domingo, 7 de julho de 2013

ACHANDO DEUS


Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos;
se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento;
se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto,
se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido,
então você entenderá o que é temer ao Senhor e achará o conhecimento de Deus.

A busca de Deus é uma busca volitiva. Não há imposição em se buscá-lo, não há imposição em querer conhecê-lo. Assim como não há imposição para quem decide se afastar dele. E para tanto basta seguir o curso da sua vida que, naturalmente, ela vai afastá-lo dele.
É por isso que o reino de Deus se conquista com força, não violência, mas força, desejo, intenção e vontade. Não sei porque é assim, mas é. Talvez porque Deus deseja que seus filhos o queiram não pelo que Ele pode lhes dar, mas pelo que Ele é. Talvez porque naturalmente nossos relacionamentos sejam na maioria das vezes interesseiros de alguma maneira, talvez por isso Deus queira que com Ele seja diferente, autêntico, genuíno, na medida do possível.
Não creio que Deus seja ingênuo ao ponto de acreditar que sempre vamos a Ele sem interesse algum. Mas acredito que, de qualquer forma, Deus gosta da sinceridade, mesmo que esta denote interesse. Porque afinal de contas, que filho amaria seu pai sem nenhum interesse mesmo que fosse de pura sobrevivência?
Mas voltando ao texto, a busca da sabedoria que leva a Deus deve ser feita com ousadia e coragem, com a fome desesperada dos garimpeiros pelo brilhante metal, com a sede dos viajantes do deserto. Assim é que se busca a Deus.
Não se assimila Deus por simples difusão ou osmose; se assimila Deus com gasto de energia, buscando, pedindo e querendo.
A única coisa que não poderíamos ter por esforços próprios é a sabedoria, mas essa Deus garante para aqueles que se aventurarem em sua busca. O esforço em buscá-lo e os meios empregados, esses são por nossa conta.
No fim da estrada Deus promete conhecimento dele e temor a Ele. E o fim da estrada é o dia da passagem; isso porque a tarefa de conhecimento de Deus não se esgota e não tem limite, mas nem por isso gera frustração e ansiedade, mas ao contrário de qualquer coisa inacabada que a filosofia propõe, gera satisfação e paz, certeza de ter vivido o mais significativo relacionamento que se poderia viver.

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