quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O QUE O LOUVOR NÃO É

Louvor não é música, não é um momento especial no culto, não é a apresentação de um grupo de teatro ou coreografia. Louvor também não é um brado de aleluia ou glória a Deus. Louvor pode ser tudo isso, mas com certeza é muito mais que isso. Pode ser, porque podemos fazer todas estas coisas sem estar necessariamente louvando. Louvor não é uma coisa, mas é um estilo de vida, um modo de viver que eu escolho para mim baseado no cristianismo que eu entendo. E quando eu escolho viver louvando é porque entendo que devo louvar vivendo, e se assim o entendo, é porque consegui retirar o louvor da caixinha preta e desmistificá-lo de sua concepção equivocada de apenas um momento do culto.
Outra coisa que louvor não é: louvor não é teoria. O tema do louvor pode até ser dissertado, mas com certeza não será expressado e experimentado a menos que saia do papel e se transforme em prática de vida cristã. Por isso que o louvor é uma questão de escolha de cada um; você escolhe que deseja viver sua vida em uma forma contínua de louvor e adoração a Deus. E quando exatamente eu expresso louvor a Deus através de minha vida?
Eu louvo a Deus quando escolho não mentir mesmo em uma situação que irá me prejudicar. Eu louvo a Deus quando escolho não prejudicar meu próximo para ser beneficiado de alguma forma. Eu louvo quando escolho não dizer um palavrão quando sou fechado no trânsito. Eu louvo quando decido viver o evangelho que prego. Eu louvo quando vivo a música que canto aos domingos. Eu louvo quando perdoo, ajudo, abençoo, divido, compartilho; quando manifesto piedade, misericórdia, afeto, compaixão; quando como, bebo, ando, falo; eu posso e devo louvar em cada momento de minha vida, porque só assim minha vida será um completo louvor a Deus.
Por isso que cantar é fácil, louvar é difícil, exige vontade, disposição, disciplina, e principalmente, amor. Amor a Deus e ao próximo. Sem amor a Deus, o amor ao próximo vira solidariedade, e sem o amor ao próximo o amor a Deus vira mentira e hipocrisia.
E por fim, o louvor não depende das circunstâncias, e se depender não é louvor. Já vi pessoas em estado terminal louvando. O louvor deve estar acima da doença, da crise, do fracasso, da rejeição, do medo, da angústia. Aliás, dizem por aí que os melhores louvores são construídos exatamente nestes momentos, porque pra louvar é preciso fé. Fé em um Deus que nos diz diariamente: A minha graça te basta!
Fé para dizer juntamente com o profeta Habacuque: "Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação."
Ainda assim eu O Louvarei.
Que Deus nos ajude e nos faça verdadeiros adoradores.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

EVANGELHO SEGUNDO OS MALDITOS

TIVE FOME E ME DESTE UMA DECLARAÇÃO DE FÉ...!
                                                                       Brennan Manning

CONSTRUINDO A IGREJA DE DEUS

I Coríntios 3:16-23 "Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado. Não se enganem. Se algum de vocês pensa que é sábio segundo os padrões desta era, deve tornar-se "louco" para que se torne sábio.
Porque a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus. Pois está escrito: "Ele apanha os sábios na astúcia deles"; e também: "O Senhor conhece os pensamentos dos sábios e sabe como são fúteis". Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus."



Estamos estudando sobre a igreja de Corinto. Uma igreja com sérios problemas em sua estrutura. Problemas teológicos básicos, problemas de relacionamentos, divisões, problemas morais. Enfim, pelo menos nesta primeira carta, uma igreja que nos serve de exemplo negativo, um modo como não ser igreja.
O texto que lemos e que servirá de base para nosso estudo é na verdade continuação daquilo que já vimos estudando. Paulo está tratando das divisões da igreja e mostrando que esta atitude era incomaptível com os crentes. Como colocamos no tema, Paulo está tentando mostrar como construir uma igreja sadia e que glorifique o nome do Senhor.
Para isso Paulo precisa colocar algumas bases que estavam sendo negligenciadas. Alguns conceitos básicos que precisavam ser bem estabelecidos na mente das pessoas para que ele pudesse caminhar em sua eclesiologia com a igreja de Corinto. Então, nesse pequeno trecho que lemos, Paulo faz uma recapitulação das idéias que ele estava tentando construir, retomando alguns pontos já tratados nos capítulos anteriores e no próprio capítulo em questão. Apesar disso, eu entendo que nos dois primeiros versos que lemos, Paulo coloca algo, senão novo, com outras palavras, de uma forma mais clara e direta.

Ensinando o povo como ser igreja, Paulo lança mão de algumas necessidades que precisavam ser satisfeitas para que a igreja se fortalecesse e pudesse crescer de forma sadia e progressiva. Para crescer a igreja precisa ter pressupostos corretos, esse é o primeiro ponto; a base, o fundamento precisa ser correto senão todo o edifício cairá em ruínas. E qual é esse pressuposto tão importante? Vocês são templo de Deus, santuário do Altíssimo, e o santuário do Altíssimo é sagrado. Deus não habita mais no templo, Deus não está confinado mais a uma nação, Deus não está mais preso a um povo. Deus agora é livre e habita na sua igreja, individualmente e coletivamente. Deus habita em cada crente através da pessoa do Espírito Santo, você é templo do Espírito Santo, você é habitação de Deus; Deus também habita na igreja local atuando na vida dos crentes de cada comunidade estabelecida, mas Deus habita também na igreja universal, composta por todos os remidos pelo sangue de Jesus, igreja esta interdenominacional.

sábado, 20 de novembro de 2010

COISAS QUE ME IRRITAM

Existem algumas coisas que me irritam nesta vida.

IRRITA-ME QUANDO VEJO...

...a injustiça contra o pobre e indefeso;

...o descaso para com os anciãos que já trabalharam tanto na vida;

...uma briga dantesca para um aumento miserável do salário mínimo de R$510 para R$540 (menos de 6%);

...os deputados querendo um aumento de quase 62%, ou seja, seu singelo salário iria de R$16.512 para R$26.723;

...alguém jogando papel de bala, cigarro, jornal, embalagem plástica, etc, etc na rua ou pelo vidro do carro;

...alguém fazendo uma ultrapassagem perigosa para 500 metros depois ficar exatamente na sua frente parado no semáforo;

...discussões infrutíferas sobre teologia e política (não sei qual dos dois me irrita mais);

...alguém defendendo ardentemente Calvino colocando-o quase no mesmo nível de um escritor inspirado da Bíblia;

...os direitos humanos defendendo marginais que já cometeram as maiores atrocidades que um ser humano poderia imaginar;

...esses mesmos caras dos direitos humanos se calando quando um pai de família é morto por um bandido;

...igrejas que se fecharam dentro de si mesmas e perderam o foco do evangelho;

...pastores prepotentes e donos da verdade que não admitem ouvir outra verdade que não seja a sua com medo de descobrir que a sua, não era tão verdade assim;

...pastores que colocam seu e-mail no site da igreja, mas que nunca respondem esses e-mails;

...seminaristas que acham que sabem tudo e que acreditam que têm todas as suas verdades formadas;

...cristãos intolerantes com as fraquezas humanas, que tratam o pecado como um crime e não como uma doença que precisa de cura, não demonstrando assim, a graça de Deus.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

HÁ UM DEUS EM TUA VIDA - MYRTES MATHIAS

Quando te vejo tão acomodado ao mundo que te cerca,
como a água tomando a forma do vaso que a contém,
eu me lembro de um Rei coroado de espinhos,
arrastando uma cruz pelos caminhos,
pelas ruas de Jerusalém.

Quando te vejo tão preocupado com rótulos e comodidades,
tão desejoso de aparecer,
eu me lembro de um jovem-Deus perdido no deserto,
onde só feras e anjos O podiam ver.

Um jovem-Deus que te entregou um dia
o privilégio da Grande Comissão,
o Qual negas com tua covardia,
sucumbindo a promessas que te falam à carne e ao coração.

Quando te vejo tão ocupado em construir celeiros,
ajuntando fortunas que o ladrão pode roubar,
eu me lembro de um Deus caído sob tuas culpas
sem o conforto de uma pedra para repousar.

Quando te vejo conivente com aquilo que Ele aborrece,
ao ponto de ocultar a Herança que Ele te legou,
pergunto: Seria falsa a promessa que fizeste
ou o amor que tu Lhe tinhas era pouco e se acabou?

Onde está teu grito de protesto, que já não escuto?
Tua atitude de inconformação?
Será que te esqueceste do santo compromisso
ou te parece pouco o privilégio da tua missão?

Por que tremes diante do mundo,
temendo por valores que só servem aqui?
Será que Cristo te escolheu em vão
ou será que já não existe um Deus dentro de ti?

Tu estás no mundo, mas não és do mundo.
Não escolheste – foste escolhido.
Por que te encolhes ao ponto
de seres grande pelo padrão dos homens,
comprometendo tua autoridade
de condenar um mundo corrompido?

Foste escolhido para uma missão tão grande
que nem a anjos foi dada a executar:
não te assustem ameaças,
não te seduzam promessas,
numa obra eterna, é melhor morrer do que negar.

Lembra-te que há um Deus em tua vida
que os teus atos devem glorificar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Design Inteligente Parte 7

Este é o último vídeo sobre o Design Intelligent. Vá até o primeiro vídeo e assista toda a série.

Grande Abraço e Deus abençoe a todos!



Design Inteligente Parte 6

Design Inteligente Parte 5

Design Inteligente Parte 4

Design Inteligente Parte 3

Design Inteligente Parte 2

Design Inteligente Parte 1

Amigos, à partir desse vídeo estarei postando uma série de 7 vídeos que falam sobre o Design Intelligent que é uma outra forma de entender a complexidade dos mecanismos biológicos. Para um cientista sincero que não se deixa influenciar pelo preconceito e que honestamente procura a verdade, Darwin definitivamente não responde às perguntas que surgiram com o advento de poderosos microscópios e tecnologia impensada por ele quando escreveu A Origem das Espécies. Por isso, gostaria que assistissem todos esses vídeos na íntegra. Garanto que vale a pena!

Grande abraço!




sábado, 9 de outubro de 2010

Voltando às Raízes

Ontem fui impactado pelo poder do evangelho e da Palavra de Deus. Participamos da semana de conferências na FTBC que foi encerrada pelo pastor Fernando Brandão.

O tema da semana foi "Encantos e Desencantos na Tarefa da Evangelização no Brasil", e o pastor Brandão nos chamou de volta às raízes, ao evangelho simples mas eficaz, de volta à mensagem da cruz e ao envolvimento da igreja com missões. Ele nos convocou a sairmos de nossa vidinha evangélica medíocre que vivemos em nossas igrejas e irmos para o mundo, onde realmente estão as pessoas que precisam da mensagem poderosa da cruz.

Enquanto estamos confortavelmente sentados nos bancos das igrejas, vidas estão morrendo nas drogas, na prostituição, no crime. Vidas estão sendo ceifadas enquanto celebramos seguros dentro dos templos. Pessoas estão indo para o inferno (se é que você ainda crê que isso existe) enquanto vivemos de reunião em reunião, de encontros em encontros; tudo isso é importante, mas nada disso tem importância se o alvo principal não for vidas. Nós não temos um desafio missionário no Brasil, nós temos um desafio dentro das igrejas, o desafio para que voltemos às raízes.

O que vou dizer agora não é uma "profecia", é só uma percepção do que pode acontecer se a igreja não acordar. Como foi nos dias da igreja primitiva em Jerusalém, Deus pode levantar uma perseguição severa em nosso país a fim de que saiamos de nossa zona confortável e invadamos o mundo com a mensagem poderosa do evangelho, a única mensagem que pode transformar o homem em sua totalidade. O evangelho todo para o homem todo.

Não estou lhe tacando pedras; também me sinto envergonhado e em falta porque sei que pertenço a esse povo que perdeu o cheiro do campo, perdeu o gosto de falar do amor de Cristo, e agora cheira a gabinete e a perfume importado; temos repugnância do cheiro asqueroso do campo, repugnante porque é exalado por vidas despedaçadas pelo pecado, corroídas pelo poder do mal.

Deus convoca o seu povo a invadir o mundo anunciando a mensagem transformadora do evangelho de Jesus. Deus vai nos tirar dos templos por bem ou por mal.

Que possamos atender ao chamado movidos pelo amor a Deus e pelas pessoas que gritam por socorro.

Que Deus nos ajude!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A Lei de Cristo

Gálatas 6: Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.
Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.
Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.
Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém,
pois cada um deverá levar a própria carga.
O que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com quem o instrui.
Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.
Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.
E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.
Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.
Vejam com que letras grandes estou lhes escrevendo de próprio punho!
Os que desejam causar boa impressão exteriormente, tentando obrigá-los a se circuncidarem, agem desse modo apenas para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo.
Nem mesmo os que são circuncidados cumprem a lei; querem, no entanto, que vocês sejam circuncidados a fim de se gloriarem no corpo de vocês.
Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.
De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação.
Paz e misericórdia estejam sobre todos os que andam conforme essa regra, e também sobre o Israel de Deus.
Sem mais, que ninguém me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus.
Irmãos, que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o espírito de vocês. Amém.

A carta que Paulo escreve aos Gálatas é uma carta de admoestação. Paulo está impressionado pelo modo como os gálatas estavam se desviando da verdade, do evangelho genuíno que ele próprio havia pregado para eles. Nesta carta vemos palavras duras e incisivas de censura para com as atitudes carnais manifestas pela igreja da Galácia. E uma dessas atitudes era o retorno à circuncisão como obrigação e complemento da graça salvívica de Jesus.

Provavelmente, alguns judaizantes infiltrados no meio da igreja conseguiram persuadir os crentes a voltarem às práticas de circuncisão, dizendo que não bastava a fé em Jesus para a salvação, mas que a essa era preciso acrescentar o ato cerimonial judaico da circuncisão. Esses crentes, enganados por estas palavras, retornam então com as mesmas práticas que tinham antes de conhecerem o evangelho pregado por Paulo, descaracterizando totalmente a mensagem de salvação que não admite nenhuma outra forma de remissão de pecados a não ser através do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário. Para demonstrar a importância e o perigo dessa atitude da igreja, Paulo descreve em detalhes a origem do evangelho que recebera do próprio Jesus, mostrando que não foi de homens que ele a ouviu, mas do próprio Jesus em revelação. Paulo tenta mostrar como a lei é ineficaz para a salvação e que os verdadeiros filhos da promessa feita a Abraão, são na verdade aqueles que nasceram de novo através do sangue purificador de Jesus e da reconciliação através de sua morte. Com isso Paulo denuncia a ineficiência da lei e defende mais uma vez a total eficiência da graça.

Por que Paulo traz tantas argumentações a respeito do tema da salvação pela graça em várias de suas cartas? Simplesmente porque esse é o tema primeiro e mais importante na vida de um cristão. Se a pessoa não entende o verdadeiro significado daquilo que Cristo fez pela humanidade ao entregar a sua vida, o resto não significa mais nada. Você pode ser um religioso de primeira categoria, pode ser um freqüentador assíduo de todos os cultos, pode até ser a pessoa mais bondosa desse mundo, se não entender a mensagem de salvação que Cristo trouxe ao mundo você não será melhor que um espírita que pensa alcançar degraus espirituais fazendo o bem. Por isso, entender a graça é entender o modo pelo qual se procede a salvação vinda da parte de Deus. Entender a graça coloca-nos no verdadeiro lugar a que pertencemos, pobres pecadores, e coloca Deus no lugar que lhe é de direito e de fato, soberano, todo-poderoso, onipotente, mas também um Deus de amor sem igual; um amor que nem eu e nem você saberíamos explicar, porque transcende a nossa intelectualidade, perpassa toda a atmosfera racional e humana, visto que é um amor que acontece sem troca e nem barganha. Já disse certa vez um pastor amigo meu, um amor para quem não merece ser amado; assim é o amor de Deus.

domingo, 26 de setembro de 2010

IGREJA - PR. ARIOVALDO RAMOS

Artigo do Pr. Ariovaldo Ramos quando pregou na Igreja Batista Água Viva em Vinhedo no dia 17 desse mês. O meu desejo, quando li o texto, foi de participar de uma igreja como essa, mas também de ajudar a construir uma igreja como essa. Que esse possa ser o seu desejo também!

Igreja é um lugar onde o Pai se sente em casa,
onde é adorado pelo que é e não pelo que pode,
onde é obedecido de coração e não por constrangimento,
onde o seu reino é manifesto no amor, na solidariedade, na fraternidade e serviço ao outro,
onde o ser humano se perceba em casa e seja a casa de Deus e do outro,
onde Jesus Cristo é o modelo, o desejo e o caminho,
onde a graça é o ambiente, o perdão a base do relacionamento e o amor a sua cimentação,
onde o Espírito Santo está alegre pela liberdade que desfruta para gerar e expressar a Cristo,
onde Ele vê os seus dons serem usados para edificar, provocar alegria e servir ao próximo,
onde todos são abraçados,
onde a dor de um é a dor de todos,
onde ninguém está só,
onde todos têm acesso ao perdão, à cura de suas emoções, à amizade e a ser cada vez mais parecido com Cristo,
onde os pastores são apenas ovelhas-exemplo e não dominadores dos que lhe foram confiados,
onde os pastores são vistos como ovelhas-líder e não como funcionários a serem explorados,
onde não há gente nadando na riqueza enquanto outros chafurdam na miséria,
onde há equilíbrio, de modo que quem colheu demais não esteja acumulando e quem colheu de menos não esteja passando necessidades.
Enfim, a comunidade do reino de Deus,
onde aparece a humanidade que a Trindade sonhou,
onde a cidade encontra paradigmas,
onde o Livro texto é a Bíblia.

sábado, 14 de agosto de 2010

Não Tenho Fé suficiente Para Ser Evolucionista

Estava fazendo um trabalho para a faculdade e me deparei com este artigo de um blog. É uma refutação a uma reportagem exibida pela revista veja contra o criacionismo. Achei fascinante a resposta e gostaria de compartilhar. Segue o texto na íntegra do blog: http://ubeblog.ning.com/profiles/blogs/criacionismo-x-evolucionismo.


Irmãos,

Para quem não leu a VEJA desta semana, aqui vai um artigo e a sua devida réplica, sobre esse tema criacinismo x evolucionismo.
A resposta foi magnífica e, no meu ponto de vista, definitiva.



Coluna escrita pelo jornalista André Petry.

"É inaceitável dar criacionismo em aula de biologia. Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência."

É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino. "Antes, usávamos o material que havia disponível no mercado", explica um dos diretores da escola, Francisco Solano Portela Neto.

O criacionismo é ensinado como ciência da pré-escola à 4ª série. Não há problema em que o criacionismo seja dado nas aulas de religião, mas ensiná-lo em aulas de ciências é deseducador. Criacionismo é a explicação bíblica para a origem da vida. Diz que Deus criou tudo: o homem, a mulher, os animais, as plantas, há 6 000 anos.

Quem estuda religião precisa saber disso. É uma fábula encantadora, mas não é ciência. É inaceitável que o criacionismo seja ensinado em biologia para explicar a origem das espécies. Em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural. É a melhor (e por acaso a mais bela) explicação que a ciência encontrou sobre a aventura humana na Terra.

Quem contrabandeia o criacionismo para as aulas de biologia diz que, em respeito à "liberdade de pensamento", está "mostrando os dois lados" aos alunos. Afinal, são escolas religiosas, confessionais, e os pais podem ter escolhido matricular seus filhos ali exatamente porque o criacionismo é visto como ciência. Pode ser, errar é livre, mas que embrutece não há dúvida. Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência. É desnecessário. Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da "liberdade de pensamento", que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida...

Há pouco, na Inglaterra, um reverendo anglicano defendeu o estudo do criacionismo na educação básica. Era diretor de educação da Royal Society. Queria colocar Deus no laboratório da escola. Cortaram-lhe o pescoço. A Suprema Corte americana já examinou o assunto. Mandou o criacionismo de volta às aulas de religião. No Brasil, terra do paradoxo, o atraso avança.

Darwin foi um gênio. Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna. Só um cérebro poderosamente equipado, conjugado com muito estudo, pode ir tão longe. Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador.


Segue Resposta de Fellipe Petermann Alberto Araújo.

Caro senhor Petry. Não poderei escrever um texto à altura do seu, afinal, devido à educação recebida em casa, e minha inteligência, não consigo ser tão baixo. Não consigo conceber a idéia de que um jornalista que tanto luta pela liberdade de imprensa escreva um texto desprovido de liberdade de pensamento, que embrutece os leitores. Um texto sem argumentos, sem respeito, e demonstrando total falta de conhecimento, afinal, a comprovação científica do evolucionismo é tão real quanto o vôo de um avestruz. O seu texto não é só um desrespeito aos criacionistas, mas à comunidade científica em geral, que são pessoas preocupadas em desvendar os mistérios, em estudar, não em falar inverdades irresponsavelmente.

Ambos, criacionismo e evolucionismo, quanto todas as outras idéias e possibilidades para desvendar o surgimento da vida não foram comprovadas por ninguém em nenhuma época. Todos são possibilidades que encontram evidências a favor e contrárias, que necessitam de fé dos seus seguidores. É de uma total ignorância os ditos argumentos presentes em seu texto, afinal, está comprovado que alquimia não funciona, e química sim. Está comprovado que numerologia não funciona, e matemática sim, mas não está comprovado que evolucionismo ou criacionismo existiram. Vale lembrar também que a idéia desenvolvida por Darwin não vai ao encontro às descobertas da genética, nem da datação por radiação, nem da geologia moderna. Não é à toa, que existe hoje o neodarwinismo, que busca colocar o pensamento de Darwin em harmonia com as descobertas de Mendel.

sábado, 24 de julho de 2010

Que dizem os homens acerca de mim?

Eu não sei se o orkut é bom ou ruim. É bom no sentido de abrir oportunidades de se encontrar velhos amigos, que provavelmente, sem essa ferramenta eletrônica, seria muito difícil o contato. É ruim no sentido de se ver tanta banalidade e futilidade.
Mas tem uma coisa que me incomoda muito nos perfis: auto-promoção. Tenho visto frases de todo o tipo: "sou um vaso escolhido por Deus"; "sou um um vaso cheio de Deus"; "um levita do Senhor"; "fulano, profeta de Deus", "profeta - boca de Deus", etc, etc...
Pode até ter algumas verdades nestas frases, mas não cheira petulância, hipocrisia e vanglória? Cheira, e cheira mal. Não é a toa que pessoas não evangélicas nos acham metidos, arrogantes e com síndrome de superioridade. "Não ouse se levantar contra o ungido do Senhor!"; cansei de ouvir isso na minha adolescência e juventude.
Não vejo essas atitudes no meu Mestre. Jesus sabia quem era, conhecia o poder que tinha, tinha consciência de sua deidade, mas deixou que os outros dissessem o que achavam dele: "Disse-lhes Ele: E vós, quem dizeis que eu sou?". Jesus ao contrário de se promover, se escondia porque sabia que a sua glória era a cruz, símbolo de vergonha e desprezo. Mas os crentes hoje estão fugindo da cruz, de Cristo e deles próprios. Não querem se render à obra da cruz de Jesus e não querem carregar sua própria cruz. Por que cruz se lá na comunidade que eu frequento o "apóstolo" disse que eu tenho que ser cabeça e não cauda; se todas as coisas me serão acrescentadas, se tudo o que eu pedir com fé eu receberei, e por aí vai. São textos sem o seu contexto que criam uma falsa expectativa perigosa, visto que alimentam meu ego "evangélico", afastando-me da minha verdadeira identidade: um pecador salvo pela graça.
De verdade, sem falsa modéstia, não consigo usar frases de auto-exaltação, sinto-me indigno e por demais pecador para isso. Só eu e Deus sabemos de onde Ele me tirou, da situação da qual Ele me resgatou com seu poder e sua graça.
A minha única expectativa é que os homens e mulheres vejam em minha vida o milagre da graça de Deus, que não devotem a mim qualquer mérito ou glória, porque eu sou igual a qualquer pessoa honesta que sabe e reconhece o tamanho da força que se tem de fazer para vencer os pecados dia após dia. Sou como um alcóolatra que vive lutando contra seu próprio vício diariamente e sabe que, ao menor vacilo, ele volta a beber.
É isso, que as pessoas digam quem eu sou e se Deus for glorificado em minha vida eu não espero mais nada.
Que a graça de Deus nos cubra!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mover Sobrenatural de Deus !!??

Hoje, vindo para o trabalho me deparei com um out-door enorme com a seguinte frase: "2010 - Ano do Mover Sobrenatural de Deus". Fiquei intrigado com aquilo e no caminho vim pensando quais as implicações, motivações e real significado destes dizeres tão impactantes.
Primeiro tentei imaginar o que seria o mover sobrenatural de Deus. Bom, se é sobrenatural é porque foge na naturalidade, daquilo que entendemos como sendo normal e corriqueiro. O nascer do sol não é sobrenatural porque acontece todos os dias. O funcionamento do nosso organismo não é sobrenatural, mesmo com toda a sua complexidade, porque virou rotina, e quando esse funcionamento foge da rotina temos que correr pro médico. Então o que é sobrenatural? Com certeza deve ser algo que nunca ocorre, ou que ocorre com pouquíssima frequência.
Então vamos lá. Quando eu adquiro um câncer que já entrou em metástase, fase terminal, e sou curado sem nenhuma explicação médica ou lógica, isso é sobrenatural, provavelmente um milagre. Quando eu passo em um concurso super concorrido, tendo estudado pouco ou quase nada, isso também deve ser sobrenatural porque um vagabundo como eu que não estudou teria poucas chances de passar. Quando eu sofro um acidente terrível com nenhuma chance de sair vivo, mas mesmo assim eu consigo sobreviver, isso sim deve ser um milagre sobrenatural (existe milagre natural?).
Agora, a segunda inquietação que me veio à mente ao ler a frase no out-door foi: "2010 - Ano...". Por que 2010? Por que não 2009, 2011? Ora, porque estamos em 2010 e faz sentido criar uma frase dessas de efeito para o ano que estamos vivendo, porque é óbvio, as pessoas querem resultados imediatos para a sua vida. Uma frase como esta por exemplo "2012 - O Ano do Mover Sobrenatural de Deus", seria no mínimo irritante de tanta ansiedade que geraria, e provavelmente não faria o mesmo sucesso.
Bom, se Deus escolheu mesmo esse ano de 2010 para agir de maneira surpreendente como nunca antes, por que então Ele revelou isso somente a um suposto "profeta" seu? Por que não revelou a outros cristãos a fim de que esse "mover" fosse um "mover" abrangente e impactante?
Isso me leva também a pensar que se esse ano é o ano do "mover" significa que até aqui Deus estava parado, sem se mover, estático e se divertindo com suas criaturas. Agora sim, Deus resolveu se mover. Mas não era sem tempo não?
Só tenho duas coisas para pensar, ou essa frase foi criada com o intuito de angariar membros dizimistas para alguma comunidade, ou foi criada debaixo de muita prepotencia por achar que Deus iria revelar algo tão grandioso somente para uma pessoa.
E pra não me chamarem de incrédulo, frio, pecador e blasfemo eu vou esperar. Se até o final de 2010 houver uma grande colheita de almas como nunca antes se viu, se pessoas se renderem aos pés de Jesus de uma forma incomum e maravilhosa (como eu gostaria de estar errado em minhas críticas), aí então eu me desculpo neste mesmo blog dizendo que fui incrédulo e mundano e nunca mais duvido desse tipo de frase ou propaganda em minha vida.
Porque eu acho que isso sim é mover sobrenatural de Deus, vidas sendo salvas. Desculpem-me os da prosperidade de plantão, mas eu não creio que Deus esteja tão preocupado em te fazer rico, próspero, e bem sucedido. Se a tua motivação pra ser bem sucedido não for expandir a obra missionária de Deus aqui ou longe daqui, sinto muito, mas você pode morrer de tanto pedir porque vai estar pedindo pra seu próprio deleite e Deus não responde oração assim. (Tiago 4:3)
Você pode até retrucar dizendo: mas essa frase não foi criada com o intuito de promover o evangelho da prosperidade. Meu amigo, eu não sou bobo e nem você. O que você acha que uma pessoa que nunca entrou em uma igreja em sua vida vai pensar quando ler uma frase dessas? Três coisas: bençãos materiais, cura física ou cura emocional (casamento). Bingo! Não é por um acaso essas três coisas o marketing chefe das igrejas neo-pentecostais? Será coincidência o investimento deles nessas três área que tanto atormentam o ser humano?
Todos os avivamentos da história foram marcados com salvação de pessoas em massa e eu não creio em avivamento, mover sobrenatural de Deus, ou seja lá o nome que queiram dar sem que haja salvação de vidas. É isso que Deus quer fazer com a vida das pessoas, o resto é consequência e de menor importância. Properidade, cura, tranquilidade na vida, tudo isso pode ou não acontecer, e vai depender da vontade de Deus pura e simplesmente.
Se todas as igrejas que se chamam pelo nome de cristãs evangélicas se propusessem a pregar o evangelho puro e simples da graça, mostrando tão somente o plano da salvação e se empenhando em discipular pessoas de acordo com a sã doutrina, o mundo seria diferente e não precisaria inventar moda pra atrair pessoas.
Que nossa oração seja para que Deus levante pastores, missionários, crentes sérios e comprometidos com a são doutrina e que não se deixam levar por modismos e nem sejam tentados a fazer acomodações da Palavra de Deus aos seus achismos.

Que Deus nos abençoe!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

+ DE 10.000 ACESSOS

Confesso que nunca tive (e não tenho) a pretensão de ficar contabilizando visitas no blog. Não me considero um blogueiro,visto que não tenho muito tempo para escrever como gostaria. Mas não posso negar que fiquei feliz, quando, nesta semana,o blog alcançou 10.000 visitas. Fico feliz porque de alguma forma o que escrevo pode estar ajudando algumas pessoas. Fico feliz porque mais gente deve pensar coisas semelhantes ao que penso. Fico feliz porque de uma forma bem modesta estou transmitindo algo da Palavra de Deus. E para comemorar, não vou colocar nenhum texto de minha autoria, mas vou colocar o prefácio de um livro que me marcou muito, e posso dizer que foi um dos melhores que já li dentro da proposta do autor. É o Evangelho Maltrapilho do Brennan Manning. Este livro mudou meu modo de ver a igreja de Cristo, e me fez ver que algo está errado e precisa ser mudado. E se você é pecador como eu, deve ter se enxergado nas páginas do livro, e, provavelmente, algo deve ter mudado em sua caminhada. Bom, sem mais delonga, eis o prefácio do livro pra você que leu se lembrar, e pra você que não leu se motivar a ler. Que Deus continue nos abençoando!!

"Este livro não é para os superespirituais.

Não é para os cristãos musculosos que têm John Wayne como

herói, e não a Jesus.

Não é para acadêmicos que aprisionam Jesus na torre de marfim

da exegese.

Não é para gente barulhenta e bonachona que manipula o cristianismo

a ponto de torná-lo um simples apelo ao emocionalismo.

Não é para os místicos de capuz que querem mágica na sua

religião.

Não é para os cristãos "aleluia", que vivem apenas no alto da

montanha e nunca visitaram o vale da desolação.

Não é para os destemidos que nunca derramaram lágrimas.

Não é para os zelotes ardentes que se gabam com o jovem rico

dos Evangelhos: "Guardo todos esses mandamentos desde a minha

juventude".

Não é para os complacentes, que ostentam sobre os ombros um

sacolão de honras, diplomas e boas obras, crendo que efetivamente

chegaram lá.

Não é para os legalistas, que preferem entregar o controle da

alma a regras a viver em união com Jesus.

O evangelho maltrapilho foi escrito para os dilapidados, os derrotados

e os exauridos.

Ele é para os sobrecarregados que vivem ainda mudando o peso

da mala pesada de uma mão para a outra.

É para os vacilantes e de joelhos fracos, que sabem que não se

bastam de forma alguma e são orgulhosos demais para aceitar a

esmola da graça admirável.

É para os discípulos inconsistentes e instáveis cuja azeitona vive

caindo para fora da empada.

É para homens e mulheres pobres, fracos e pecaminosos com

falhas hereditárias e talentos limitados.

É para os vasos de barro que arrastam pés de argila.

É para os recurvados e contundidos que sentem que sua vida é

um grave desapontamento para Deus.

É para gente inteligente que sabe que é estúpida, e para discí-

pulos honestos que admitem que são canalhas.

O evangelho maltrapilho é um livro que escrevi para mim mesmo

e para quem quer que tenha ficado cansado e desencorajado ao

longo do Caminho."

BRENNAN MANNING


Nova Orleans

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Campanha Eleitoral - Maviael Melo

Sou fã do programa da cultura Sr. Brasil. Domingo estava assistindo, e um dos convidados foi Maviael Melo que, além de cantar, declamou um de seus poemas chamado Campanha Eleitoral. Com um jeito todo brasileiro encantou a todos que, assim como eu, valorizam a boa cultura brasileira. Quem quiser ler esse e outros poemas de igual qualidade o blog do artista é o seguinte: http://maviaelmelo.blogspot.com/2008/06/campanha-eleitoral.html.

Além de poemas, lá você encontrará links de algumas músicas do artista. Aqui vai então, Campanha Eleitoral.

UM SENADOR DO ESTADO
PASSOU DESSA PRA MELHOR
OU PRA OUTRA BEM PIOR
VOU RELATAR O PASSADO
CHEGANDO O POBRE COITADO
NA PORTA DO FIRMAMENTO
SÃO PEDRO DISSE: UM MOMENTO
TENHA CALMA, CIDADÃO!
FAÇA AQUI SUA OPÇÃO
E ASSINE O REQUERIMENTO

POIS AQUI TEM GOVERNIA
TUDO ESTÁ NO SEU LUGAR
E VOCÊ VAI OPTAR
ONDE QUER PASSAR O DIA
DEPOIS COM DEMOCRACIA
ME DARÁ SUA RESPOSTA
FAZENDO A SUA PROPOSTA
DE IR PRA O CÉU OU PRO INFERNO
VIVER DE TÚNICA, DE TERNO...
DO JEITO QUE VOCÊ GOSTA!

E ENTÃO O SENADOR
ASSINOU A PAPELADA
DESCENDO POR UMA ESCADA
ENTROU NUM ELEVADOR
E DESCEU COM O ASSESSOR
PRA O INFERNO CONHECER
PARA DEPOIS ESCOLHER
ONDE QUERIA MORAR
E QUAL SERIA O LUGAR
QUE ESCOLHERIA VIVER

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A idolatria do Futebol

Não sou antipatriota. Mesmo porque não acredito que ser patriota signifique ficar tocando essas benditas cornetas e deixando todo mundo surdo. É verdade que sou bem pouco simpatizante do futebol. Meu time já desceu até a “10ª divisão” o que acaba me desmotivando ainda mais a ser um fanático pelos gramados.

Só fiquei pensando em algumas coisas que estão acontecendo nesta copa. Trabalho ao lado de uma banca de jornal que vende camisetas (verde-amarelo), buzinas, cornetas, apitos, guguzelas (tudo verde-amarelo), bandeiras, bonés, etc, etc. O movimento atrás desses apetrechos é muito grande. Praticamente até o jornal de cada dia está sendo deixado de lado, e viva o Brasil!

Fiquei pensando como as pessoas invertem os valores e as prioridades de suas vidas. No dia do jogo do Brasil a cidade pára literalmente. O restaurante ao lado do meu trabalho vendeu menos da metade que costuma vender em um dia comum de semana. Mas o fato é que terça-feira, dia 15, não foi um dia comum; o Brasil estreou na copa. A loja onde minha esposa trabalha também vendeu muito menos que o normal, porque a prioridade era o jogo.

A febre do futebol é tão grande que pessoas matam e morrem por futebol. Aliás, se mata e morre por tão pouco hoje em dia! Eu não consegui dar outro nome a isso senão “A Idolatria do Futebol”.

Cada um idolatra o que quer. Uns idolatram os “santos” do passado, que de santos (na plenitude da palavra) não tinham nada. Agostinho pecou, São Francisco pecou, Maria mãe de Jesus pecou. Todos eles precisaram se render aos pés de Cristo para obter salvação (não há outro modo). Há aqueles que idolatram o cachorro, a mãe, o filho, o carro relíquia, a casa, o pastor, o cantor “gospel”; talvez tenham até aqueles que idolatrem a sogra! E nessa idolatria sem limites pessoas dão a vida.

O problema (entendo ser um problema) é que não vejo quase ninguém neste mesmo ímpeto, manifestando sua indignação pelos políticos corruptos. Não vejo quase ninguém com esta mesma força com que se assiste a um jogo da seleção, defender seus direitos que são usurpados a cada dia neste país de impunidade. Isto porque a gente se acomoda com tudo; com a violência, com o desemprego; com as filas do SUS; com a falta de qualidade nas escolas; mas a gente não admite que o Brasil não seja campeão, porque a nossa prioridade nesses tempos de copa é o futebol e mais nada. Teremos eleições esse ano, mas até isso não se fala, porque a bola da vez está nos gramados e não nas urnas. E mais uma vez vamos votar: no cantor, no cara amigo dos animais, no locutor, e mais uma vez vamos jogar nosso voto para escanteio.

Agora, o problema maior que vejo é que não temos essa mesma garra, essa mesma vontade de gritar, de proclamar e de fazer conhecido o nome de Jesus. Gritamos gooool, mas nos intimidamos para falar que somos crentes em Cristo Jesus. Intimidamos-nos para falar que Ele transformou nossa vida. Alguns dão a vida pelo time do coração, mas não ousariam dar a vida por amor a Jesus. E o discurso é: isso não é mais necessário, estamos em uma época em que o diálogo deve prevalecer. Concordo, mas também concordo que deveríamos estar prontos a morrer pelo evangelho se preciso fosse.

Combatemos a idolatria aos santos, mas idolatramos várias outras coisas: o futebol, a igreja, o pastor, o banco que sentamos domingo após domingo na igreja (e ai de quem se sentar no meu lugar); idolatramos os costumes e a tradição (às vezes mais do que a própria Bíblia).

E nessa idolatria sem limites, vamos criando nossos próprios deuses, nossas próprias imagens de culto e adoração. Deus vai então se tornando uma mera lembrança na hora do almoço, do jantar e quando não estamos com muito sono na hora de dormir. Vamos trocando Deus por coisas palpáveis e visíveis. Continuamos carentes de ver e sentir para estarmos de bem com Deus. Precisamos nos arrepiar, chorar, rir, qualquer emoção vale para fazer a presença de Deus real em nosso meio. E os psicólogos se divertem vendo como as pessoas são manipuladas por técnicas que se aprendem na faculdade.

Falamos que vivemos no tempo da graça, mas agimos como se ainda estivéssemos na lei, criando nossos próprios templos e sacerdotes particulares, vivemos re-costurando o véu que Jesus já rasgou dando ouvidos a supostos intercessores, “ungidos do Senhor”, e não cessamos de criar bezerros de ouro porque na verdade temos dificuldades em crer em um Deus que é espírito, e não pode ser visto e nem tocado.

Não sei se vai dar tempo, visto que creio na volta iminente de Jesus, mas talvez precisaríamos de mais dois mil anos para entender a graça. E, talvez, nem todo esse tempo seria suficiente, visto que temos o “dom” de distorcer as coisas fazendo-as se acomodarem aos nossos desejos.

E esclarecendo, não sou contra o futebol e nem que se torça pela seleção. O que me é estranho é esse fanatismo exacerbado que acomete todo mundo, fanatismo esse que não é vivido em outras áreas importantes de nossa vida.

De qualquer forma, que possamos voltar os nossos olhos àquele que realmente merece nosso louvor, honra e adoração. Ao Único que merece a nossa vida e o nosso sacrifício. À única bandeira que merece ser erguida e hasteada, que é a bandeira do evangelho de Jesus!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ecopedagogia - O avesso do avesso

Estou lendo alguns livros sobre educação ambiental, ecopedagogia e sustentabilidade. São assuntos urgentes e que precisam ser discutidos. Em praticamente todos os livros há um assunto em comum abordado pelos autores, a mudança de paradigma e conceitualização do nosso modo de ver e entender uma vida sustentável. Para a maioria deles, a sustentabilidade somente poderá ser alcançada quando as pessoas interiorizarem a necessidade de uma vida equilibrada, não dada ao consumismo e à produção desenfreada que destrói os recursos naturais que são finitos. Essa interiorização e conscientização por sua vez somente se dará quando as pessoas deixarem seu modo egoísta de viver e começarem a pensar de forma planetária com vistas ao próximo e às suas necessidades. Uma outra questão levantada é que para alcançar esse nível de comprometimento por parte das pessoas, elas terão de abrir mão dos conceitos judaico-cristãos que, segundo eles, impuseram um sentimento de superioridade entre gêneros (masculino sobre o feminino) e criaram uma hierarquização do homem sobre a natureza, chegando ao nível de destruição que vemos hoje.

Aqui começam os meus questionamentos a respeito dessa visão. Em primeiro lugar, entendo como utopia a idéia de que os homens deixarão suas vidas egoístas em pról das necessidades do próximo. Por que a Bíblia diz isso? Não somente, mas principalmente pela prática que vemos todos os dias. Temos a tendência de pensar somente em modo macro, mas eu gostaria de dar alguns exemplos micro que demonstram que a tendência da humanidade é se tornar cada vez mais egoísta e não o contrário. A meu ver o egoísmo começa nas pequenas coisas. Quando eu não dou passagem para alguém no trânsito, interiormente estou julgando que os meus afazeres são mais urgentes que o do outro. Quando eu desrespeito a lei que diz que eu não posso beber e dirigir, alegando que ninguém manda em minha vida, arriscando-me a matar uma outra pessoa e deixar uma família desamparada; quando eu faço isso só porque tenho dinheiro para pagar um bom advogado e por saber que a impunidade reina em nosso país (só para os ricos), estou pouco me importando com o respeito e a solidariedade. Na verdade estou deixando claro que a vida da outra pessoa não vale nada para mim. Por isso que a utopia do bem comum e da solidariedade planetária com vistas a uma vida sustentável ficam sem respaldo prático. O que vemos na verdade é uma teoria cheia de flores, mas com poucas chances de aplicação prática.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sinais do Reino

Mateus 11:1-6 “E ACONTECEU que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles. E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, a dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim.”

Somos a geração mais bem informada de todos os tempos. A internet nos dá informação em tempo real sobre qualquer assunto em qualquer parte do mundo. Assuntos bons, úteis, relevantes, e muitos assuntos inúteis, mentirosos e que desconstroem nossa cultura. Achamos de tudo no mundo virtual, inclusive discussões animadas entre membros de igrejas, pastores, líderes, tentando provar quem está com a razão. Se tem uma coisa que a gente tem certeza quando faz teologia é que ninguém está com a razão e ninguém tem a verdade absoluta. Somente a Bíblia tem a razão, somente ela tem a verdade absoluta. Cabe a nós, com a ajuda do Espírito Santo de Deus encontrar essa verdade em seus ensinos.

Mas há discussão sobre todo assunto. Na área da escatologia, se discute, por exemplo, quem é pré-milenista, pós-milenista ou amilenista. Ainda tem aqueles que são pré-tribulacionistas, pós e atribulacionistas. E todos eles têm textos bíblicos que comprovam a sua teologia das últimas coisas. Eu na verdade sou pré-tribulacionista e pré-milenista, talvez mais por conveniência do que propriamente por convicção. Não quero passar pela grande tribulação e acho que o arrebatamento acontece antes do milênio. Mas essa é a minha opinião e não precisa ser a sua.

Há ainda aqueles que discutem a respeito do ser arminiano ou calvinista. E você pode encontrar um número sem fim de discussões a esse respeito. Eu na verdade não sou nem um, nem outro. Há pontos que concordo com o calvinismo e há outros que concordo com o arminianismo. A razão é simples, você não vai encontrar esses termos na Bíblia, exatamente porque eles são simples interpretações de homens sérios, diga-se de passagem, na busca de solucionarem suas mais profundas inquietações.

E a discussão vai por esse caminho. Os fundamentalistas dizem que somos muito liberais. Nós os tradicionais dizemos que os pentecostais interpretam os dons de forma anti-bíblica. Os pentecostais combatem os neo-pentecostais, e estes falam mal de todo o resto.

Mas por que estou trazendo essas percepções? Porque eu acho que perdemos muito tempo discutindo assuntos que trazem pouca ou nenhuma contribuição para o reino de Deus.

Quando olhamos para as Escrituras buscando entender a mensagem de Jesus, que creio eu todos os cristãos concordam com isso, revolucionou a vida dos homens e a história da humanidade, vemos outro tipo de discussão em pauta, não de convicção religiosa, mas de mudança de vida em todos os aspectos da existência humana. E por isso, entendo ser esse o cerne do evangelho que deveríamos pregar, mudança de vida para o ser humano. E essa mudança em todos os sentidos da vida deveria ser entendida como sinais de um reino que já está entre nós.

Já falei aqui há algumas semanas que o reino de Deus deve ser entendido por dois prismas diferentes, mas não excludentes. O primeiro que Jesus fala, é o significado presente do reino. Arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus. O reino já está porque foi inaugurado por Jesus. Já está operante e podemos sentir os sinais desse reino entre nós. Mas o segundo prisma é escatológico, futurístico. É a implantação desse reino em toda a sua plenitude sob o governo de Deus. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus. Dá a idéia de futuro, algo que ainda está por acontecer.

Mas já que o futuro pertence a Deus e na verdade não é de muita utilidade ficar conjecturando sobre o que ainda está por vir, precisamos nos ater no reino presente, aquele que está entre nós e que precisa ser vivido por nós, não apenas pregado, mas vivido.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Edição Zica (Ezequiel) revista e corrigida....

com algumas adaptações....

"Porque ainda que a mangueira não floresça, que o cajueiro não dê o seu fruto, que não haja coco no coqueiro; ainda que os "miseravi" surrupie minhas galinhas, e no curral não tenha vaca; ainda assim eu vou ficar feliz da vida com meu Deus, porque Ele me salvou..."

Habacuque 3:17-18

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Oração é a Chave da Vitória

Mateus 6:5-8 “E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes.”

Na semana passada quando estávamos explanando a Palavra de Deus, eu citei uma biografia que estou lendo de um homem que se chamava João Hyde, que era conhecido como o homem que orava. Confesso que enquanto leio aquele livro vejo o quão distante estou da vida de oração que aquele homem levava, e, confesso que talvez nunca chegue ao seu patamar. Talvez porque para ele a oração fosse quase um dom, o dom de interceder pelos pecadores e pela igreja de Deus.

Mas não precisamos ir tão longe assim. Talvez você conheça alguém que tenha uma vida devota ao Senhor de tal forma que gaste horas por dia em oração, em profunda intercessão, e, caso você conheça alguém assim, eu o convido a conversar com essa pessoa sobre as suas experiências com Deus através da oração. Você verá que essa pessoa tem algo a mais em seu modo de falar, em seu modo de agir e em sua maneira de refletir sobre a vida. A oração nos dá essa capacidade. A capacidade de ver além das circunstâncias aparentes; a capacidade de sentir e de enxergar o mundo, as pessoas, as situações, como Jesus enxergaria, obviamente que de uma maneira reduzida.

Um exemplo que já contei aqui ocorreu com Spurgeon, um exímio pregador da Palavra de Deus e um profeta de seu tempo. Um dia, quando alguns alunos de uma universidade foram conhecer a igreja onde Spurgeon era pastor, questionaram sobre a forma como ele pregava e como a sua Palavra impactava as pessoas para uma mudança real de vida. Spurgeon, então, convidou-os a ir conhecer o segredo de sua mensagem, que era o sistema de aquecimento da sua igreja. Como eles estavam em um dia quente de verão, aqueles alunos não entenderam o que significava aquele sistema, mas acompanharam Spurgeon. Então entraram em uma sala onde havia inúmeras pessoas de joelhos intercedendo por aquele culto que iria começar em poucos instantes. Spurgeon então explicou: esse é o segredo do resultado de minhas pregações.

NÃO HÁ VITÓRIA SEM CRUZ

Mateus 16:24-25 “Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.

Mateus 27:39-42 “Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és filho de Deus, e desce da cruz!
De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo diziam: Salvou aos outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele.

Esta semana de acordo com o calendário cristão, relembramos os últimos dias de Jesus aqui na Terra. Os dias que antecederam a sua morte, o dia da sua morte, sexta-feira, e o dia da sua ressurreição, o primeiro dia da semana, ou seja, hoje. Estes dias são dias especiais de comemoração para o povo que se chama pelo nome de cristão, e não poderia ser diferente, porque foram nestes dias que Jesus encerrou a sua obra terrena e salvadora. Foram nestes dias que Deus cumpriu seu plano de redenção da humanidade, o que para nós foi a melhor e maior coisa que Deus já realizou, visto que foi a morte e ressurreição de Jesus que nos tirou das garras do pecado e nos reconciliou de novo com Deus.

Esta semana e especialmente na sexta-feira e hoje no domingo, cristão do mundo inteiro fazem algum tipo de comemoração para relembrar este evento. Em Israel, os cristãos, católicos romanos, católicos ortodoxos e protestantes, percorrem a via dolorosa realizando o mesmo caminho realizado por Jesus. Alguns, tentando repetir ao pé da letra os passos de Jesus, carregam uma cruz pesada sobre os ombros como forma de tentar sentir um pouco da dor que Jesus sentiu, ignorando o fato de que a dor sentida por Jesus, homem nenhum jamais sentiu e nem sentirá, visto que foi a dor de Deus, se rebaixando à condição humana, carregando sobre si o pecado de toda a humanidade. Por isso que mesmo que alguém percorra o caminho da via cruxis, seja até crucificado e morra agonizando na cruz, a dor que Jesus sofreu ainda é inigualável e sobre humana.

domingo, 28 de março de 2010

DISCÍPULOS INSERIDOS NO REINO

Mateus 13:44-46 “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra.”

Desde há muito tempo as parábolas de Jesus têm sido motivo de estudos e interpretações diversas, todas no intuito de encontrarem o verdadeiro significado delas. Já nos primeiros decênios após a morte de Jesus as parábolas começaram a sofrer certos desvios de interpretação, e começaram a adquirir interpretação alegórica de seu conteúdo, na intenção de tentar extrair das mesmas, mensagens ocultas e profundas daquilo que Jesus disse. Um exemplo dessa alegorização que aconteceu, podemos ver na parábola dos trabalhadores da vinha. Quando alegorizamos essa parábola, damos sentido a cada pequeno detalhe da mesma. Nesse caso as horas das cinco chamadas se transformam nas cinco etapas da salvação desde Adão, ou então as cinco etapas da vida de um homem rumo à salvação. Mas a pergunta que fica é a seguinte: qual o verdadeiro sentido das parábolas? O que os ouvintes de Jesus entenderam ao ouvirem as suas parábolas? Ou ainda, podemos transpor o sentido original e dar uma nova significação ao sentido das mesmas?
Para entender, ou melhor, para chegar o mais próximo possível do verdadeiro sentido das parábolas precisamos entender todos os contextos nos quais elas foram ditas: sejam eles, histórico, social, cultural, geográfico, etc.
Creio também que não podemos fugir do sentido original, porque senão corremos o risco de darmos qualquer sentido que seja à mensagem que Jesus quis passar. Tampouco podemos alegorizar cada detalhe das parábolas tentando encontrar segredos e mistérios não revelados, visto que os ouvintes originais certamente não procuraram e não entenderam aquelas palavras por alegoria. As únicas alegorias admitidas nas parábolas são aquelas nas quais Jesus explica seu significado, como no caso da parábola do semeador; fora isso não estamos autorizados a encontrar detalhes ocultos.
Com esses pressupostos em mente precisamos agora adentrar no texto das duas parábolas ditas por Jesus e base desta explanação: a do tesouro escondido e da pérola de grande valor.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Jesus, o Sumo Sacerdote Perfeito

Hebreus 4:14-16 “Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

É difícil entender o livro aos Hebreus, sem pelo menos tentar entrar na mentalidade do povo para o qual foi escrito esta carta. Eu digo tentar porque é impossível saber exatamente qual o sentimento das pessoas que receberam esta carta, visto que o tempo que nos separa é muito grande. Mas se conseguirmos pelo menos nos aproximar do texto, teremos uma visão mais clara da mensagem e do propósito do escritor em escrever este tratado.
O livro é escrito primeiramente a um povo em perseguição e sofrimento. Esse povo perseguido era composto por judeus convertidos ao cristianismo que provavelmente habitavam em Roma e em seus arredores.
A primeira característica dos destinatários da carta já nos custa entender; perseguição e sofrimento, visto que não estamos sendo perseguidos, pelo menos não de forma declarada, e de um modo geral não estamos sofrendo. Talvez esse texto fizesse mais sentido se estivesse sendo pregado aos cristãos perseguidos da china, ou dos países árabes, ou aos poucos cristãos verdadeiros do Haiti, aqueles que não se renderam à feitiçaria e ao ocultismo. Mas falar de perseguição e sofrimento a uma igreja e a um povo privilegiado como nós somos, não é tarefa tão fácil de ser conseguida. Por isso precisamos nos esforçar para entender o conteúdo da mensagem.
Para entender o que se passava na cabeça do judeu cristão (judeu porque nasceu em Israel e cristão porque aceitara a Cristo como Salvador e Senhor), precisamos voltar ao Antigo Testamento e entender as implicações do sacerdócio e do templo para este povo.

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Proceder do Cristão no Mundo



Tito 2:2-15 “Os velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência; as mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada. Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. Exorta os servos a que se sujeitem a seus senhores, e em tudo agradem, não contradizendo, não defraudando, antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador. Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”.
Somos conhecidos como o povo do livro. A figura típica do homem vestido de terno e gravata com uma Bíblia debaixo do braço tem ilustrado durante muito tempo o cristão evangélico, diferenciando-nos inclusive do restante dos cristãos. Nós os batistas, com muito mais propriedade temos sido reconhecidos como o povo que lê e estuda a Bíblia como ninguém; pelo menos era assim em um passado não muito distante. E eu entendo que toda essa caracterização que fazem de nós é de certa forma muito boa, porque mostra qual a base da nossa fé, baseados no que, nós cremos como cremos e em quem cremos.
E por falar nisso, creio ser conveniente esclarecer alguns pontos importantes a respeito da autoridade bíblica. Alguns acreditam que a Bíblia contém a Palavra de Deus, e por pensar assim julgam que nem tudo o que está escrito seja realmente Palavra de Deus, mas que algumas coisas são apenas pensamentos humanos de quem escreveu. E qual o perigo dessa interpretação? Se nem tudo é Palavra de Deus, como saber o que é e o que não é? E se nem tudo é, que garantias eu tenho de que aquilo que se diz ser Palavra de Deus seja realmente? E se eu não tenho certeza de nada, onde estará baseada a minha fé? A Bíblia nesse caso se torna um livro comum, de auto-ajuda, mas que de maneira nenhuma pode chamar para si o direito de livro inspirado, Palavra de Deus.
Quando eu fiz essa pergunta a uma pessoa, onde estará baseada a minha fé se eu não tenho certeza da autoridade bíblica, ela me disse que a fé precisa estar baseada unicamente em Jesus. Eu disse: eu concordo, mas através de quem Jesus se revela a nós? Através da ciência? Não, a ciência não se preocupa em provar Jesus, muito pelo contrário, até hoje a ciência tem tentado provar que Jesus foi um mito da história, ou no máximo um homem qualquer que se quis passar por Deus. Através da história? Também não visto que a única prova histórica que temos está na Bíblia, e a Bíblia não está preocupada em se enquadrar nos critérios históricos atuais. Então através da arqueologia? Muito menos, visto que sabemos que Jesus ressuscitou e, portanto, não pode ser revelado pela arqueologia. Então através de que Jesus se revela? Através da Bíblia. É a Bíblia a única fonte da revelação de Jesus à humanidade. Sabemos que existe a revelação natural, através das coisas criadas, mas sabemos também que por si só, essa revelação é insuficiente para conhecermos e entendermos a Jesus como Ele se revela nas páginas das Escrituras. Por isso a fonte da nossa fé não é a consciência de que Jesus existe pura e simplesmente, mas a certeza de que a sua Palavra é verdade e de que só ela nos revela a pessoa de Cristo através do Espírito Santo de Deus atuando em nossa mente.No capítulo 10 de Romanos, Paulo trata exatamente sobre a fonte de nossa fé. Do versículo 13 ao 17 lemos o seguinte: Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Aí você pode me dizer: mas quando eu aceitei a Jesus, eu não o fiz através da leitura da Bíblia, mas foi quando alguém me falou a respeito dele e eu cri. Aí eu lhe digo: se alguém falou a respeito dele, falou do que estava na Bíblia e então direta ou indiretamente, nós cremos porque a Bíblia nos revela a pessoa de Jesus.Por isso quando alguém lhe disser que a Bíblia contém a Palavra de Deus, você diga: alto lá, a Bíblia é a Palavra de Deus em toda a sua essência, em todo o seu conteúdo, de forma completa, sem exceção e sem condicionais. Ela é totalmente suficiente para nos revelar tudo o que precisamos saber sobre Deus e sua vontade para nós.