Ele, quando nos achegamos a Ele arrependidos e com o coração contrito. Veja que eu não estou mudando de assunto. Aquela mulher tinha a plena consciência de sua impureza, que na mentalidade judaica significava pecado. Não é isso que lemos lá em João 9 quando os discípulos de Jesus perguntam a Ele: Mestre, quem pecou? Este ou seus pais para que nascesse cego. E Jesus responde, ninguém. Não é assim como vocês pensam, não é porque alguém nasceu ou ficou doente que necessariamente tenha cometido pecado.
Mas aquela mulher não sabia disso, havia aprendido pela tradição que doença era sinônimo de pecado e por isso chegou-se a Jesus como uma pecadora. Não era só o fluxo que a atormentava, mas todas as implicações que advinham daquela doença.
Quando vamos até Deus em oração, com sinceridade de coração, Deus não só ouve a nossa oração, mas Ele pela sua infinita graça e misericórdia perdoa nossos pecados e apaga as nossas transgressões. Ele, mais do que ninguém e mais do que nós mesmos é o maior interessado na nossa saúde espiritual e anseia pelo nosso retorno, como o Pai ansiava pelo retorno do filho pródigo.
Mas muitas vezes, o inimigo de nossas almas tem nos colocado um medo em nossos corações de sermos rejeitados por Deus, de não mais sermos aceitos e com isso, muitos não conseguem chegar-se ao Pai como filhos. Não se perdoam e não aceitam por isso que Deus lhes pode perdoar, e assim carregam um peso inútil sobre seus ombros, um peso que Jesus já carregou por nós na cruz do Calvário, exatamente para que eu e você não mais precisássemos carregar qualquer peso extra.
Não permita que o inimigo sopre essa mentira em seus ouvidos. Não deixe que o peso dos seus pecados passados, dos quais você já se arrependeu e dos quais Deus já lhe absolveu, venham esterilizar a sua vida espiritual e lhe torne um crente apagado e triste. O escritor aos Hebreus nos convida a chegarmos com confiança ao trono da graça, para que assim possamos alcançar a misericórdia da parte de Deus.
Mas a fé da mulher é também uma fé que ultrapassa a sua condição de inferioridade.
Dentro daquele contexto judaico, aquela mulher sabia da sua inferioridade. Como já foi dito, por ser mulher e por sofrer de uma doença que a fazia impura e suja. Até aquele momento Deus aceitou esse pensamento porque na verdade a obra de colocar todos no mesmo patamar era de Jesus, fazia parte da sua missão enquanto na Terra. Mas mesmo diante da consciência de sua inferioridade ante o restante do povo, ela teve coragem para romper com isso e fazer algo que poucas mulheres teriam tido a coragem de fazer.
Hoje, com toda a revelação de Deus ao nosso dispor, não cabe mais qualquer noção ou menção de inferioridade entre as pessoas. A Bíblia é clara em dizer que diante de Deus todos são iguais e que não devemos tratar a ninguém de acordo com qualquer padrão de merecimento humano que porventura achamos correto.
Quando tratamos pessoas de forma diferente só por causa de sua condição social, financeira ou intelectual, há um problema com nosso evangelho e ele precisa ser revisto. Mas eu não quero enfatizar o nosso modo de tratar as diferenças, mas o modo como Deus nos vê e nos trata apesar de nossas diferenças.
E o modo é: Ele nos trata de forma igual, Ele nos vê de forma igual e Ele nos perdoa de forma igual.
Apesar de saber que neste mundo sempre teremos diferenças e que elas de alguma forma sempre nos influenciarão, é maravilhoso pensar que Deus não nos enxerga pelas nossas diferenças, mas nos enxerga por um fator comum que nos liga a todos os homens, que é a nossa necessidade de salvação.
Quando Deus te vê meu irmão, Ele te vê como um pecador salvo pela graça, e quando Ele te vê meu amigo, que ainda não aceitou a Jesus como salvador, Ele te vê como um pecador carente da graça. No âmbito de nossa necessidade de salvação, todos somos carentes da graça de Deus, estamos todos na mesma situação.
Por isso, mesmo que o mundo lá fora o coloque em um patamar social muito abaixo, mesmo que as pessoas lhe desmereçam, não lhe dêem valor e lhe desprezem, saiba que para Jesus você é muito precioso, foi por você que Ele morreu e ressuscitou. Foi por você que Ele se sujeitou a um corpo carnal, humilhando-se até a morte.
Aquela mulher mais do que ninguém sabia o que era ser rejeitada e menosprezada. Vamos ler em Levítico 15:25-30 “Também a mulher, quando tiver o fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua separação, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua separação, todos os dias do fluxo da sua imundícia será imunda, como nos dias da sua separação. Toda a cama, sobre que se deitar todos os dias do seu fluxo, ser-lhe-á como a cama da sua separação; e toda a coisa, sobre que se assentar, será imunda, conforme a imundícia da sua separação. E qualquer que a tocar será imundo; portanto lavará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. Porém quando for limpa do seu fluxo, então se contarão sete dias, e depois será limpa. E ao oitavo dia tomará duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação. Então o sacerdote oferecerá um para expiação do pecado, e o outro para holocausto; e o sacerdote fará por ela expiação do fluxo da sua imundícia perante o SENHOR.”
Doze anos vivendo como uma impura. Doze anos sem poder abraçar e nem tocar em ninguém sem que essa pessoa também ficasse impura. Provavelmente doze anos vivendo isolada porque ninguém podia sequer tocar onde ela havia estado. Doze anos sem poder oferecer sacrifício pelo seu pecado porque a sua impureza não deixava seu corpo. Doze anos sem ir ao templo e, portanto, longe da presença de Deus.
Mas ela ultrapassou a sua condição de inferioridade e deu um passo em direção à liberdade.
Mesmo que você se sinta inferiorizado, rejeitado pela sociedade, Deus lhe espera com roupas limpas, anel de filiação para lhe dar, e um novilho cevado pronto para a festa.
Mas a quarta e última característica da fé daquela mulher é que era uma fé baseada na graça.
Mesmo que o conceito de graça não estivesse obviamente presente em suas concepções religiosas que eram construídas baseadas na lei, ela deu um passo fundamental para o entendimento do que seria a graça de Deus manifesta em Jesus. Ela atendeu a duas das exigências da graça. Ela entendeu quem ela era, mas também entendeu quem Jesus era e o que podia fazer pela sua vida.
A graça de Deus através da pessoa de Jesus, opera diante de duas situações na vida do homem. A primeira é que o homem precisa entender que não a merece, e por isso ela é graça. E a segunda, o homem que já entendeu que não merece, precisa entender que só pode alcançar essa graça em Jesus. A pessoa que não entende essas duas exigências, não entende a graça e conseqüentemente não pode alcançar o perdão dos seus pecados. Note que aqui não estou falando mais de merecimento diante dos homens, mas sim diante de Deus. Diante dos homens não há ninguém superior ao outro, mas diante de Deus todos são indignos e carentes da mesma graça que só Ele pode dar.
Aquela mulher sabia quem ela era, mas principalmente reconheceu em Jesus alguém que mais do que curar a sua doença, poderia restaurar a sua dignidade de vida, e a transformar em uma cidadã respeitada. E a superioridade de Jesus é demonstrada porque mesmo depois de ser tocado por uma mulher imunda, não sente necessidade de se purificar, e prova disso é que momentos depois, ressuscita a filha do chefe da sinagoga, mostrando que Ele estava acima de qualquer lei ou tradição, e por isso Ele não podia ser outro senão o próprio Deus encarnado.
Como eu disse, ela queria se livrar daquele mal que tanto a afligia, mas não sabia que seu ato se transformaria em um exemplo de graça, para que hoje nós pudéssemos aprender um pouco mais do amor de Deus.
Da mesma forma que o filho mais novo da parábola não merecia ser de novo aceito como filho, da mesma forma que a mulher adúltera não merecia ser perdoada, essa mulher da mesma forma não merecia ter sua saúde restaurada. São exemplos distintos, mas que no seu âmago demonstram a graça de Deus sendo derramada a pessoas que não mereciam.
Se você e eu estamos aqui hoje meus irmãos, é porque um dia Deus nos enxergou na nossa miséria e nos amou de tal maneira que nem João conseguiu exprimir, de tão inconcebível que foi o modo como Deus nos amou.
A fé baseada na graça não fica exigindo que Deus lhe dê coisas para que você gaste em seus deleites. A fé baseada na graça não permite que você exija de Deus como um filho mimado e petulante, mas faz com que você se submeta à vontade dele, esperando que Ele sempre fará o melhor pela sua vida.
A fé baseada na graça tira nossa visão humanista de viver nossa religião e coloca nosso foco em Deus, e quando olhamos Deus não há como nos esquivarmos de nosso coração pecador, e quando entendemos que somos pecadores carentes da graça de Deus, e que essa carência é constante, não temos mais coragem de tratar nosso irmão como se fôssemos melhores do que ele, e então vivemos como uma família. Essa é a lógica de Deus.
Por isso que eu falei que a fé que escutamos constantemente na televisão, com raras exceções, não é na verdade fé. Primeiro que essa fé faz do homem o centro das atenções e tira Deus do papel principal. Segundo que essa fé pressupõe que Deus deva estar constantemente a serviço do homem, como o gênio da lâmpada. Além do mais, essa fé que não é fé, cobra de Deus o que Ele não prometeu em sua Palavra, e se Ele não prometeu, Ele simplesmente não vai cumprir.
A fé da Bíblia nos coloca em nosso lugar de pecadores que somos, e coloca Deus no lugar que Ele deve ficar, poderoso e soberano, mas que apesar disso nos ama com um amor sem igual e inexplicável.
A fé da mulher do fluxo de sangue é uma fé que ultrapassa as tradições, porque a fé precisa estar acima das tradições. Mas também é uma fé que não tem medo da rejeição porque sabe que Deus acolhe a todos que se chegam a Ele indistintamente. É uma fé que apesar do preconceito vivido pelo mundo, não se deixa levar por ele e chega com ousadia aos pés de Jesus, confiante no seu perdão e no seu amor. Mas acima de tudo é uma fé que não está baseada em um modo egoísta de viver, mas está baseada na graça de Jesus, uma fé que me faz entender quem eu sou, de onde eu vim, da situação em que fui tirado e me mostra o favor imerecido de Deus, como único meio de conseguir salvação.
É essa fé que Deus quer nos ensinar a viver hoje, e por ser bíblica, é uma fé inabalável, que está além das circunstâncias e das situações pelas quais você possa estar passando, porque fé de verdade, não está baseada nas situações, mas somente no alvo da fé que é Jesus.
Pra terminar. A.W.Tozer diz assim em um de seus livros: "Para cada um de nós certamente está prestes a chegar o tempo em que não teremos outra coisa senão Deus. Saúde, riqueza, amigos, esconderijos desaparecerão e teremos apenas Deus. Para o homem que tem a pseudo-fé, esta é uma idéia apavorante, mas para o que tem a fé verdadeira é uma das idéias mais confortantes que o coração pode nutrir". E então que nós possamos dizer como disse o apóstolo Paulo: a tua graça nos basta... que o Senhor nos abençoe.

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