sábado, 2 de março de 2013

JONAS - ALÉM DO SEU TEMPO

A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai com esta ordem:

"Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença".
Jonas 1:1-2
lavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai com esta ordem:

"Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença".
Jonas 1:1-2
A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai com esta ordem:

"Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença".
Jonas 1:1-2
A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai com esta ordem:

"Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença".
Jonas 1:1-2
"A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai com esta ordem: Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença". Jonas 1:1-2



Gosto muito do livro de Jonas. Acho-o incrivelmente além do seu tempo. Um tempo onde Deus era visto como local e nacionalista, um "Deus judeu". Neste exato tempo, Deus mostra que seu amor e misericórdia ultrapassavam o pequeno Israel e atingia os confins da Terra.
Podemos criticar Jonas por vários motivos, mas uma coisa é certa, ele sabia ouvir a voz de Deus. Quando Deus falou com ele, não houve dúvida em sua mente que era Deus.
Vivemos tempos onde várias vozes se dizem detentoras da verdade. Em cada esquina e em cada igreja, homens se declaram profetas e possuidores da verdadeira vontade divina. Como discernir em meio a tanta confusão qual a verdadeira voz do Pai?
Não existe outro método senão o que Deus nos deixou: oração e leitura da sua Palavra. São as duas únicas coisas capazes de sensibilizar nossos ouvidos à voz de Deus. Ficaremos tão sensíveis que qualquer outra voz soará estranha. A voz de Deus será única e inconfundível.

A partir do instante em que dizemos sim ao discipulado de Jesus, em algum momento de nossas vidas, Ele vai nos dizer: levante-se, saia de onde você está ou do que está fazendo porque eu tenho um trabalho pra você. Isto é inevitável! Não existe cristianismo sem serviço.Ser discípulo de Jesus implica inexoravelmente em identificar-se com Ele. A vida de Jesus sempre foi marcada pelo serviço, e, portanto, não existe outro modo de identificação senão se dar ao serviço.

Inevitavelmente, ao longo desta vida de serviço, Jesus vai nos confrontar com seu amor e sua misericórdia. Deus vai nos fazer ver e sentir até onde seu amor é capaz de chegar ou alcançar, e no fim das constas, daremos conta que não existe fim ou limite para o seu amor. Esta percepção vai nos fazer quebrar nossos preconceitos e nossa noção de merecimento. Vamos ter que lidar com gente que no nosso conceito mesquinho e egoísta não mereceriam Jesus, ou não poderiam ser alcançados pelo seu amor.

Se você entrou para o time de Jesus vai precisar se prepar para encarar todo tipo de gente: cheirosa e fedida, de grife e rasgada, honestos e mercenários, dentro dos "nossos" padrões e fora dos "nossos" padrões. Vai precisar encarar até crentes (e, particularmente, pra mim este é o povo mais difícil de lidar).

Se você não for capaz de aguentar tanta gente "esquisita" junta não será capaz de servir no reino. Provavelmente vai continuar com sua vidinha religiosa de ir à igreja aos domingos, participando de algum entretenimento religioso massificante, mas nunca vai viver o evangelho com profundidade. E foi exatamente pra isso que Ele nos chamou, viver em profundidade!
Jonas 1:1-2

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SONHEI COM A IGREJA...

Hoje sonhei com uma igreja. Era diferente das que estamos acostumados a ver. Pra começar não se parecia com uma igreja tradicional. Era uma casa bem grande, com muitos cômodos, bem simples, mas bem confortáveis.
Tentei ver na fachada qual o nome impresso, mas não tinha nada escrito. Apesar disso, todas as pessoas com quem eu falava sabiam que lá era uma igreja.
A pessoa que tomava conta da casa era conhecida como "o irmão". Parece que ele tinha alguma patente eclesiástica, mas não gostava de ser chamado por ela, preferia apenas "irmão". Era casado e tinha 3 filhos.
O mais interessante desta igreja era que não tinha uma liturgia bem definida. De manhã sentavam-se em uma grande mesa, agradeciam pelo alimento e comiam juntos. Lembravam que suas vidas eram devidas a Jesus e ao que Ele fez enquanto esteve aqui na Terra. Lembravam também que foi pela sua morte que agora, eles estavam vivos. Às vezes cantavam alguma música, às vezes liam uma poesia, liam e comentavam um texto da Bíblia,  e às vezes partilhavam de alguma experiência, tudo ao redor da mesa; depois comiam contentes e satisfeitos.
Neste dia, depois do café da manhã, perguntei qual seria o horário do culto e o irmão me disse que haviam acabado de fazê-lo. Então comecei a entender algumas coisas.
Terminado o café, algumas pessoas foram limpar os banheiros, outras foram varrer o quintal, que aliás era bem grande e com muitas árvores, e outras ainda começaram a preparar o almoço.
Conforme as coisas iam acontecendo, algumas pessoas chegavam à igreja aparentando serem estranhas ao ambiente. A maioria estava mal vestida e mal cheirosa, como alguém que já há muito tempo não tomava um bom banho. Eram encaminhadas ao vestiário e podiam trocar as roupas sujas por outras limpas. Sentavam-se à mesa e também comiam.
Um senhor chegou muito doente, recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado a um hospital que ficava bem perto.
E assim, um a um, ia chegando e saindo, pessoas sozinhas, famílias inteiras, outros que só queriam conversar e depois iam embora com um semblante de leveza no rosto.
Foi chegando a noite e percebi que a movimentação continuava. Perguntei quando a igreja iria fechar e o irmão com um sorriso paciente me disse que aquela casa jamais fechava. A qualquer momento do dia ou da noite, sempre teria alguém lá para receber qualquer um que chegasse cansado da vida, precisando de um banho ou um prato de comida, ou simplesmente um ouvido para desabafar.
Perguntei se pagavam por aquele tratamento e ele me disse que apenas se tivessem condição de ajudar com alguma coisa e se assim o quisessem. Disse ainda que apesar disso, nunca havia faltado o sustento da casa, e ele não conseguia me explicar como isso acontecia. Disse que a única exigência que faziam era que, saindo de lá, as pessoas deveriam prometer que fariam o possível para espalhar esse amor que haviam recebido e que lembrassem a outros que isso não era nada mais do que aquilo que Jesus mandou fazer.
E assim a igreja do irmão ia vivendo. Não era grande porque a maioria das pessoas só estavam de passagem, mas de uma forma geral, garantiam que aqueles dias passados ali, haviam mudado as suas vida para sempre.
Claro que haviam outros que mal agradeciam, mas ninguém se importava não, porque o Jesus a quem eles seguiam também havia passado pela mesma ingratidão. Nada ali era feito pensando em retribuição.
Naquele momento eu acordei, percebi que fora somente um sonho... eu estava ofegante, mas feliz.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O EVANGELHO DE JONAS: MISERICÓRDIA EM TEMPO DE ÓDIO

"Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença" Jonas 1:2

"Aquele que teve misericórdia dele, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: Vá e faça o mesmo" Lucas 10:37

O livro de Jonas é escandaloso e provocante. Mostra Deus como realmente é em toda a sua graça em uma época em que a lei era olho por olho e dente por dente. Nínive era a capital da Assíria. O povo assírio era violento e desumano. Quando invadia um país, além dos costumeiros saques, impunha horror. Cometia as maiores atrocidades que a mente humana já conseguiu conceber. Pela lei lógica vigente, a retribuição para o povo assírio deveria ser a mesma, horror e atrocidade.
Mas Deus, em seu costumeiro modo ilógico de tratar com o ser humano, manda Jonas pregar para aquele povo porque Ele queria salvá-los. Fantástico, escandaloso, provocante e surpreendente é o amor de Deus. Ele inverte a lógica humana e faz o que ninguém seria capaz de fazer. Amar quem não merece. Amar gratuitamente a imagem mais grotesca e bizarra da humanidade.
Tanto Jonas como o mestre da lei foram nocauteados pelo amor de Deus. Estavam tão cheios de si, tão inchados em sua religiosidade mesquinha e egoísta que não podiam aguentar tanto amor. E Deus continua fazendo o mesmo ainda hoje com nossos egos obesos.
Podemos usar quantos argumentos quisermos. Podemos filosofar, arguir, refletir, ponderar, mas os textos soarão em nossas mentes como sinos ensurdecedores dizendo: prega contra ela...vá e faze o mesmo...
Assim são as boas notícias de Jesus: Como eu te amei, vá e faça o mesmo. Como eu tive misericórdia de ti, vá e faça o mesmo.
Talvez as boas notícias de Jesus não sejam boas notícias pra você. Talvez você, assim como eu, tenha momentos (não raros) em que o único sentimento é raiva, desprezo e vingança. Se é assim que acontece, fale isso pra Jesus, mostre a Ele a sua indignação e os motivos de sua ira. Seja sincero porque isto é legítimo.
Mas esteja preparado para viver experiências surpreendentes de manifestação de misericórdia e graça. Esteja preparado para amar de uma forma que você jamais seria capaz sozinho. Aliás, isso é algo que só o evangelho de Jesus pode fazer com o ser humano. Nenhuma religião ou filosofia é capaz disso porque a graça só é conhecida e manifestada pela pessoa de Jesus.
Experimente se deixar viver uma experiência de graça, porque Jesus continua dizendo: vá e faze o mesmo!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

PROFETA FILHO DE PROFETA

"E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença. Jonas 1:1-2

Poderia começar este texto com a música do Chico: O meu pai era paulista, meu avô pernambucano, o meu bisavô mineiro, meu tataravô baiano...
Adoramos genealogias. Valorizamos os sobrenomes, sobretudo os mais "importantes" e imponentes; os estrangeiros estão no topo da lista, como se isso nos fizesse pessoas melhores e de bom caráter.
Coisa de judeu.
Se você perguntar para um judeu autêntico, é bem capaz que ele saiba de que tribo de Israel ele pertence, mesmo que resida em outro país que não Israel.
Se Jonas fosse cantar a música do Chico, seria mais ou menos assim: o meu pai era profeta, meu avô também profeta, o meu bisavô profeta, meu tataravô profeta; porque naquele tempo, filho de profeta, profetinha era, ou melhor, naquele tempo não, ainda hoje é assim, ou não é?
Pra mim Deus não deixou esta frase "filho de amitai" porque Ele se importava com as genealogias. Deus deixou simplesmente para nos dizer que, apesar de profeta, filho de profeta, não exerceu bem a sua "profissão".
Se eu fosse me utilizar do modo de valorização que a maioria das pessoas usam estaria em maus lençóis. Meu pai era funileiro, meu avô era pipoqueiro e sapateiro, e a minha história termina aí porque em família de pobre quem quer saber quem vem de quem?
Apesar da minha genealogia "insignificante", um dia, sabe-se lá porque cargas d'água, Deus me disse que de alguma forma eu poderia fazer algo de bom neste mundo. Que mesmo não apresentando exímia capacidade intelectual, mesmo não sendo financeiramente abastado, mesmo não sendo conhecido e aclamado como formador de opinião, eu poderia fazer alguma coisa no seu reino.
E a boa notícia para os maltrapilhos deste mundo, nos quais eu me incluo é esta: Qualquer pessoa pode fazer alguma coisa boa neste mundo, basta atender à voz de Jesus: apascenta as minhas ovelhas!
Esta é a maravilha do evangelho. Você não precisa ser profeta filho de profeta, pastor filho de pastor, apóstolo filho de apóstolo para ser um propagador da boa notícia do reino de Deus . Basta ser gente e responder ao convite de Jesus: apascenta as minhas ovelhas!
Por isso, filho do funileiro, do médico, do sapateiro, do dentista, do pedreiro e do advogado, dentro de suas capacidades, dentro do seu círculo de convivência, você pode ser também um pastor de ovelhas, genuinamente falando.
Aliás, só vamos ser realmente pastores de ovelhas quando qualquer outro título ou "sobrenome" não fizer mais o menor sentido em nossas vidas, quando qualquer objeto de ostentação perder completamente o seu significado, quando deixarmos que as vozes de aclamação e bajulação se emudeçam completamente para nós, aí sim, estaremos aptos para cumprir o convite de Jesus: apascenta as minhas ovelhas!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

QUE HOMEM É ESTE?

Entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. De repente, uma violenta tempestade abateu-se sobre o mar, de forma que as ondas inundavam o barco. Jesus, porém, dormia. Os discípulos foram acordá-lo, clamando: "Senhor, salva-nos! Vamos morrer! " Ele perguntou: "Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé? " Então ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa bonança. Os homens ficaram perplexos e perguntaram: "Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem? " Mateus 8:23-27

Esta é a pergunta que todo cristão deveria fazer em sua jornada. E não fazê-la somente uma vez, mas todas as vezes em que sentir necessidade de testar a qualidade da sua espiritualidade. Falo assim porque pode acontecer que ao longo da vida percamos Jesus de vista.
Nesta pergunta se baseia toda nossa fé. O tipo de espiritualidade que demonstraremos ou o modo como nos relacionaremos com Deus está intrinsecamente ligado em como responderemos a esta simples questão. Para mim, quem é Jesus?
Se Jesus for para mim apenas um acalmador das tempestades mais turbulentas da vida, então só vou me lembrar dele quando a coisa estiver bem complicada. Enquanto estiver dando conta do recado não preciso dele; ele pode continuar dormindo porque nesse caso do meu barco cuido eu.
Se Jesus for apenas um cara bacana, que viveu neste mundo de forma incomum, que pregou a paz entre as pessoas e que ajudou muita gente e depois morreu, então Ele não poderá fazer muita coisa por mim já que está morto. No máximo, Ele me servirá de um bom exemplo de vida.
Jesus precisa ser tudo isso e muito mais. Ele precisa ser o meu socorro sempre presente na tempestade, mas também minha fonte de inspiração na calmaria. Ele precisa ser meu exemplo de vida e fé. Ele precisa ser meu irmão, conselheiro, meu redentor, o meu tudo.
Quanto mais caminhamos com Ele, mais cheio de significado Ele será em nossa existência. Quanto mais nos tornamos íntimos, menos medo do dia mau teremos, porque saberemos que, mesmo que pareça que esteja dormindo, no fundo de nosso ser, saberemos que Ele está velando por nós.
Foi por isso que os discípulos foram corrigidos por Jesus. Vocês não têm fé não?
- Fé pra quê? Pra dizer para a tempestade e para o vento se acalmarem?
-Não, para saberem que eu sempre estarei ao lado de vocês, mesmo quando for para o meu Pai.
Isto é maravilhoso. É assim que tem que ser nossa fé. Ela se faz viva quando entendemos que em alguns momentos não podemos fazer mais nada, mas sabemos que Jesus está ao nosso lado.
Quem é este homem que eu digo seguir? Quem é este que confesso ser discípulo?
A nossa resposta nos dará uma boa pista por onde anda nossa espiritualidade e nossa comunhão com o Cristo.