sábado, 16 de janeiro de 2010

O Proceder do Cristão no Mundo



Tito 2:2-15 “Os velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência; as mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada. Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. Exorta os servos a que se sujeitem a seus senhores, e em tudo agradem, não contradizendo, não defraudando, antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador. Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”.
Somos conhecidos como o povo do livro. A figura típica do homem vestido de terno e gravata com uma Bíblia debaixo do braço tem ilustrado durante muito tempo o cristão evangélico, diferenciando-nos inclusive do restante dos cristãos. Nós os batistas, com muito mais propriedade temos sido reconhecidos como o povo que lê e estuda a Bíblia como ninguém; pelo menos era assim em um passado não muito distante. E eu entendo que toda essa caracterização que fazem de nós é de certa forma muito boa, porque mostra qual a base da nossa fé, baseados no que, nós cremos como cremos e em quem cremos.
E por falar nisso, creio ser conveniente esclarecer alguns pontos importantes a respeito da autoridade bíblica. Alguns acreditam que a Bíblia contém a Palavra de Deus, e por pensar assim julgam que nem tudo o que está escrito seja realmente Palavra de Deus, mas que algumas coisas são apenas pensamentos humanos de quem escreveu. E qual o perigo dessa interpretação? Se nem tudo é Palavra de Deus, como saber o que é e o que não é? E se nem tudo é, que garantias eu tenho de que aquilo que se diz ser Palavra de Deus seja realmente? E se eu não tenho certeza de nada, onde estará baseada a minha fé? A Bíblia nesse caso se torna um livro comum, de auto-ajuda, mas que de maneira nenhuma pode chamar para si o direito de livro inspirado, Palavra de Deus.
Quando eu fiz essa pergunta a uma pessoa, onde estará baseada a minha fé se eu não tenho certeza da autoridade bíblica, ela me disse que a fé precisa estar baseada unicamente em Jesus. Eu disse: eu concordo, mas através de quem Jesus se revela a nós? Através da ciência? Não, a ciência não se preocupa em provar Jesus, muito pelo contrário, até hoje a ciência tem tentado provar que Jesus foi um mito da história, ou no máximo um homem qualquer que se quis passar por Deus. Através da história? Também não visto que a única prova histórica que temos está na Bíblia, e a Bíblia não está preocupada em se enquadrar nos critérios históricos atuais. Então através da arqueologia? Muito menos, visto que sabemos que Jesus ressuscitou e, portanto, não pode ser revelado pela arqueologia. Então através de que Jesus se revela? Através da Bíblia. É a Bíblia a única fonte da revelação de Jesus à humanidade. Sabemos que existe a revelação natural, através das coisas criadas, mas sabemos também que por si só, essa revelação é insuficiente para conhecermos e entendermos a Jesus como Ele se revela nas páginas das Escrituras. Por isso a fonte da nossa fé não é a consciência de que Jesus existe pura e simplesmente, mas a certeza de que a sua Palavra é verdade e de que só ela nos revela a pessoa de Cristo através do Espírito Santo de Deus atuando em nossa mente.No capítulo 10 de Romanos, Paulo trata exatamente sobre a fonte de nossa fé. Do versículo 13 ao 17 lemos o seguinte: Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Aí você pode me dizer: mas quando eu aceitei a Jesus, eu não o fiz através da leitura da Bíblia, mas foi quando alguém me falou a respeito dele e eu cri. Aí eu lhe digo: se alguém falou a respeito dele, falou do que estava na Bíblia e então direta ou indiretamente, nós cremos porque a Bíblia nos revela a pessoa de Jesus.Por isso quando alguém lhe disser que a Bíblia contém a Palavra de Deus, você diga: alto lá, a Bíblia é a Palavra de Deus em toda a sua essência, em todo o seu conteúdo, de forma completa, sem exceção e sem condicionais. Ela é totalmente suficiente para nos revelar tudo o que precisamos saber sobre Deus e sua vontade para nós.

Mas nem por isso nós idolatramos o livro, não somos bibliólatras. Porque visto desse modo podemos ser entendidos como uma religião teórica, que se baseia apenas em discursos e verdades que estão em um livro, mas que nunca saem dele, que nunca se transformam em prática de vida. É como aquele eremita que vive na montanha meditando, mas que nunca provou e nem viveu o conteúdo de suas meditações.
Não, o cristianismo não é uma religião teórica, passiva e inerte. O cristianismo não vive de sonhos abstratos, não vive de retórica, não vive de discursos. Aliás, eu sou meio arredio a discursos, e sempre fico com um pé atrás diante deles. Porque no discurso eu posso tudo. O discurso me dá possibilidades quase irrestritas. O discurso persuade, convence, manipula, vicia. O discurso pode dar uma imagem errônea de mim, pode me fazer mais do que eu realmente sou, e muita gente se aproveita disso para se promover. Mas graças a Deus que o cristianismo não vive de discursos, e quem pensa assim está completamente enganado. Aliás, nossa fé não deveria ser demonstrada apenas por palavras, o que na maioria das vezes é o que acontece. Nossa fé deveria ser demonstrada em ações que a comprovassem, não em discurso. Quando eu olho para a carta que Paulo escreveu a Tito eu posso ver como às vezes nos equivocamos no modo como nos manifestamos ao mundo.
Tenho ouvido pela mídia várias pessoas declarando-se evangélicas, porque o chique hoje é ser evangélico e não necessariamente cristão, e eu temo o dia em que o termo evangélico esteja tão deturpado que se torne um termo pejorativo e uma ofensa. Mas quando olhamos a vida dessas pessoas que tentam provar sua fé pelo discurso, vemos que há uma grande incoerência entre aquilo que professam e aquilo que vivem.
Longe de querer associar obras com salvação, eu entendo que a parte teórica da nossa fé se resume ao ato do momento em que aceitamos a Jesus como nosso Salvador e Senhor. Depois disso acabou a teoria, acabou o discurso, pelo menos o discurso por si só, a partir desse momento a nossa vida começa a ser vivida de forma prática, não discursando o evangelho, mas vivendo o evangelho. Mas o problema é que vivemos muito tempo na teoria, no sonho, na meditação, e pouco tempo na prática, pouco tempo sendo luz e sal. Pouco tempo fazendo diferença.
O texto que lemos na carta a Tito nos mostra como diversas classes de pessoas dentro da igreja, deveriam viver. Temos orientações aos anciãos, às anciãs, às mulheres jovens, aos homens jovens, e até aos escravos. Não vou me ater a cada uma dessas características, porque entendo que há alguns pontos comuns e importantes entre todas elas. Mas gostaria que em casa você relesse com cuidado todas aquelas orientações, servem para nossa vida ainda nos dias atuais. Quando olhamos para cada um daqueles conselhos vemos prática cristã, vivência, atitude. Não dá pra olhar para aquela lista e enxergar teoria religiosa. Não dá pra entender o cristianismo como uma religião teórica quando olhamos para este texto. Paulo está dando orientações sobre o modo como devemos viver no mundo, na igreja, em casa, no trabalho, na escola, em qualquer lugar. Essa lista não está composta de conselhos teóricos e transcendentes para nossa vida. Não diz aí que eu preciso ficar embaixo de uma pirâmide, entrar em estado de alfa e alcançar o nirvana. Não, essa lista me mostra como ser luz e sal. Essas características tiram-me da abstração e me colocam na realidade nem um pouco virtual.
Mas como não poderia ser diferente, Paulo não só me dá a lista completa de como eu devo viver neste mundo, mas também me mostra como eu faço pra conseguir viver dessa forma, porque sejamos sinceros, não é uma lista fácil, não é tranqüilo de ser cumprida, e principalmente, não entra de forma automática em minha vida quando eu aceito a Jesus. E esse é um erro no qual muita gente vive. Acha que não precisa fazer nada para o aprimoramento de sua vida espiritual. Acredita que agora que é salvo, nem precisa mais se esforçar, que vai ser como em um passe de mágica. Mas eu entendo que nestes conselhos de Paulo não tem nenhum passe de mágica. Ele diz: Olha Tito, fala para os velhos serem assim, para os jovens serem assado. Eles vão ter que se esforçar, vão ter que guerrear com a própria carne, vão ter que recomeçar todas as vezes em que caírem.
E a primeira exigência para que eu viva de acordo com aquela lista é que eu preciso renunciar. E se tem uma palavra difícil para ser vivida é essa: renúncia. Por si só ela já traz várias conotações negativas. Fale pra qualquer político o que ele acha dessa palavra? E por mais que existam provas contra ele, a última coisa que passa pela sua cabeça é renunciar. A pessoa pública que renuncia a um cargo é sempre mal vista, se renunciou é porque devia.
Fale para o marido ou para a esposa que eles precisam constantemente renunciar seus desejos para poderem viver harmoniosamente? E a conseqüência da falta de renúncia é vista hoje nos casamentos desfeitos. Se ela quiser, ela que se ajuste aos meus modos. Se ele quiser, ele que se ajuste às minhas convicções. E assim ninguém cede, ninguém renuncia e ninguém se ajusta a ninguém, resultado: separações a rodo. E quando dizemos para a pessoa que quando ela se torna cristã, ela precisa renunciar muita coisa de sua vida? Esquece esse negócio de ser crente, renunciar minhas baladas? Renunciar minha vida dissoluta? Renunciar minha humanidade? Eu tenho o direito de ser feliz. A renúncia é o maior escândalo de nossos dias para um mundo que quer viver de forma livre e sem censura. Para o homem que mesmo depois de ter se casado não deixou de dar suas escapadinhas. Para a mulher livre e independente do século 21 que não quer mais saber de educar os filhos, mas está mais preocupada em tornar-se uma profissional reconhecida e bem sucedida, com a pena de ter seus filhos entregues ao mundo e suas armadilhas. A renúncia é escândalo também para os crentes que deveriam estar acostumados com essa palavra. Infelizmente tenho um exemplo desses em minha família. Eles moram em um país do exterior e a mulher está em depressão profunda por não ter se adaptado aos costumes e ao modo de vida daquele país. O marido por sua vez, em razão de seu alto salário, se nega a voltar ao Brasil e ter seu cargo e salário reduzidos. A saúde e a vida da mulher correm risco, e o casamento deles está comprometido. Tudo isso pelo status e pela sede de projeção material. Vidas são trocadas por coisas. Coisas são mais importantes que vidas, porque não há renúncia.
E o que eu preciso renunciar? Tudo aquilo que é ímpio e satisfaz a minha carne. Tudo aquilo que impede que eu viva de acordo com a lista de Paulo. Tudo aquilo que me distancia de uma vida digna e piedosa. Mas eu tenho uma boa notícia. Eu não preciso lutar somente com minhas forças. Eu preciso sim ter disposição, querer lutar, querer mudar, mas ao contrário do mundo, eu tenho algo dentro de mim que me ajuda nesta luta, e esse algo se chama Espírito Santo de Deus. É um esforço mútuo, eu tenho a iniciativa de querer mudar e de viver de forma digna e o Espírito Santo me ajuda nesta batalha. E é por isso que o cristianismo não é nem de longe uma religião teórica, porque renúncia exige muita prática, muita luta, muita persistência e eu não posso cumprir aquela lista se eu não renunciar meu eu, meus desejos egoístas, os prazeres passageiros. Pra eu falar a verdade, preciso renunciar a mentira. Pra eu ser sóbrio, preciso renunciar a bebida. Pra eu ser sincero, preciso renunciar a falsidade. Para cada característica daquela lista eu preciso renunciar algo, e geralmente esse algo está relacionado aos desejos de minha carne.
Quando eu começo renunciar meu eu, eu começo a dar lugar para o agir de Deus em minha vida. É mais ou menos como a lei da física que diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Você pode ser crente, você pode ser salvo, porque a salvação é por obra e graça de Deus, mas você não vai ter experiências profundas com Deus, enquanto não houver renúncia daquelas coisas que nos separam de Deus, das coisas características do velho homem e da velha natureza.
Renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente.
Apesar de toda a injustiça, apesar de toda a maldade, apesar do pecado reinar nesse mundo, precisamos viver nele. Fazemos parte desse mundo, não estamos alheios a ele, não somos extraterrestres. A despeito de entendermos que nossa casa final não é aqui, enquanto estamos aqui não podemos fugir da responsabilidade de viver, e vivendo devemos fazê-lo de forma digna e justa. Em razão da violência dos grandes centros, estamos presenciando as pessoas se escondendo dentro de condomínios que são verdadeiras fortalezas. É uma justiça inversa, os bandidos estão soltos e a população vive presa. E essa situação dos condomínios é tão delicada que hoje, para evangelizarmos um condomínio, precisamos que alguém que more lá dentro nos abra as portas de sua casa, para que assim possamos alcançar aquelas pessoas. Não estou criticando os condomínios, e se tivesse dinheiro talvez morasse em um também, mas o que estou querendo dizer é que de certa forma estamos fugindo de nossa obrigação de viver, estamos nos escondendo de todos os modos para não termos que enfrentar o mundo, e a igreja nesse sentido tem sido uma grande aliada para muitos que não querem viver.
Às vezes eu me pego em devaneios e em um desses, eu fiquei imaginando que um dos melhores lugares para qualquer um se esconder é dentro de uma igreja. Imagine uma igreja com 2, 3 ou 5 mil membros, como existem muitas em nosso país. Quem procuraria alguém dentro de uma igreja? Ali ninguém sabe quem eu sou, de onde eu vim e para onde eu vou. Existe uma música do João Alexandre que diz exatamente isso:
Ali é o lugar ideal pra quem quiser se esconder e ser mais um na multidão
Ali é onde os homens se abraçam mas na hora de pagar o preço, lavam as mãos
Ali é onde todos se encontram mas acabam se perdendo por achar que são invencíveis
Ali não há lugar pra tristeza, pra angústia, pra dor ou pra gemidos inexprimíveis
E eu o convido a escutar com calma esta música na íntegra, e pensar e repensar se não é de fato este o sentimento que prolifera nas inúmeras igrejas que brotam a cada dia em cada esquina. A igreja se tornou apenas um lugar de refúgio para muitos. Refúgio da violência, da solidão, do mundo, quando deveria ser lugar de adoração e treinamento para sairmos para o mundo. É fácil ser santo no alto de uma montanha, sozinho, vivendo em meditação. É fácil ser santo dentro de um mosteiro, onde se respira Bíblia o dia todo. Mas Jesus nos convida a viver, e vivendo, inevitavelmente estaremos expostos a toda sorte de tentação. Vivendo, seremos também alvo das ciladas de nosso inimigo. Mas a única forma de cumprirmos nosso chamado é vivendo. A única forma de mostrarmos a luz é vivendo. E para viver nós precisamos sair pelo mundo, comunicar com o mundo, estarmos inseridos no mundo, como luzeiros, como pessoas que fazem a diferença. Eu fico tentado a pensar que se Deus tivesse dado a opção para Jonas: Nínive ou o interior do peixe? Talvez ele tivesse preferido o interior do peixe. Porque ao contrário do que muitos pensam, dentro do peixe ele estava salvo; o peixe não foi mal, foi a salvação de Jonas que estava morrendo afogado. Além do mais, dentro do peixe não havia tempestade, dentro do peixe não havia Nínive, dentro do peixe ele não tinha que lutar contra seu preconceito e poderia continuar fugindo de sua responsabilidade. Mas Deus queria que Jonas vivesse, e pra viver ele tinha que enfrentar a sua missão, seus preconceitos e sua tradição.
Eu não aponto o dedo pra ninguém, mas para minha própria vida. É muito mais fácil orar pra Deus suprir a necessidade do próximo ao invés de eu mesmo supri-la. É muito mais fácil orar pedindo a restauração emocional de uma vida do que eu mesmo ir até lá a dar uma palavra de consolo. E não estou dizendo que não devemos orar, aliás, é a primeira coisa a ser feita, mas não podemos parar na oração. Jesus já nos deu o exemplo. Ele buscava a Deus de madrugada e durante o dia agia. Ele já alimentou os famintos enquanto estava aqui na Terra, agora é a nossa vez. Ele já consolou os aflitos, agora é a nossa vez.
Deus nos chama à vida, mas não uma vida qualquer; uma vida sóbria, justa e pia. Uma vida que emane a luz de Cristo. O mundo precisa de vidas que lhe dê direção, que lhe mostre o caminho da salvação, que lhe tire das trevas em que se encontra. Essas vidas somos nós irmãos. Precisamos viver a vida que Deus designou a nós e jamais nos escondermos dela.
Renunciando, vivendo e aguardando a bem-aventurada esperança. Novamente Paulo nos conclama a aguardar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. E como devemos fazê-lo? Renunciando e vivendo. Não sentado esperando a morte chegar, mas vivendo de forma agradável a Deus. Mostrando-nos ao mundo como forma de atraí-los para Cristo.
Jesus não morreu em vão. Sua morte tem um propósito, tem uma razão de ser. E há muitas razões pelas quais Cristo morreu, mas duas delas estão no versículo 14 do texto que lemos: O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Livra-nos de todo pecado e nos purificar para Ele mesmo, para que sejamos um povo especial e zeloso pelas boas obras. Um povo que tem cuidado pelas boas obras. Um povo que é ávido por mostrar a salvação que já têm através de boas obras. Note que o texto é claro. Primeiro vem a salvação. Primeiro Ele nos purificar de todos os nossos pecados, mas como conseqüência dessa salvação devemos ser zelosos por fazer boas obras. E esse texto diz tudo. Mostra que não podemos ser salvos pelas boas obras, porque é o sacrifício de Cristo que nos salva, mas também mostra que a maneira de demonstrarmos essa salvação é através de obras. O cristianismo não é e não pode ser uma religião teórica, movida pelo discurso. O cristianismo é e deve ser uma religião dinâmica, prática, vivida, sentida, presenciada. O discurso cheira hipocrisia, falsidade, sentimento de superioridade. Eu sou crente, eu não ando mais como andava antigamente quando era do mundo. Eu não faço mais isso ou aquilo. Deixemos um pouco o discurso de lado e vivamos essa diferença que dizemos ter. Deixe que o mundo veja essa diferença. Deixe que o mundo reconheça em sua vida que você mudou, aí sim você pode discursar a vontade, mostrando ao mundo o caminho para a mudança.
Que Deus nos fortaleça irmãos. Que o Espírito Santo de Deus nos ajude a renunciar os desejos que nos separam de Deus e de sua vontade para nossa vida. Que tenhamos coragem de encarar e enfrentar o mundo com todos os seus desafios, com todas as suas dificuldades e tentações. E que possamos fazer tudo isso esperando a volta de Cristo, conscientes de que nosso galardão nos espera na eternidade. Que Deus nos abençoe!

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