sexta-feira, 3 de julho de 2015

16 OU 18? UMA QUESTÃO MAIS FILOSÓFICA QUE LEGAL.

Se você achou que eu iria discutir aqui a redução da maioridade penal, você se equivocou.
Quero apenas deixar aqui uma pequena consideração.
A igreja cristã, em sua identificação mais embrionária, existe para acolher, ajudar, cuidar e dar esperança a todo aquele que deseja ser acolhido, ajudado e cuidado. O amor prático precisa ser aceito pela outra parte. Quando a igreja quer fazer mais (ou menos) que seu papel exige, sempre encontra problemas.
O papel do estado, em sua identificação ideal existe para dar condições a todo cidadão para que viva de forma digna, tendo pelo menos o básico para sobrevivência com boa qualidade de vida. Também existe para manter a ordem e punir aqueles que, exacerbando de sua liberdade, afetam a vida ou a liberdade alheia. Quando o estado quer fazer mais (ou menos) que seu papel exige, sempre traz problemas.
A laicidade do estado foi na verdade uma conquista das igrejas históricas no passado, e se o estado é laico a interferência da igreja no estado é um erro, e vice-versa.
Por isso, para defendermos ou não o assunto do título não podemos usar a Bíblia. Ela é uma ferramenta das igrejas cristãs usada para o papel que a igreja deve exercer no mundo.
E quanto ao título, eu acho a questão dos 16 ou 18 mais filosófica que legal ou penal. 16 ou 18 são apenas números que não dizem nada por si mesmos. O que deve ser levado em consideração nesta história é o tempo em que vivemos, porque a responsabilização está ligada ao discernimento. Se alguém é capaz de discernir, então precisa ser responsabilizado.

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