sábado, 30 de janeiro de 2010

Jesus, o Sumo Sacerdote Perfeito

Hebreus 4:14-16 “Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

É difícil entender o livro aos Hebreus, sem pelo menos tentar entrar na mentalidade do povo para o qual foi escrito esta carta. Eu digo tentar porque é impossível saber exatamente qual o sentimento das pessoas que receberam esta carta, visto que o tempo que nos separa é muito grande. Mas se conseguirmos pelo menos nos aproximar do texto, teremos uma visão mais clara da mensagem e do propósito do escritor em escrever este tratado.
O livro é escrito primeiramente a um povo em perseguição e sofrimento. Esse povo perseguido era composto por judeus convertidos ao cristianismo que provavelmente habitavam em Roma e em seus arredores.
A primeira característica dos destinatários da carta já nos custa entender; perseguição e sofrimento, visto que não estamos sendo perseguidos, pelo menos não de forma declarada, e de um modo geral não estamos sofrendo. Talvez esse texto fizesse mais sentido se estivesse sendo pregado aos cristãos perseguidos da china, ou dos países árabes, ou aos poucos cristãos verdadeiros do Haiti, aqueles que não se renderam à feitiçaria e ao ocultismo. Mas falar de perseguição e sofrimento a uma igreja e a um povo privilegiado como nós somos, não é tarefa tão fácil de ser conseguida. Por isso precisamos nos esforçar para entender o conteúdo da mensagem.
Para entender o que se passava na cabeça do judeu cristão (judeu porque nasceu em Israel e cristão porque aceitara a Cristo como Salvador e Senhor), precisamos voltar ao Antigo Testamento e entender as implicações do sacerdócio e do templo para este povo.

Mais do que qualquer outra nação, Israel orgulhava-se de sua história. Um povo que havia sido escolhido como povo de Deus; que surge da fé de um nômade, Abraão, cuja família era envolvida com o politeísmo e a idolatria, mas que em um ato de fé, resolve crer na existência de um Deus único e verdadeiro. Por isso Abraão é considerado o pai da fé, porque fez algo totalmente surpreendente para a sua época. Era loucura crer em um único Deus quando a norma era crer em vários deuses.
Um povo que nasce de uma decisão improvável de um homem. Um povo eleito para registrar e ser porta-voz dos oráculos de Deus. Um povo escolhido para preservar a concepção do verdadeiro Deus, que ia construindo a sua própria revelação, pouco a pouco na história desse povo.
Israel também se orgulhava de ser um povo com acesso quase direto a esse Deus. Nenhum outro povo dispunha de ferramentas e rituais capazes de manter um relacionamento eficaz com o Deus verdadeiro. As nações pagãs, no intuito de receberem alguma graça ou de apaziguarem a ira de algum deus, veneravam e adoravam a todos eles, porque quem sabe algum deles poderia ouvi-los e retirar a sua ira. Mas Israel não, eles sabiam a quem estavam adorando e a quem serviam. Embora muitas vezes o povo desagradasse a Deus adorando outros deuses, no fundo eles sabiam que estavam no caminho mau e fazendo o que era mau aos olhos do Senhor. No fundo eles sabiam que deveriam adorar somente ao Deus Iahweh.
E como possuidora dos oráculos de Deus, Israel sabia exatamente como manter um relacionamento eficaz com Deus. E alguns desses elementos de contato eram exatamente o templo e os rituais de purificação e remissão de pecados. O templo era onde tudo acontecia. Era lá onde Deus se revelava ao povo. Era lá onde este mesmo Deus aceitava os seus sacrifícios. Era no templo onde acontecia o relacionamento entre um Deus santo e um povo pecador.
O templo também funcionou muitas vezes como termômetro desse relacionamento. Quando Israel era sitiada e seu templo destruído, isso significava que Deus havia deixado o templo, e, portanto, o povo estava entregue nas mãos de seus inimigos. Se havia templo, havia sacrifício, e se havia sacrifício havia comunhão com Deus, havia esperança de perdão. A ira de Deus poderia ser apaziguada através dos sacrifícios e do derramamento de sangue.
Israel não poderia viver sem o símbolo da presença de Deus no meio da nação. Por isso que ao ser levada para o cativeiro da Babilônia, Israel chora e lamenta porque está longe de sua terra, longe de seu templo, aliás, nessa ocasião o templo está destruído, o que significa que Deus havia se retirado, na mentalidade do povo.
Mas o elo de comunicação com Deus não se resumia somente ao templo. Havia a figura do sacerdote e seus serviços junto ao templo que completavam este elo. O sacerdote era fundamental nesta cadeia. Sem ele também não havia sacrifício. E por mais boa vontade que alguém tivesse em querer executar os serviços do templo, não poderia porque não seria aceito por Deus. Somente o sacerdote estava apto diante de Deus para realizar os sacrifícios e as ofertas.
Em resumo, Israel estava acostumado com um relacionamento com Deus que era exercido de forma palpável, que era percebido com os sentidos. Quando precisava ouvir a voz de Deus, havia os profetas. Quando precisava oferecer sacrifício pelos seus pecados havia o templo e os sacerdotes. Se o templo fosse destruído Israel sabia que Deus deixara o povo. Não muito diferente dos sentimentos do povo pagão, Israel continuava tentando apaziguar a ira de Deus com seus rituais e sacrifícios, ao invés de cultivar um relacionamento de amor e devoção.
E agora voltando ao livro aos Hebreus, vemos o mesmo povo, acostumado com o mesmo tipo de relacionamento com Deus, que apesar de ser cristão, não estava totalmente livre de suas pré-concepções judaicas e de seu modo de relacionar-se com Deus.
Este povo que havia entregue a sua vida a Jesus, aceitando-o como o Messias que havia de vir, agora se vê longe de sua pátria, ainda meio confuso com relação às leis e aos rituais. Afinal de contas, devemos ou não manter a circuncisão de nossos filhos? Devemos ou não voltar a Jerusalém uma vez ao ano? Devemos ou não guardar as leis? Nada estava muito certo, tudo era muito novo e diferente. O Jesus em quem creram, nem entre eles estava mais, porque havia ressuscitado. O povo acostumado a ver, tocar, ouvir, nem podia mais ouvir aquele que era o alicerce de sua nova fé, Jesus Cristo. Tudo o que tinham eram relatos e testemunhos oculares de quem viveu e andou com o Mestre.
Não tinham a Jesus fisicamente entre eles, não tinham o templo, não tinham sacerdotes, com inúmeras dúvidas pairando em suas mentes. Por isso o escritor aos Hebreus sente a necessidade de escrever o que escreveu. O cristão judeu, acostumado com uma religião onde tudo era palpável e visível, agora deveria se preparar para um relacionamento com Deus de fé e sentimentos. Um relacionamento que não poderia mais ser provado com os sentidos, mas somente com o coração.
Provavelmente nesta época o templo de Jerusalém ainda existisse, mas por pouco tempo, pois sabemos que ele foi destruído em 70 dC. Sabendo disso, Deus inspira o escritor a escrever como se ele já não existisse. Se houvesse ainda algum resquício de apego ao templo pelo povo, este deveria ser tirado, pois a última ligação física do povo com Deus que era o templo seria destruída em breve.
Mas mais do que viver pela fé somente, o cristão judeu tinha uma dificuldade muito grande em entender o seu novo estado no qual ele podia manter uma comunicação direta com Deus. Era difícil para um judeu, mesmo convertido acreditar que poderia falar com Deus sem intermediários, sem templo, sem profeta e sem sacerdote. Estes eram os únicos meios de ligação de Deus com o povo. Assim como era impensável para um homem comum adentrar-se no santo dos santos, era igualmente impensável um homem comum falar com Deus no sentido de alcançar perdão dos pecados de forma direta. Havia um medo terrível de estar ofendendo ao Deus que é Santo e que até pouco tempo só aceitava sacrifícios e ofertas mediante templo, altar, sacerdote.
Hebreus nos vem mostrar por isso, que Jesus é superior a qualquer coisa que o judeu achava sagrado. Hebreus lista tudo aquilo sobre o qual a fé judaica estava ancorada e diz: Jesus é superior a tudo isso. Jesus é superior ao próprio judaísmo; Ele sobrepuja a sua religião. Jesus é superior aos profetas. Jesus é superior aos anjos. É superior à lei figurada por Moisés. Superior a Josué que os conduziu à terra prometida. E finalmente, superior ao sacerdócio humano, porque Ele cumpriu o sacerdócio perfeito e permanente.
E quando finalmente nós chegamos ao texto que foi lido, vemos que o escritor aos Hebreus está tentando mostrar aos judeus cristãos que agora existe uma nova forma de relacionar-se com o mesmo Deus do Antigo Testamento. Deus não mudou, mas a forma agora aceita por Ele, para que o povo pudesse manter contato mudou. Mudou porque Cristo entrou na história e implantou o novo concerto.
Por um lado as coisas ficaram mais simples. No novo concerto eu não preciso mais de sacrifícios no templo, não preciso mais de animais, não preciso mais de sacerdote e nem de templo. Meu acesso a Deus agora é direto, sem intermediários. Por outro lado, eu judeu que estava acostumado com a materialização do meu relacionamento com Deus, agora me vejo sem o material, sem o palpável, sem o físico. Não tenho mais templo, não tenho mais sacrifício, não tenho mais monte fumegando, não tenho mais profeta, não tenho nem Jesus mais fisicamente em nosso meio. Tudo é realizado no nível espiritual, transcendental.
Um povo perseguido que não tinha mais nada senão a fé. Uma fé nova e desafiante.
Por isso o escritor os encoraja a reter com firmeza a sua profissão de fé. A fé em um Jesus que estava muito acima do que qualquer coisa que pudesse dar segurança ao povo. Um Jesus, que ao contrário do sumo sacerdote que adentrava no santíssimo uma vez ao ano, penetrou os céus uma vez por todas, para que junto ao Pai, pudesse interceder por nós que estamos aqui na Terra. O sacerdote penetrava o véu, não mais que isso, mas Jesus rasgou o véu e penetrou os céus. Seu sacerdócio é superior, sua obra é superior, seu sacrifício foi superior.
Por isso não há nada que eu e você façamos, que não possa ser perdoado pelo sacrifício de Jesus.
Os judeus cristãos tinham medo de entrar na presença de Deus porque estavam acostumados com os sacrifícios no templo. Existem pessoas que têm medo de chegar-se a Deus depois de pecarem, por se acharem indignas de se aproximarem de Deus, e realmente são, mas Hebreus nos mostra que não são nossos atos ou merecimentos que nos dignificam, mas sim o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. É Ele quem nos torna merecedores do acesso a Deus.
Mas além de Jesus ter penetrado os céus nos outorgando definitivamente o acesso ao Pai, Ele mais do que ninguém conhece as minhas e as suas fraquezas, porque Ele mesmo as experimentou enquanto esteve nesta Terra como homem, mas com uma significativa diferença, sem nunca ter pecado.
Hebreus nos diferencia o sentimento do sacerdote humano diante dos pecados do povo e o sentimento de Jesus diante de nossos pecados. Ele diz que nós não temos um sumo sacerdote que não possa se compadecer de nossas fraquezas. Pode ser que algum sumo sacerdote humano exercesse suas atividades por obrigação. Não é de se admirar que muitos daqueles que trabalhavam no serviço do templo, o faziam de mau grado, apenas como uma tarefa entediante, mas sem comoção e sem sentimento pelo pecado do povo, e sendo assim, o pecado do povo para este sacerdote era um peso que ele tinha que carregar nas suas funções.
Mas ao contrário destes, Jesus se compadece quando pecamos.
Eu entendo que muito do que pensamos a respeito de Deus e de seu modo de agir diante e nossas atitudes, seja na verdade apenas o nosso modo de ver e de sentir diante do que as pessoas nos fazem. Por exemplo, quando pecamos, enxergamos um Deus pronto a nos castigar, cheio de ódio e de sentimento de vingança, porque na verdade é assim que nos sentimos quando alguém pisa no nosso calo. Transferimos para Deus os nossos sentimentos humanos e demonstramos assim um relacionamento estéril, como era com o povo judeu e com os pagãos que viviam para apaziguar a ira de um deus violento e sanguinário. Mas quando lemos que Deus se compadece de nossas fraquezas, ou seja, quando erramos, Jesus tem compaixão de nossas vidas, e não está, ao contrário do que pensamos às vezes na primeira esquina nos esperando com uma foice na mão, tudo muda. O relacionamento estéril, baseado no apaziguamento da ira de Deus, se transforma em um relacionamento de compromisso e amor. Eu não oro para apaziguar a ira de um Deus furioso. Eu não venho à igreja para deixar Deus tranqüilo. Eu não deixo de contribuir para afastar o devorador de minha vida. Não é uma relação de troca, mesmo porque eu não teria nada digno para trocar com um Deus que já tem tudo. Não é uma relação de barganha, de toma lá dá cá. Se eu oro é porque eu amo a esse Deus e quero me comunicar com Ele, eu sinto prazer em falar com quem eu amo. Se eu venho à igreja é porque quero dedicar momentos de minha vida em adoração a esse Deus de forma coletiva, com aqueles que são meus irmãos, comprados pelo mesmo sangue que me comprou. Se eu dizímo, não é para afastar o devorador de minha vida, não é para ter sucesso material, e muito menos para que Deus me dê alguma coisa em troca. Esse pensamento é do Antigo Testamento, onde se dava para receber em troca, onde se adorava para apaziguar a ira. Se eu dizímo é porque eu entendo que a obra do Senhor precisa de recursos materiais para se manter. Se eu dizímo é porque entendo que Deus me usa inclusive com minhas posses e meu dinheiro. Aliás, quando eu entendo que o Novo Testamento vem dar uma abrangência muito maior a tudo aquilo que estava na Antiga Aliança, eu preciso incluir o dízimo nisto. No Antigo eu precisava adulterar, no Novo eu preciso só olhar para cometer adultério. No Antigo eu precisava matar, no Novo eu preciso só odiar para cometer assassinato em meu coração. No Antigo eu tinha que dar o dízimo de tudo, no Novo eu devo dar tudo aquilo que propõe o meu coração. E se em meu coração eu consigo entender o valor de uma alma e o trabalho da igreja em resgatar almas, o dízimo se torna apenas uma forma legalista de apaziguar a ira de um deus furioso, e se em meu coração eu propor dar menos que o dízimo, meu coração precisa de conversão.
Eu não tenho que ter medo de chegar-me diante de Deus a fim de restaurar a comunhão que eu mesmo interrompi pelos meus pecados. Chegar com confiança ou com ousadia ao trono da graça, significa chegar sem medo, convicto de obter resposta e perdão. Confiante que serei ouvido, porque mais do que nós mesmos, Deus é o maior interessado em restabelecer a comunhão perdida.
Aliás, eu só consigo alcançar perdão e misericórdia da parte de Deus, quando vou a Ele arrependido e na certeza de que serei atendido. E aí está o segredo da fé e da graça, porque mesmo sabendo que pequei e errei, sei também que serei socorrido quando clamar a Deus com confiança.
E é a esse tipo de relacionamento que o escritor aos Hebreus conclama o povo a viver. Um relacionamento que apesar de ser baseado unicamente na fé e não mais nos sentidos, deveria ser vivido de uma forma muito mais intensa que era vivido antes. Porque antes era muito mecânico, cercado de rituais e cerimônias. Agora deveria ser vivido com o coração e o sentimento. Nada mais era imposto e obrigado, mas o que valia era a espontaneidade da pessoa. Não mais uma religião nacional, mas uma comunhão individual de cada criatura com o seu Criador.
Mas Senhor, estamos sendo perseguidos e sofrendo e não temos mais nada visível em que nos apoiar. Não há mais profetas, o monte não fumega mais, não há mais glória no templo, os sacerdotes fugiram da cidade santa. E aí o texto nos diz: não importa, porque não são nestas coisas que deve estar baseada a vossa fé, mas unicamente na pessoa de Cristo e na certeza que Ele é o nosso único Sumo-Sacerdote eficaz e permanente. Não precisamos de outro ou de outra coisa.
Mas talvez não estejamos sofrendo como o povo daquela época, os destinatários da carta. Tampouco estejamos sendo perseguidos como estavam os judeus cristãos daquela época. E apesar disso talvez tenhamos criado muitas coisas nas quais nossa fé tem se apoiado que não na pessoa de Cristo. É fácil criar substitutos para nossa fé, na verdade é mais tranqüilo ter algo que nos sirva de termômetro para nosso relacionamento com Deus, algo que diga se estamos com pontos negativos ou positivos com o Pai. E consciente ou não, estamos sempre fazendo isto.
Para muitos, a freqüência à igreja é um ótimo termômetro para dizer se estamos bem ou não com Deus. Bom, tenho vindo em 80% dos cultos e creio que estou bem melhor que a maioria, por isso estou bem com Deus, logo, meus pontos estão positivos.
Para outros as atividades na igreja são um excelente termômetro para medir a comunhão e a espiritualidade, ou seja, quanto mais atividades, mais comunhão, quanto mais atarefado com as coisas do Senhor, mais espiritual eu me torno.
E na verdade nenhuma destas coisas são capazes de dizer se eu estou perto ou não de Deus, e sabe por que? Porque na nova aliança espiritualidade não é miscível e na maioria das vezes nem visível. Na nova aliança isso é pessoal, entre você e Deus.
Mas se você tem feito com que as coisas sejam o termômetro de sua vida espiritual, Deus quer mudar isto e transformar essa relação mecânica e à moda antiga ou à moda do Antigo, em uma relação de amor e cumplicidade. Jesus já fez a parte que lhe cabia e continua fazendo porque sua obra continua salvando por todo o mundo. A nossa parte é crer em seu sacrifício, aceitar que não merecemos nada, mas que Ele por graça nos dá tudo. Entender que eu não posso comprar a amizade de Deus com ritos e programas. Que eu não posso barganhar suas bênçãos a troco de uma vida repleta de ativismo dentro da igreja. Preciso entender que esse novo relacionamento é construído dia após dia, à medida que vou tomando a minha cruz, negando a mim mesmo e deixando minha vida sob o controle do Espírito Santo de Deus. O ativismo, os rituais e os sacrifícios podem iludir as pessoas, mas Deus não se deixa enganar porque Ele me conhece e me vê como sou por dentro.
Jesus disse à mulher samaritana que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Jesus estava predizendo o fim das coisas como meio de adoração. Não existe mais terra santa, não existe mais templo, não existe mais tabernáculo, não existem mais festas sagradas.
Muita gente quer ressuscitar as coisas para dar novamente ao povo algo em que se apoiar, algo visível e palpável. Por isso nós temos visto óleo de unção, água do rio Jordão, terra do monte Sinai, sal grosso, e tantos outros amuletos, que na verdade estão sendo trocados pela adoração verdadeira, em espírito e em verdade. Porque é óbvio que é muito mais fácil eu carregar uma cruz com água do rio Jordão, do que negar a mim mesmo; é muito mais fácil eu colocar o copo com água na frente da TV do que ter uma vida de rejeição às coisas desse mundo.
A mensagem de Deus para a minha vida e para a sua vida nesta noite é: chega de substituições, chega de barganha, chega de trocas. Deus quer um relacionamento de amor, de amizade genuína. Relacionamento de barganha, onde eu lhe dou esperando algo em troca é peculiar da idade infantil; criança faz isto para conseguir o que quer, mas à medida que vai crescendo, vai aprendendo que algumas coisas não se compram, como por exemplo, a verdadeira amizade.
Deus não se deixa comprar por nada. Ele espera que tudo o que façamos para ele e para seu reino seja única e exclusivamente porque o amamos e porque o queremos agradar em tudo. Jesus penetrou os céus para que eu e você tivéssemos acesso irrestrito ao Pai, para que não mais precisássemos das coisas para viver em comunhão com Deus, para que tivéssemos a certeza de que Deus nos ouve em nossas fraquezas. Não troque esta comunhão maravilhosa por coisas, por rituais, por pensamento legalista. Usufrua desse caminho que Cristo nos abriu. Cumprir rituais pode ser mais fácil, mas nunca nos trarão a alegria de um verdadeiro relacionamento com nosso Pai celestial, um relacionamento de amor e submissão.
Que Deus nos abençoe!

4 comentários:

非凡 disse...
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Simbolos disse...
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Propósito Eterno disse...
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maria disse...
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