quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SOMOS AMANTES

"Sempre haverá pobres na terra. Portanto, eu lhe ordeno que abra o coração para o seu irmão israelita, tanto para o pobre como para o necessitado de sua terra." Deuteronômio 15:11
"Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele". Romanos 12:20

O evangelho de Jesus expande nosso modo de nos relacionarmos. Em deuteronômio eu tinha que abrir a mão apenas para o meu irmão, em Romanos até para o inimigo. Deus mudou de opinião? Não, na época antiga era inconcebível fazer o bem àqueles que nos queriam mal. Era como falar em avião em uma época que nem carro existia.
Mas o que eu quero falar é outra coisa. Quero falar daquilo que Jesus nos chamou para fazer. Amar, que aqui se traduz como ajudar, compartilhar, repartir, socorrer, não é amor romântico, mas amor prático.
Nem sempre pensei desta forma, mas hoje acredito que Jesus não nos chamou para guerrear, protestar ou para nos filiarmos à esquerda ou à direta. Jesus não nos chamou para a revolução armada, mas para a revolução do amor. Jesus não disse que suas boas novas seriam compartilhadas através de nossa militância política, mas através da sua história contada, corroborada com nosso proceder inculpável.
Uma vez uma pessoa tentava me convencer de que era importante termos cristãos na política para que os direitos cristãos pudessem ser defendidos. Discordei na época e discordo hoje. A igreja não precisa ser defendida. Talvez as instituições precisem, a igreja não. Da igreja quem cuida é o Espírito Santo e Ele se basta.
Às vezes agimos como quem não acredita mais nisso. Tememos que o "mundo" entre na "igreja". Tememos em recepcionar nas instituições pessoas que possam promover algum risco à "santidade" da "igreja" (e aí você pode incluir gays, lésbicas, prostitutas, maçons, etc, etc) como se a santidade da igreja não estivesse dentro de nós mesmos. Agimos como se Jesus nos tivesse incumbido de assegurar a inviolabilidade da igreja. Tolo engano.
Invertemos tudo. Tentamos proteger as instituições usando de manobras políticas e impedindo o acesso de algumas classes de pessoas e esquecemos o essencial e imprescindível: amar.
O amor é tão poderoso que dispensa qualquer meio de defesa: vai impedir com que os mal intencionados fiquem e vai atrair quem realmente precisa e quer ser curado. Nós não controlamos isso, é o Espírito quem controla, por isso não há o que temer.
Quando tentamos fazer do nosso jeito nos amoldamos ao mundo, quando amamos como Jesus nos mandou nos transformamos pela renovação da nossa mente.
Não somos militantes, somos amantes.

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