segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A IDENTIDADE DO CRISTÃO

Tito 1:1-3 “PAULO, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, para levar os eleitos de Deus à fé e ao conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos; mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada por ordem de Deus, nosso Salvador”.
Creio que o mundo carece de identidade. Vivemos um momento claro no mundo, onde a falta de identidade tem sido motivo para que as pessoas vivam e ajam de qualquer maneira. Os estereótipos foram quebrados. Os padrões jogados ao chão, porque cada um decidiu que pode e deve andar como bem quiser, sem ter que prestar contas a ninguém do que faz ou deixa de fazer. É o mundo sem identidade; sem as características que o qualificam ou demonstram quem é ou o que faz. Há algumas décadas dava-se para imaginar algumas coisas a respeito de várias classes de pessoas. A própria vestimenta era uma das marcas que distinguia uma pessoa da outra. Pela sua roupa se sabia sua classe social e econômica. Pela roupa de igual modo, podia-se presumir a condição intelectual da pessoa. Mas não era somente o vestuário que qualificava as pessoas. O modo de falar praticamente denunciava quase tudo sobre aquela pessoa. Havia limites claros. Havia padrão no procedimento. Havia algo de comum entre pessoas que compartilhavam do mesmo pensamento e da mesma opinião. Hoje não tem mais isso. O rico veste-se com roupa rasgada, desbotada e com cara de usada, e se você não olhar a etiqueta de grife, é perigoso correr o risco de oferecer um prato de comida a ele achando que esta alimentando um mendigo. Tem pobre que se acha e gasta o dinheiro do alimento para comprar na Marcia Melo, e faz questão de deixar a etiqueta pra fora pra todo mundo ver que ele pode comprar lá. Aí não se sabe mais quem é pobre ou rico pela roupa, ou pelo carro que foi financiado em 80 meses, ou pelo rico que anda de fusca pra não ser seqüestrado, claro que não é o meu caso. Mas a idéia é que não existe mais identidade nas pessoas, talvez porque ninguém goste de ser identificado pelo que realmente é. O pobre porque é pobre, o rico porque tem medo dos bandidos, o casado porque sem ser identificado como tal, talvez ache que possa sair por ai e dar umas escapadinhas.
Mas o problema maior é quando os cristãos não querem assumir a sua identidade que é por direito, mas também por dever. E talvez haja duas razões para essa não identificação. A primeira é porque somos influenciados pelo mundo que não tem mais identidade, ou melhor, tem tantas identidades que nós na verdade não sabemos ao certo qual a correta, ou não sabemos qual dessas identidades assumimos. Apesar dessa razão ser nociva, talvez seja até certo ponto compreensível porque a pessoa age de forma inocente, não porque não queira ter identidade, mas porque não sabe realmente qual identidade assumir diante de tantas opções que nos são apresentadas a todo o tempo. Então nós nos perguntamos: como deve ser um cristão? A mulher precisa usar saia ou calça? O homem pode ou não usar bermuda? Posso cortar meu cabelo assim ou assado? Então a Bíblia nos responde. Não importa, você é livre, você pode tudo, mas lembre-se, nem tudo convém. Então nós chegamos à conclusão que na verdade a nossa identidade não está no visual externo. Se eu acho que convém, e se entendo que não vou escandalizar ninguém, então eu posso usar. Eu lembro quando minha mãe falava que em seu tempo de adolescente e jovem, os homens da igreja eram obrigados a usar chapéu, pelo menos na igreja da qual ela fazia parte, e uma certa vez meu tio, irmão de minha mãe comprou um chapéu um pouco mais moderno, na época era um chapéu da moda. Era pecado não usar chapéu, mas também era pecado usar chapéu da moda. Então por isso meu tio foi excluído da igreja e revoltado com aquela situação saiu da igreja e se embrenhou no mundo do alcoolismo, e não fosse a misericórdia de Deus, provavelmente ele estaria morto há muito tempo.


A Ariane e eu fomos criados em uma igreja que dava muita importância ao externo como forma de identificação do ser crente. E isso fica tão impregnado que hoje nós brincamos quando vemos alguém vestido com aquelas roupas características, principalmente ser for mulher. Nós conseguimos identificar até de qual igreja a pessoa pertence. Eu digo: deve ser de tal igreja. A Ariane diz: não, deve ser daquela outra por causa da bolsa do lado, ou não, é daquela por causa do tamanho do cabelo, e por aí vai. Mas o que importa mesmo para nós hoje é sabermos o que a Bíblia diz sobre a identidade do cristão. O que realmente deve nos identificar neste mundo? Qual deve ser nossa marca que nos distinguirá do restante? O que em nós fará com que o mundo reconheça que andamos com o Nazareno, a exemplo de Pedro antes de negar a Jesus?
E eu creio que ninguém melhor que Paulo apóstolo para nos dizer a esse respeito. Talvez o personagem bíblico que tivesse maior compreensão de sua identidade como cristão, que agia como tal, pensava como tal e vivia como tal, seja Paulo. Nesta introdução à carta a Tito, Paulo nos dá um verdadeiro resumo de quem ele era e de quem nós devemos ser. Paulo concentra nestas poucas palavras todo o âmago de uma vida que entende a abrangência do ser cristão. Paulo era tão convicto dessa verdade em sua vida que em praticamente todas as cartas em sua introdução, ele dá algumas pinceladas de sua identidade, mas aqui na carta a Tito ele explora melhor sua convicção e dá um resumo perfeito do propósito de sua vida. Paulo era tão seguro do seu chamado como nós somos de nosso próprio nome. Se estivermos em um consultório médico esperando para sermos atendidos e alguém chamar nosso nome, nos levantaremos na mesma hora tamanha a convicção que temos do nosso nome. Paulo tinha essa mesma convicção de seu apostolado. E se perguntássemos a ele: Paulo, você tem certeza do seu chamado? Ele obviamente diria: sim eu tenho certeza. E o que o faz tão certo Paulo? Ele responderia:

Em primeiro lugar eu sei quem eu sou. Eu sou servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo. Em muitas de suas cartas Paulo dá a mesma descrição, servo de Deus. É bem lógico imaginar que, quando Paulo se diz servo de Deus, está colocando Deus no posto de Senhor, e talvez esta seja a mais maravilhosa descrição de um crente, servo de Deus, mas também a mais difícil de ser assumida. Ser servo significa que o controle não está mais na minha mão. Que quem decide agora é meu Senhor e não mais eu, e que a decisão que Ele tomar eu devo acatar e obedecer. Ser servo significa perder o controle da minha vida para ganhar a vida. Significa devolver a vida a quem me deu a vida. Mas o significado mais expressivo do ser servo, é que quando você dá o controle da sua vida a Deus, é como se estivesse dizendo: Deus, tenho tentado controlar a minha vida, mas olha só as bobagens que tenho feito. Por causa disso Senhor, entendi e decidi que não posso controlá-la, mas também entendi que o Senhor é o mais indicado para fazê-lo, porque só o Senhor me conhece como eu realmente sou, sabe do que preciso, conhece meu íntimo, minhas limitações. Por isso Pai, como alguém que entendeu que não pode controlar sequer a própria vida, toma tu o controle, governa, dirige, reina em mim. A partir de agora sou somente servo teu e tu és o Senhor.
E esse entendimento de Paulo não era vazio. Não consistia somente de palavras jogadas ao vento. Esse entendimento de Paulo era visto em sua vida, no seu proceder, no seu falar, no seu agir, no seu sentir. Paulo demonstrava tudo que era em tudo que fazia. Paulo não só dizia: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Mas Paulo também demonstrava que era Cristo que vivia por ele. Suas atitudes o denunciavam por assim dizer. Não dá pra ser servo só de aparência, tem que ser servo de coração. No reino de Deus a condição de servo tem de ser assumida com alegria e não por força e nem por constrangimento. O filho mais velho da parábola do filho pródigo era servo do pai. Trabalhava de sol a sol, incansavelmente, fielmente, pontualmente, mas seu coração estava longe do pai, talvez mais distante ainda que o coração do mais jovem. Fazia tudo aquilo por obrigação e não de forma voluntária. Deus não quer nenhum servo contrariado, Deus quer servos felizes em tê-lo como Senhor.
Mas Paulo como servo, sabia também quem ele tinha sido, de onde veio, o que fazia, e podia comparar então em quem Deus o transformou, um pecador salvo pela graça. Porque alguém só é servo de Deus se primeiro tiver um encontro de salvação com Ele. Não dá pra ser servo sem aceitar o que Ele fez por nós. Há uma música do Bill Gaither que diz assim:

Se você pudesse ver o que eu fui uma vez
Se você pudesse ir comigo, de volta onde eu comecei
Então eu sei que você veria o milagre de amor que me tomou em seu doce abraço
E me fez o que eu sou hoje. Somente um velho pecador salvo pela graça.


Esse entendimento de quem eu sou e do que Cristo fez por mim coloca tudo nos seus devidos lugares, eu como servo e Deus como Senhor da minha vida. Quando eu volto atrás e vejo quem era e de onde Deus me tirou, não dá pra querer ser outra coisa além de servo. Paulo sabia disso e não teve dúvidas quando entregou sua vida ao senhorio de Cristo, de forma total e irrestrita.

Paulo sabia quem era, mas também sabia para onde iria, qual seria seu final, para onde culminaria o destino de sua jornada. Há uma vida eterna me esperando, há algo além da morte. A minha existência não termina aqui, vou existir eternamente com Cristo, porque foi Ele quem assim prometeu. E por que é importante saber que minha existência não termina aqui? Por que é importante saber que existe uma vida eterna? Para que as minhas esperanças não estejam somente neste mundo. Para que os meus anseios não sejam somente materiais, humanos. Para que eu tenha um alvo a ser alcançado. Para que eu lute com todas as minhas forças até alcançar este alvo. E é o próprio apóstolo que diz para os efésios, capítulo 3 versículo 14: Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. E que alvo é este Paulo? Ele mesmo responde no versículo 20: Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Paulo tinha convicção de quem era e para onde iria depois de sua morte. Paulo esperava o prêmio, seu alvo era eterno. Ele sabia que sua glorificação não se daria nesta terra, mas na vida eterna. Não podemos deixar esta verdade ocultar-se de nossa teologia. Paulo cria e vivia de acordo com esta mensagem. A convicção de vida eterna fazia com que Paulo não olhasse para os sofrimentos que ele sabia que seriam passageiros. Essa mesma convicção fazia com que Paulo executasse seu chamado de forma excelente e digna. Essa certeza movia o apóstolo a ponto do mesmo dizer: posso todas as coisas naquele que me fortalece. Não importa, posso me entristecer como também posso me alegrar. Posso sofrer injúrias como posso também ser homenageado. Posso ser odiado como também posso ser amado. Não importa o que me aconteça, eu posso todas as coisas, porque meu alvo não está nesta vida, meu alvo está na eternidade. Eu sei que nesta Terra poderei padecer privações. Eu sei que nesta Terra poderei não ter tudo aquilo que gostaria. Pode ser que nesta Terra eu seja até injustiçado, mas não importa porque meu alvo não está aqui. Meu prêmio, ou em uma tradução mais próxima, meu galardão está além túmulo, é eterno e não terreno.
Eu ouvi estes dias uma pregação de um pastor bem conhecido creio que de todos nós que dizia que o céu às vezes atrapalha, porque ele tira nosso foco da nossa missão e vivemos em uma nostalgia escatológica. Começamos a pensar, bom, já que meu alvo é o céu vou ficar aqui sentado esperando ele chegar. Já que meu prêmio não é aqui, não vou me preocupar com as coisas que acontecem aqui. Já que não é aqui meu descanso, que os problemas dessa terra fiquem aqui, não vou me envolver. Em parte eu concordo com o que ele disse, visto que esse pensamento acomodado realmente tira nosso foco de nossa missão e nos torna crentes infrutíferos. Por outro lado não podemos generalizar e dizer que toda menção do céu traz esse mesmo sentimento comodista e letárgico. Muito pelo contrário, Paulo, embora não tirasse seus olhos do céu, tampouco os tirava da Terra. Seu anseio pela eternidade não tirava seus pés do chão, não o fazia um crente acomodado, não o tornava um apóstolo oportunista, não. O sentimento da eternidade, do prêmio, do alvo, na verdade o colocava muito mais próximo da sua missão. Era por causa de seu alvo que ele executava a sua missão com muito mais perfeição e autenticidade. E essa era outra característica do seu apostolado.

Ele sabia quem era, sabia para onde ia, mas igualmente sabia qual era a sua missão. A ânsia pela eternidade e pelo prêmio não tirava a ânsia de Paulo em executar com excelência seu ministério como apóstolo. A certeza que ele tinha de quem era, um servo, ao contrário, o colocava mais perto do seu chamado, de seu ministério, do seu apostolado. O fato dele almejar o céu e esperar por este a todo momento, não o tornava um crente estéril, infrutífero, que se sentava embaixo da árvore para esperar sua coroa. Ele sabia de sua missão, sabia porque foi escolhido, o porquê do seu chamado, a sua obrigação como servo, mas também como apóstolo. Sabia que tinha deveres a serem cumpridos e que nem o sonho do céu, o desejo da eternidade, poderia tirar esta certeza. Nesta curta, mas completa saudação a Tito, Paulo descreve toda a razão do ser cristão, a identidade daquele que aceitou a marca da cruz, as características que nos devem distinguir do mundo, a nossa marca, nossa apresentação. Não somos alienados, não vivemos em outro mundo como as pessoas às vezes crêem. Muito pelo contrário, somos e devemos ser pessoas altamente “antenadas” com as coisas que acontecem ao nosso redor. Como profetas de uma nova aliança, devemos estar atentos com os acontecimentos que nos cercam a fim de buscarmos orientações bíblicas para as questões da vida. Mas acima de tudo, somos cientes e conscientes de quem somos, de onde Deus nos tirou, em que Ele nos transformou pelo poder do evangelho.
Também sonhamos com a redenção do nosso corpo, sonhamos com a eternidade, almejamos o céu, mas isso não pode tirar nosso foco da terra, não pode nos privar de nossa tarefa de luz e sal do mundo. Assim como a Paulo, Deus confiou a pregação de sua Palavra a nós, seus servos. Não foi a anjos, não foi a seres espirituais, mas a nós que somos seus servos. Nós fomos encarregados dessa tão sublime missão. Não peça a Deus para que anjos façam aquilo que Deus já designou que nós fizéssemos, não adianta, eles não vão fazer. Essa tarefa cabe a nós, apesar de nossas limitações, apesar de nossa humana incapacidade, apesar de sabermos quem somos, apenas servos, mas como servos, despenseiros da multiforme graça de Deus, encarregados da mais sublime e importante missão, sem comparação com nenhuma outra missão deste mundo. Paulo era tão convicto de seu apostolado que no final de sua vida teve a plena consciência de que havia feito tudo o que poderia ser feito dentro de sua humanidade. Ele disse, Timóteo, estou morrendo Timóteo, eu sei que resta pouco tempo para mim, mas eu tenho uma certeza, tenho uma profunda convicção de que combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora Timóteo, a coroa da justiça, o meu prêmio, o alvo que persegui por toda a vida me está guardada Timóteo, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. Mas sabe Timóteo, o sonho da coroa da justiça não me impediu de combater o bom combate, não me impediu de acabar a carreira, de terminar meu trabalho, e também não me impediu de guardar a fé. Aliás, a esperança da coroa da justiça só me é clara e certa, porque vivi a minha vida sabendo quem sou e vivendo de acordo com meu apostolado. O desejo de ganhar o céu não tirou de Paulo o desejo de pregar o evangelho de Jesus, assim como as aflições e angústias por que Paulo passou, não tiraram a vontade de alcançar o alvo, o prêmio. Uma coisa não anula a outra quando temos consciência de nossa identidade. Quando aquilo que nos distingue daqueles que estão no mundo está claro em nossa vida, não apenas em palavras, mas no proceder diário e constante.
Quando eu entendo que minha missão de pregar o evangelho não inclui somente o compartilhar através de palavras daquilo que Cristo fez pelo mundo, mas muito mais do que isso, inclui viver o evangelho, sentir o evangelho, provar o evangelho, então entendo que preciso me envolver com o mundo, não no sentido de se conformar com o mundo, mas no sentido de mostrar ao mundo a luz que Cristo faz brilhar em mim. Por isso, a minha missão de levar o evangelho, inclui tudo aquilo que Jesus fez quando pregou o seu evangelho enquanto esteve nesta Terra. E se entendo que a vida de Cristo deva ser exemplo para mim, devo obrigatoriamente entender que tenho de seguir seus passos. O evangelho de Cristo, além de palavras, se mostrava em ação, em alimentar o faminto, em se preocupar com o pobre, em proteger aqueles que eram desprezados e menosprezados pelo sistema. Podemos até fazer um jogo de palavras aqui com a palavra evangelização, evangelize, mas também aja, não somente diga o que deve ser feito, mas também faça o que deve ser feito.
Paulo não tinha medo dessa exposição, de se mostrar, de se identificar. Tanto que ele mesmo disse, sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. Às vezes temos medo e dizemos: olha, olhem para Cristo que é perfeito, não olhem para mim que sou imperfeito e pecador. Mas Paulo também era pecador, assim como nós. Paulo também errava, por isso disse, o bem que quero fazer eu não faço. Mas mesmo assim ele teve a coragem de dizer: apesar das minhas imperfeições, sede meus imitadores, não para imitar as minhas imperfeições, mas para verem que apesar delas a graça de Jesus me basta.
Não é a roupa que nos distingue. Não é o nosso falar “evangeliquez” que nos torna conhecidos. É aquilo que nós somos que nos identifica. O mundo está sem identidade, as pessoas vivem sem uma marca distintiva, mas nós sabemos quem somos, apenas servos. O mundo não sabe para onde vai depois da morte. O mundo vive uma constante agonia do pós túmulo porque não tem certeza de nada, e para aliviar esta incerteza tentam acreditar na morte da alma, quando morreu acabou tudo, e ai dizem, ele descansou do sofrimento. Nós somos diferentes, sabemos que nossa jornada não termina aqui, sabemos que a coroa da vida nos espera na eternidade. Algumas pessoas lutam neste mundo por uma ideologia passageira, às vezes utópica. Mas nós sabemos qual a nossa missão e o impacto desta na vida das pessoas. Nossa luta não é utópica, não defendemos sonhos impossíveis e irreais. Nossa missão tem valores que vão muito além de dar dignidade às pessoas, nossa missão tem conseqüências eternas.
Gostaria que você se examinasse e visse se estas características acompanham a sua vida. Se essas marcas realmente têm identificado teu proceder no mundo e se não, peça a Deus hoje condições para viver com essa identidade, peça a Deus para que essas características pautem a sua vida daqui pra frente. Para que sejam base para a suas decisões e todo seu modo de vida.
A exemplo de Paulo, precisamos saber quem somos, precisamos saber para onde vamos e precisamos saber nossa missão. Estas coisas precisam estar claras para nós porque é isso que nos distingue não só do mundo, mas também de todas as outras religiões que existem. Esta é a marca do cristão. Que Deus nos abençoe.

6 comentários:

Seguidores de Cristo disse...

Um forte abraço irmão, também pregamos a cristo crucificado, da uma passadinha la no nosso blog...
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Anônimo disse...

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Romilda Faria disse...

É o que eu precisava ler. Hoje o Senhor me tocou a respeito desse tema, identidade. O mundo está vivendo uma crise de identidade, e isto tem respingado em nós, servos de Deus. Mas isto tem jeito! O sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado.
Um abraço e parabéns pela reflexão.
Romilda.

Romilda Faria disse...

É o que eu precisava ler. Hoje o Senhor me tocou a respeito desse tema, identidade. O mundo está vivendo uma crise de identidade, e isto tem respingado em nós, servos de Deus. Mas isto tem jeito! O sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado.
Um abraço e parabéns pela reflexão.
Romilda.

Sidnei Alves disse...

Respeito o seu modo de pensar, mas não é o meu. O que tem ocorrido hoje em dia, é que muita liberdade leva o povo ao exagero. Hoje na sociedade tem as chamadas "Tribos" que levam o adolescentes e o jovem a se identificarem com os seus modos de vestir, falar etc.. O problema é que se nós não usarmos um pouco de freio, o indivíduo fica sem saber para onde ir. Certa feita um pai e uma mãe tentava tirar o filho das manifestações onde lá estavam os "Mascarados". O Pai implorou para o filho sair do meio, mas o filho se dizia convicto de suas idéias. O pai e a mãe estavam desesperados pois o filho estava correndo risco. No fim da reportagem ficou-se sabendo que O pai e a Mãe foi que incentivou o filho, quando eles iam em manifestações "legais" para defender seus direitos. O que eu quero dizer é que, as pessoas não sabem se controlar, e isso os leva a sérios perigos. Quando as pessoas começam a se vestir igual acabam se identificando com eles, e não mais com os que são de Deus. Outro motivo é que, as mulheres que usam calças, algumas até se contentam em usar uma calça mais modesta, mas sempre terá aquelas jovenzinhas, que não conseguem chamar a atenção do jovenzinho pelo rosto, o tentará pelo seu corpo, e não virá a igreja com uma saia ou vestido mais largo, mas apertado. Como ficam aqules que vão a Igreja com a família, os maridos, os filhos, conseguiram cultuar a Deus?Se se libera a calça larga, quem poderá impedir a calça apertada? Assim também como a saia (que hoje está uma aberração)etc..Então para ter um controle maior, é necessário conter, de forma adequada, os costumes que o mundo oferece, pois logo logo, os padrões não mais existirão para se saber o que é certo e o que é errado.Pr Sidnei Alves

Fábio Machado disse...

É lamentável como algumas pessoas leem um texto imenso, com muita coisa boa, e se atêm apenas a um detalhe que não concordam, e ao invés de frisar as coisas boas, criticam o detalhe. Gente de mente pequena; sinto pena.