segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sinais do Reino

Mateus 11:1-6 “E ACONTECEU que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles. E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, a dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim.”

Somos a geração mais bem informada de todos os tempos. A internet nos dá informação em tempo real sobre qualquer assunto em qualquer parte do mundo. Assuntos bons, úteis, relevantes, e muitos assuntos inúteis, mentirosos e que desconstroem nossa cultura. Achamos de tudo no mundo virtual, inclusive discussões animadas entre membros de igrejas, pastores, líderes, tentando provar quem está com a razão. Se tem uma coisa que a gente tem certeza quando faz teologia é que ninguém está com a razão e ninguém tem a verdade absoluta. Somente a Bíblia tem a razão, somente ela tem a verdade absoluta. Cabe a nós, com a ajuda do Espírito Santo de Deus encontrar essa verdade em seus ensinos.

Mas há discussão sobre todo assunto. Na área da escatologia, se discute, por exemplo, quem é pré-milenista, pós-milenista ou amilenista. Ainda tem aqueles que são pré-tribulacionistas, pós e atribulacionistas. E todos eles têm textos bíblicos que comprovam a sua teologia das últimas coisas. Eu na verdade sou pré-tribulacionista e pré-milenista, talvez mais por conveniência do que propriamente por convicção. Não quero passar pela grande tribulação e acho que o arrebatamento acontece antes do milênio. Mas essa é a minha opinião e não precisa ser a sua.

Há ainda aqueles que discutem a respeito do ser arminiano ou calvinista. E você pode encontrar um número sem fim de discussões a esse respeito. Eu na verdade não sou nem um, nem outro. Há pontos que concordo com o calvinismo e há outros que concordo com o arminianismo. A razão é simples, você não vai encontrar esses termos na Bíblia, exatamente porque eles são simples interpretações de homens sérios, diga-se de passagem, na busca de solucionarem suas mais profundas inquietações.

E a discussão vai por esse caminho. Os fundamentalistas dizem que somos muito liberais. Nós os tradicionais dizemos que os pentecostais interpretam os dons de forma anti-bíblica. Os pentecostais combatem os neo-pentecostais, e estes falam mal de todo o resto.

Mas por que estou trazendo essas percepções? Porque eu acho que perdemos muito tempo discutindo assuntos que trazem pouca ou nenhuma contribuição para o reino de Deus.

Quando olhamos para as Escrituras buscando entender a mensagem de Jesus, que creio eu todos os cristãos concordam com isso, revolucionou a vida dos homens e a história da humanidade, vemos outro tipo de discussão em pauta, não de convicção religiosa, mas de mudança de vida em todos os aspectos da existência humana. E por isso, entendo ser esse o cerne do evangelho que deveríamos pregar, mudança de vida para o ser humano. E essa mudança em todos os sentidos da vida deveria ser entendida como sinais de um reino que já está entre nós.

Já falei aqui há algumas semanas que o reino de Deus deve ser entendido por dois prismas diferentes, mas não excludentes. O primeiro que Jesus fala, é o significado presente do reino. Arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus. O reino já está porque foi inaugurado por Jesus. Já está operante e podemos sentir os sinais desse reino entre nós. Mas o segundo prisma é escatológico, futurístico. É a implantação desse reino em toda a sua plenitude sob o governo de Deus. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus. Dá a idéia de futuro, algo que ainda está por acontecer.

Mas já que o futuro pertence a Deus e na verdade não é de muita utilidade ficar conjecturando sobre o que ainda está por vir, precisamos nos ater no reino presente, aquele que está entre nós e que precisa ser vivido por nós, não apenas pregado, mas vivido.

Quando olhamos para o texto, vemos João Batista intrigado.

João foi um homem fora de seu tempo e acima deste. Sua mensagem era diferente, oferecendo uma forma alternativa de remissão de pecados, o batismo de arrependimento. Lembrando que o único meio de se ter o perdão dos pecados no Antigo Testamento era pelo sacrifício oferecido no templo. Sua aparência deveria ser muito estranha. Vestia-se com roupas feitas de pelos de camelo e comia gafanhoto e mel silvestre. João foi o primeiro profeta depois de aproximadamente 400 anos de silêncio de Deus para o povo de Israel. João, por sua maneira extravagante, deve ter escandalizado muita gente da época e com certeza foi objeto de inúmeras críticas. Apesar disso, ele foi um homem corajoso e de muita fé. Ele era convicto de sua missão, abrir o caminho para aquele que viria após ele e que seria maior que ele. Na verdade ele colocou o alicerce para que Jesus construísse sobre ele.

Apesar de João ter sido um homem muito além de seu tempo, as obras de Jesus lhe causaram dúvidas. Provavelmente chegaram aos seus ouvidos na prisão muitas críticas a respeito do que Jesus estava fazendo, e talvez muitas dessas críticas foram levadas pelos próprios discípulos de João. Em Mateus 9:14 os discípulos de João interrogam a Jesus do porquê de seus discípulos não jejuarem, esboçando quase uma inveja da vida boa que os discípulos de Jesus levavam.

E quais foram as razões que levaram João a questionar sobre a pessoa de Jesus como sendo ou não o Messias? Quando voltamos no capítulo 9 podemos ver com clareza o que tanto preocupou João.

Logo no início do capítulo Jesus perdoa o pecado de um paralítico e o cura. Depois ele chama Mateus, um coletor de impostos para ser seu discípulo. Em seguida Jesus recebe publicanos e pecadores em sua casa e come com eles. E não podemos nos esquecer que nos tempos de Jesus comer com alguém significava usufruir de um momento íntimo, de uma amizade verdadeira, um profundo desejo de se relacionar com a pessoa, e Jesus faz isso com pecadores, gente não bem quista pela religião da época. Mas não pára por aí. Mais adiante Jesus se deixa tocar por uma mulher com fluxo de sangue, impura, desprezada, desassociada do convívio com a sociedade, e em seguida a cura de sua enfermidade. Mas tem mais. Logo depois no texto Jesus ressuscita a filha de um chefe da sinagoga. Cura dois cegos. Cura e liberta um endemoninhado que era mudo e por fim no capítulo 10 Jesus dá instruções aos seus discípulos.

Precisamos ter tudo isso em mente quando lemos o texto em que João questiona sobre a pessoa de Jesus. Não foi a toa o seu questionamento. Apesar de toda a modernidade de João, se é que podemos falar assim, Jesus ultrapassou todas as suas expectativas e tudo o que ele imaginava a respeito do reino que ele próprio pregava. Enquanto vemos em João uma mensagem dura e incisiva, Jesus traz uma mensagem graciosa a pessoas que aparentemente não mereciam, visto que eram tidas como pessoas amaldiçoadas por Deus em razão de suas deficiências.

Mas a resposta a João foi simples: vai e diga a João tudo o que vocês viram e ouviram. É como se ele estivesse dizendo: João vai saber identificar pelos sinais que estão acontecendo se eu sou ou não aquele que havia de vir. Isso porque os sinais que Jesus estava mostrando já haviam sido previstos por Isaías lá no capítulo 35 e João deveria conhecer como um bom judeu que era.

Nesse ponto eu faço uma pergunta: quais os sinais que deveriam ser sinais identificadores do reino em nossos dias? O que Jesus nos ensina sobre isso? Como podemos demonstrar ao mundo que o reino de Deus já está entre nós e em nós?

Correndo o risco de ser muito simplório, se pudéssemos resumir em uma palavra o que Jesus causou, diríamos: mudança. Jesus mudou todo o curso da história e todos os conceitos pré-estabelecidos que havia em sua época. O modo de pensar, o modo de adorar, o modo de viver e de se relacionar com o mundo.

Por isso, respondendo à minha pergunta: quais os sinais do reino que deveríamos estar vendo hoje? Em primeiro lugar uma mudança radical de paradigma, mudança de pensamento e da forma como eu me relaciono com o mundo. Vou colocar em termos práticos. Infelizmente nos fechamos para o mundo, criando um outro mundo paralelo e alheio ao outro. E não pensem que estou exagerando. O que dizer de igrejas que em anos de existência não alcançaram nem uma decisão sequer para Cristo? São igrejas que se fecharam e decidiram viver seu mundinho sem serem importunados. Alheios a tudo e a todos, sobrevivem de eventos e reuniões sociais. A meu ver podiam tirar o nome de igreja e colocar o nome de clube, porque é com isso que se parecem. Vivem como viviam os judeus, em uma religião fechada, exclusiva a uma linhagem que não se abria para o mundo. Mas nós não somos judeus, somos cristãos.

Fechamo-nos dentro da igreja porque temos medo de lidar com o diferente e com o desconhecido. Jesus deu-nos o exemplo quando se associou com o tipo mais deplorável de gente a fim levar o reino de Deus a eles.

Se nós voltarmos no texto vamos ver uma classe de pessoas nada recomendáveis para a época. Cegos, coxos, leprosos, surdos, mortos e pobres. Quem quer se associar com esse tipo de gente? Quem quer ter contato e amizade com gente que pouco agregará para os seus interesses? Jesus quis.

E a mudança de paradigma ou de percepção do mundo implica que não mais olhemos as pessoas com olhos farisaicos e acusadores. Implica que eu não olhe mais as pessoas com interesse no que elas podem ou não me oferecer. Implica que eu mude a percepção do que realmente é importante para mim.

Fico pensando se Jesus fosse pastor de uma igreja hoje, qual o tipo de gente que freqüentaria sua igreja? O tipo de gente do texto que lemos. E por mais irracional que possa parecer o que vou dizer, muita gente não iria querer fazer parte do rol de membros da igreja de Jesus. Isso porque correria o risco de se sentarem ao lado de um mendigo cheirando bebida, ou de um drogado ainda alucinado pelo efeito da droga, ou de um político que acabara de desviar milhões do cofre público. Sentiríamos afrontados com aquela situação e rejeitaríamos esse tipo de igreja. Mas foi pra esse tipo de gente que Jesus veio; eu vim para os doentes e não para os sãos. Ele veio para transformar essas pessoas, mudar a vida delas de uma forma integral que se inicia com uma mudança espiritual, mas não se resume a esta. Mas essas pessoas ouviriam o evangelho e dariam as suas vidas a Jesus, seriam transformadas e depois de algum tempo (em alguns casos muito tempo) essas pessoas pareceriam outras pessoas, roupas novas, cheirosas, sem vício, completamente sãs, e então elas se sentiriam mal ao encontrar no culto ao seu lado outros mendigos, viciados, prostitutas e iriam para outra igreja.

Somos mais ou menos assim. Não raro nos esquecemos de onde viemos, de onde Jesus nos tirou, do que Ele nos libertou, e porque não dizer está nos libertando, e nos sentimos superiores e afastamos aqueles que são o que já fomos um dia. Esquecemo-nos que a salvação vem pela graça e que nenhum mérito tivemos para obtê-la. Esquecemo-nos que apesar de salvos, estamos em contínua construção e por isso, sujeitos ao pecado.

Se o meu modo de ver o mundo e de me relacionar com as pessoas não mudar, de fato eu não me identifiquei com o reino, não sou relevante a ele.

A mudança de paradigma me faz enxergar o outro com os olhos de Cristo. E quando eu tenho os olhos de Cristo eu me identifico com o outro, em suas qualidades e virtudes, mas também com suas falhas. Isso faz com que eu me alegre com as vitórias alheias, e chore e lamente com seus fracassos. Quando eu alcanço esse tipo de visão do reino, a minha posição é de auxiliar nas fraquezas do meu irmão e não mais de atirar-lhe pedras quando ele tropeça. A minha atitude é de solidariedade e de profundo sentimento de compaixão. E irmãos, essa atitude não pode se manifestar contanto que eu me arrependa da minha frieza e de meu egoísmo e peça para que o Senhor me revista do seu amor e de um sentimento altruísta.

Não posso fingir que vivo no reino como cidadão da nova aliança, se meu coração ainda é judeu, fechado e incircunciso. Os sinais do reino não se aplicam só a Jesus, mas são sinais que deveriam permear nossa vida ainda hoje.

Eu preciso de uma mudança de consciência, de conceitos, mas também de atitudes práticas que revelem que o reino de Deus já chegou.

O que Jesus respondeu a João? Conceitos teóricos, religiosidade sem frutos, idéias? Não, Jesus respondeu com ações. Falem pra João o que está acontecendo: coxos andam, cegos vêem, mortos ressuscitam e aos pobres é pregado o evangelho. Pura prática. Por detrás desta prática é óbvio que tem muito conceito e muita teoria, mas quem se mostra é a ação.

Se um não crente nos perguntasse hoje: como eu sei que o reino de Deus já está entre nós, certamente pegaríamos a Bíblia e o encheríamos com conceitos e exemplos vividos por pessoas há dois mil anos, mas raramente ousaríamos dizer: veja o que está acontecendo em nosso meio: os excluídos estão encontrando abrigo em nosso meio. Aquela gente que ninguém quer porque desceu ao mais baixo nível da sociedade, agora tem uma família e tem expectativa de vida, tem razão pra viver porque foi transformada pelo evangelho de Jesus. Mas aí eu fico pensando: será que lá no fundo acreditamos mesmo que essas pessoas sejam recuperáveis?

A igreja precisa ser um lugar de inclusão. Uma vez eu fui barrado de entrar na igreja em que fui membro há 31 anos e não fosse a minha influência de 31 anos não tinha assistido aquela palestra.

A igreja tem de ser vista como um lugar de refúgio e de segurança. Refúgio para aquele que está cansado de sofrer e de viver. Refúgio para aquele que está fugindo da loucura da sociedade moderna e que precisa urgente de descanso para a alma. Refúgio para aquele que aos olhos da sociedade não tem mais solução, é um caso perdido.

A igreja do reino é aberta a todos os tipos de pessoas que realmente querem uma mudança e uma transformação de vida de modo integral. E quando eu falo integral eu não vislumbro somente o lado espiritual, que realmente é o mais importante, mas eu preciso incluir necessariamente todas as necessidades do ser humano, emocional, financeira, moral, necessidade de ser aceito como pessoa criada à imagem e semelhança de Deus.

Deixe-me fazer uma pergunta: Você já sonhou com uma igreja ideal? Eu já e vou falar como ela seria.

Em primeiro lugar ela estaria aberta 24 horas por dia para que pudesse atender as necessidades de todo aquele que viesse até ela. Seria como um hospital espiritual que estivesse sempre pronto a atender a qualquer necessidade do ser humano. Mesmo porque acidentes não escolhem hora para acontecer. Casais discutem a qualquer hora do dia ou da noite; pessoas são tocadas por Deus para uma mudança de vida a qualquer hora do dia ou da noite, e a igreja estaria disponível o tempo todo.

Mas, além disso, essa igreja se preocuparia menos com o institucional e com os tradicionalismos e mais com as pessoas. Seria mais humana e menos mecanicista.

As pessoas dessa igreja não teriam medo de confessar suas culpas uns aos outros porque saberiam que com certeza não seriam discriminadas e nem repudiadas, mas seriam ajudadas e curadas de seus pecados.

Como eu já disse, nessa igreja teria toda a sorte de pessoas, regeneradas, em processo e não regeneradas, mas essas classificações certamente não gerariam nenhum grau de hierarquização entre as pessoas, mas seriam apenas para mostrar que os mais fortes devem ajudar os mais fracos.

Essa igreja com certeza teria muito mais características, mas quero finalizar dizendo que, acima de tudo, as pessoas não crentes olhariam para essa igreja e veriam a continuação daquilo que Jesus ensinou e fez. As pessoas não crentes não teriam dúvida da integridade e da idoneidade dessa igreja.

Nós cantamos o hino sinal do reino que diz assim:

Ser um sinal do teu reino
Vida completa em Jesus
Edificada sobre o monte
Brilhando a tua luz

Todo dia em Ti me alegrar
Além dos limites em todo lugar
Como teu filho veio manifestar
Tua bondade, teu jeito de amar

Como família envolvendo
Todo o que se aproximar
Sempre incluindo nas fronteiras
Do grande amor do Pai

Essa igreja que cantamos no cântico é a igreja do reino, uma igreja que aproxima, acolhe, ampara, cuida, respeita e ama.

Cantamos: como família envolvendo todo o que se aproximar, mas será que o ambiente criado é propício para essa aproximação?

Somos tentados automaticamente a prestarmos atenção naquilo que é diferente, que destoa. Falo por mim, quantas vezes eu não cruzei na rua com alguém que tinha alguma deficiência e não consegui tirar os olhos da pessoa, até queria, mas parece que havia um imã que puxava meus olhos para observar aquilo que para mim era diferente. Precisamos pedir a Deus que nos cure dessa nossa obsessão por repudiar tudo aquilo que não é igual a nós, porque isso afasta e inibe as pessoas de se aproximarem.

E ai eu fico pensando, será por isso que Jesus atraia para si essas pessoas? Será porque ele conseguia olhá-las com amor e compaixão e não como alguém diferente dos demais?

Veja meus irmãos que não estou querendo dizer aqui que devemos aceitar o pecado como algo normal, não, de maneira nenhuma, Jesus não aceitou, mas precisamos acolhê-las do jeito que elas estão, não importando quão degradante esse jeito seja. Mesmo porque quem promove a mudança necessária não somos nós, mas o Espírito Santo de Deus.

É preciso uma mudança de conceitos e de prática de vida, mas essa mudança tem que começar dentro de nós, no interior de nossos sentimentos e intenções.

Jeremias em um profundo desespero interior da ausência de Deus em vista do pecado d povo pede a Deus: Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.

Que a nossa oração diária seja essa: renova os nossos dias como antes, converte o meu pensamento, converte o meu pré-julgamento, meus preconceitos, minha visão limitada e egoísta, converte minha vida como um todo para que o teu nome ó Deus seja glorificado no meu viver.

Mateus 14:14 “E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.”

Fazer parte do reino de Deus é mover-se de íntima compaixão pela desgraça do mundo. É chorar diante de injustiças que acometem principalmente os mais pobres. É amar sem esperar nada em troca, sequer um obrigado, porque Jesus agia exatamente dessa maneira. Tantos doentes Ele curou, e quantos nem voltaram para agradecer.

Quando você cantar outra vez o cântico sinal do reino, peça a Deus para mostrar-lhe como colocar esse sinal em ação, visível, atuante, relevante.

Cantamos também o cântico da Aline Barros, Sonda-me, Usa-me e dizemos que queremos ser como um farol que brilha à noite, como ponte sobre as águas, como abrigo no deserto, como flecha que acerta o alvo, eu quero ser usado, da maneira que Te agrade, em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha vida, usa-me, senhor, usa-me...

Todos os versos desse cântico implicam em prática de vida cristã, porque vida cristã sem prática é mera religiosidade e não produz frutos.

Que Deus nos mostre a direção para esta igreja em como ela pode fazer diferença significativa no meio dessa cidade, servindo de abrigo para aqueles que foram desprezados por todas as instituições e estão fadados ao inferno porque até as igrejas lhes negaram apoio. Que essas pessoas, iguais no tempo de Jesus, possam encontrar alívio para seu sofrimento, para suas angústias, para o seu desespero, que elas possam encontrar aqui um lugar amigo que não olhará para elas com olhos de reprovação ou acusação, mas olhará com olhos de amor, de compaixão, olhos de Cristo.

Que possamos como igreja dar a essas pessoas a solução para seus pecados através do genuíno evangelho de Cristo que além de aplicações espirituais, possui aplicação integral porque está preocupado com o ser humano em toda a sua totalidade.

Que Deus nos ajude. Que Ele nos abra o caminho de ser uma opção genuína para aqueles que procuram um evangelho genuíno, sem máscaras, sem burocratização humana.

Que Deus nos abençoe.

Um comentário:

Apóstolo Ladislau Nunes disse...
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