sábado, 11 de maio de 2013

Ó CÉUS, Ó VIDA, Ó AZAR!

"Que grande inutilidade! ", diz o Mestre. "Que grande inutilidade! Nada faz sentido! " Eclesiastes 1:2

Uma outra frase com o mesmo sentido da de cima poderia ser: ó céus, ó vida, ó azar. É assim que vejo muitos pessoas. Nada está bom, nada está certo. E cada um tem a sua própria verdade e as suas próprias soluções para todos os problemas, ou acham que têm.
Salomão chegou no fim da vida, fez tudo quanto quis, e agora não queria fazer mais nada, apenas reclamar. Assim estamos de uma certa forma.
Lembrei-me desta frase ao ver comentários animados no facebook sobre a "bolsa crack". A maioria não sabe do que se trata e nem como será aplicado o incentivo. A maioria não tem nenhuma solução melhor para o problema. A maioria criticaria qualquer que fosse a solução tomada, porque a maioria não tem ninguém na família que se afundou nesta droga maldita.
Criticaram quando o governo expulsou os viciados da cracolândia e criticam agora com a "bolsa crack". Qualquer que fosse a decisão tomada, esta seria criticada.
O problema é que a maioria esmagadora dos críticos de plantão nunca se envolveu e nunca se envolverá em questões políticas ou sociais. Esse é o mal do nosso tempo.
Se isso não fosse verdade, lembraríamos em quem votamos nas últimas eleições, mas raramente lembramos.
Talvez por não conseguir explicar a maioria das coisas que aconteciam em seu mundo, Salomão perdeu a sua força motriz interior, e pra ele nada mais fazia sentido.
Esta reação com aquilo que não podemos explicar ou controlar pode nos fazer adoecer seriamente. O que é o suicídio senão a falta completa de propósito em continuar vivendo?
A crítica sem ação também é uma doença. Faz-nos hipócritas e resmungões, e por fim, rouba-nos a criatividade e a sede de transformação.
Tornamo-nos críticos profissionais que sempre têm uma opinião, mesmo que ela seja esdrúxula. Parece que ninguém mais tem coragem de dizer que não sabe, mas que vai pensar a respeito.
Perdemos a humildade da ignorância tão necessária para a construção do nosso conhecimento e da nossa personalidade.
Que a nossa vida seja mais ação e menos palavras. Que elas sejam, sobretudo, expressas por aquilo que acreditamos, e por isso, fazemos. Tornemo-nos ativistas "mudos". Não se preocupe, nossos atos falarão por si mesmos.
ç"Que grande inutilidade! ", diz o Mestre. "Que grande inutilidade! Nada faz sentido! " kpoju gtytuj okp0klmjnbgvnjKM,1L.~KPOJUY7TRPÇ
Eclesiastes 1:2

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