terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Questão de Escolha

Ec:11:9 - “Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo. (BJ: ...Deus te convocará para julgamento)”
Apesar do tema de Eclesiastes (Palavras de Coélet - nome dado a um ofício daquele que fala nas assembléias, por isso o título “O Pregador”, transcrito da Bíblia grega), não andar sobre um plano definido, a idéia central é a vaidade das coisas humanas, que inicia e encerra o livro. Entretanto podemos ver ao longo de suas máximas, lições de desapego aos bens terrestres, que negando a felicidade dos ricos abre caminho e prepara o mundo para entender que “bem aventurado são os pobres”(comentário da BJ). A mais provável data para a elaboração do livro é o século III a.C.
O versículo da introdução fala diretamente com os jovens. O coélet reconhece e conhece, talvez pela própria experiência, os desafios enfrentados pelos jovens, o mundo com suas ilusões e paixões, por isso ele dá um conselho e esse nos é ainda pertinente nos dias de hoje. Com uma pitada de sarcasmo e desafio em suas palavras, ele conclama aos jovens a aproveitarem ao máximo o que a vida lhes pode oferecer: prazeres, deleites, farras inconsequentes e impensadas. Incentiva os jovens a se alegrarem, animarem seus corações, isto é, dar lugar a todo tipo de emoções que possam ser sentidas. Contudo, após esse aparente conselho descabido e leviano, ele mostra realmente a idéia central de sua frase, e afirma acertadamente que para toda ação vivida, haverá um julgamento e um prestar de contas perante o justo juíz, Deus.
Coélet mostra uma entrada pela qual podemos deixar com que as emoções nos invadam, e um depósito onde as armazenamos. O depósito é o coração. Ele diz: “anda pelos caminhos do teu coração”. Por que ele diz isso ? Certamente por saber que o coração é a sede de todas as emoções e sentimentos. Claro que sabemos hoje que o coração é um orgão do aparelho circulatório e serve como uma bomba para o nosso sangue, porém num sentido figurado, coração é a sede dos sentimentos, das emoções, de toda sorte de desejos, ou seja, nossa mente. Após o episódio do dilúvio, Deus promete nunca mais destruir a Terra por um evento semelhante, mas afirma que a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice (Gn 8:21). Esses dias eu ouvi uma entrevista do Sérgio Malandro dizendo que o homem nasce bom, e é a sociedade que o transforma em mau. Não é isso que a Palavra de Deus nos diz. O ímpio não aceita o pecado como algo inerente à natureza humana e que só pode ser aniquilado pela cruz de Cristo. No Salmo 14:1 lemos “diz o nécio em seu coração, não há Deus”. É no coração que o homem nega a Deus, zomba de Deus e rejeita seu amor. Toda sorte de sentimentos maus nascem no coração e se manifestam pelas nossas ações, nas nossas palavras e nas nossas atitudes. Em Provérbios 6:12-14 vemos “O homem vil, o homem iníquo, anda com a perversidade na boca, pisca os olhos, faz sinais com os pés, e acena com os dedos; perversidade há no seu coração; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas. Todos os nossos sentidos são controlados pelos desejos do nosso coração (a boca fala do que o coração está cheio). O mau é maquinado nos desejos e a ação consequente disso é contendas e perversidades. No Sl 24:3-4 vemos as prerrogativas daquele que estará apto para subir o monte do Senhor e estar no lugar santo; somente aquele que for limpo de mãos e puro de coração. Na antiga aliança somente o sumo-sacerdote, uma vez ao ano entrava no lugar santo para sacrificar por todo o povo, e se ele não fosse encontrado apto para a cerimônia, certamente morreria. Um coração puro significa um coração sem malícia, sem violência, sem mágoa, significa um coração convertido ao Senhor.
Mas o coração também pode ser a fonte de boas e saudáveis emoções, em outras palavras, podemos usá-lo para glória de Deus. Em Mt 22:37 lemos: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Assim como podemos negar a Deus com nosso coração, podemos amá-lo de igual modo. Não há como expressar amor se nosso coração não estiver cheio dele,portanto não há como amar a Deus se no nosso coração ainda houver coisas que o desagradam, nosso amor não será verdadeiro. Assim como fica bastante complicado expressar nosso amor a alguém sem dar prova disso, da mesma forma, Deus quer que manifestemos nosso amor para com ele. É no mínimo estranho amarmos alguém e jamais externarmos esse amor.
Coélet nos mostra também que há outra maneira de inundar nosso corpo de emoções, aliás, a primeira certamente está subjugada à segunda, porque quando nosso coração estiver cheio de emoções estranhas, é porque nossos olhos já viram muita coisa estranha. Na verdade a porta de tudo que entra em nosso coração são os olhos. Lemos em Gn 3:5-6, “ Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. Os olhos foram o instrumento usado para a entrada do pecado no mundo. Parafraseando a palavra do nosso inimigo, ele quis dizer: vocês estão com os olhos fechados, mas no dia em que comerem desse fruto, sereis como Deus, vossos olhos se abrirão. Esse não se parece com o convite que o mundo de hoje nos faz constantemente ? A internet, a televisão, revistas, estão a nos convidar constantemente a abrirmos os olhos e vermos quanta coisa “bonita” há para se ver. Por que fechar os olhos para tanta coisa “bela”, não é mesmo ? E sabe o que mais ? A mulher viu que a árvore era boa para se comer e agradável aos olhos. Não se engane, os frutos que o mundo nos oferece são bons de comer e agradáveis aos olhos. O diabo não nos ia oferecer coisas que nos causassem repugnância, ele nos oferece coisas boas e agradáveis aos olhos, porém no fim dessas coisas encontramos a morte. O nosso inimigo vai usar pessoas para lhe dizer que se você não experimentar de seus frutos, você estará na contra-mão do sistema, será careta e talvez até lhe chame de crentinho. Quando isso acontecer lembre-se que esse foi o mesmo convite que Eva recebeu, e que lhe custou a carga do pecado que hoje acomete toda a humanidade. Resista aos convites do mundo. Eles não valem a pena de serem experimentados. Há 3 classes de pessoas: as ignorantes, que nunca aprendem, as inteligentes que aprendem com o próprio erro, e as sábias que aprendem com o erro alheio. Sejamos sábios, utilizemos os exemplos que a Palavra de Deus nos dá para nos mantermos longe do pecado e perto de Deus.
Jesus nos dá uma lição preciosíssima acerca do cuidado com os olhos. Ele nos diz em Mt 6:22-23 “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!”.
O que nossos olhos estão vendo ? O que estamos colocando em frente a eles ? Damos preferência para a Bíblia ou para a internet ? Nossos olhos são capazes de filtrar os conteúdos dos sites ? Conheço um rapaz que há alguns anos começou a utilizar a internet de tal forma que se tornou um “webólatra”. Hoje ele não estuda, está em estado de depressão profunda, não tem amigos verdadeiros, só virtuais, resumindo, só Deus agora poderá libertá-lo dessa escravidão em que vive. Seus olhos foram expostos a tanta podridão, que agora seu coração já está contaminado. Se depender de suas próprias forças, não há solução para ele. Mas há solução para Deus.
Lemos em Mc 9:47 o seguinte “...se o teu olho te fizer tropeçar, lança-o fora; melhor é entrares no reino de Deus com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no inferno. Não quero que ninguém saia por aí se mutilando, mas se o teu olho é a causa dos desejos do teu coração, “arranque-o” e o entregue a Cristo. Peça para que ele o ajude a controlar o que olhas. Encontramos a chave e a solução no Sl 25:15: “Os meus olhos estão postos continuamente no Senhor, pois ele tirará do laço os meus pés”. A solução é estar com os olhos continuamente no Senhor, na sua Palavra. É a Palavra de Deus quem nos santifica. Se nossos olhos estiverem continuamente na sua Palavra, o Espírito Santo vai nos alertar e nos livrar quando a tentação chegar aos nossos olhos. Não há outro remédio que pode nos curar (...”e conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”). A verdade é Cristo, é Ele quem nos liberta e nos livra das influências que o mundo quer nos impor. Qual é o teu anseio ? Lança sobre Ele toda a tua ansiedade, é Ele quem cuida de nós. Jesus está disposto a nos ajudar e a consertar nosso coração quebrado e moído pelo pecado. Ele está à porta do nosso coração batendo e chamando, vinde a mim todos vós cansados e sobrecarregados. Jesus alivia teu coração e lhe dá a paz que o mundo não pode lhe dar. As emoções do mundo são fúteis e passageiras, a paz de Deus excede todo entendimento e nos faz descançar em Seus braços de amor.
Fábio Adriano Cruvinel Machado
Valinhos, 09 de janeiro de 2007.

Metamorfose

Sempre busquei do Senhor uma resposta quanto à mudança de caráter do crente. Queria saber porque as pessoas custam tanto a mudar seu caráter, seu modo de vida. Sempre recitava alguns versículos que mostravam que Cristo liberta, salva e causa uma mudança completa na vida daqueles que lhe entregam a vida. Todavia, não conseguia ver muita mudança de fato em muitas pessoas, cristãs confessas, pessoas sinceras que buscavam uma comunhão maior com o Senhor, mas que estavam sempre envolvidas em práticas do velho homem, vivendo uma vida inconstante demais para poder experimentar as bençãos espirituais que estão disponíveis para aqueles que são fiéis a Deus.
Por outro lado ouvia pessoas falarem do tipo de comunhão que gozavam com Deus, e ficava mais inquieto ainda. Exatamente porque essas pessoas se mostravam quase “perfeitas”, espirituais, praticamente intocáveis e inculpáveis quanto às tentações da carne. Parecia mesmo que o pecado não tinha lugar na vida delas em nenhum momento, pelo menos aparentemente. O problema é que quando investigadas um pouco mais a fundo suas vidas, víamos que toda aquela aparência “santa”, não passava de aparência, às vezes até muito superficial.
Li “O Filho pródigo” de Henry Nowven e descobri que na verdade a maioria das pessoas têm é medo de se expor e por isso pintam uma fachada colorida para parecerem mais espirituais, mais do que realmente são.
Mas isso não me acomodou e um dia perguntei a Deus porque Ele com toda a Sua soberania e poder não me transformava logo em um vaso útil para o Seu proveito, assim como a borboleta e o girino são transformados em suas formas adultas. Ele imediatamente me respondeu: É exatamente isso que eu estou fazendo, e então comecei a pensar como se processa a metamorfose desses animais e verifiquei com um breve ajuntamento de idéias, que isso não ocorre da noite para o dia.
Assim como nossa vida nas mãos de Deus, a metamorfose é um processo dividido em fases. Essas fases, embora possam ser separadas para fins didáticos, se processam de forma contínua, como num filme. Essas fases para que se processem adequadamente e com sucesso, dependerão de alguns fatores: o local apropriado para a transformação, o tempo exato, a luta contra possíveis inconvenientes externos. A lagarta precisa se preparar para fazer seu casulo, esse precisa estar num lugar seguro contra predadores e tudo deve ser feito dentro do tempo pré-determinado. Por outro lado os girinos precisam estar dentro da água, num lugar de igual modo seguro a fim de esperar seu momento. Uma vez vi uma poça dágua formada pela chuva, enegrecida de tanto girino que ali estava. Havia água, mas com certeza não haveria tempo suficiente para que se processasse a transformação dos girinos antes que a água se secasse e eles fatalmente morreriam porque seus pulmões ainda não estariam formados.
Assim é nossa vida. Deus nos quer transformar em algo útil para o Seu proveito e para a glória do Seu nome, mas isso exige um processo. Esse processo precisa estar caminhando no tempo exato, pré-determinado por Deus, caso contrário culminará em nosso fim. Além disso Deus nos coloca em determinados lugares e situações para que possamos ser por Ele provados,a fim de alcançarmos corações sábios, (Sl 66:10) refinados como a prata.
Existem algumas espécies de anuros que possuem cuidado parental, ou seja, os pais cuidam dos filhotes enquanto esses não adquirem suficiente independência para fugir de predadores e procurar seu próprio alimento (alguns guardam sua prole dentro de sua boca). Assim é Deus. Apesar de sempre estarmos recebendo influências externas que querem nos tirar do plano que Deus traçou para nossa vida, Deus tem nos guardado, nos protegido a fim de que acabemos a carreira e, principalmente, guardemos a fé. O cuidado de Deus é eterno.
A metamorfose de Deus às vezes parece dolorida, devagar demais para pessoas ansiosas como nós, e isso nos incomoda. Mas esse é o tempo e o modo de Deus, porque Ele conhece nossa estrutura (Sl 139:15-16), sabe que sucumbiríamos se mudássemos da noite para o dia, e certamente não saberíamos o que fazer com tamanha mudança.
Ao longo da metamorfose, Deus nos dá o privilégio de passar por experiências maravilhosas e profundas, que servirá de material contra as adversidades que certamente sobrevirão, quando nos encontrarmos totalmente envolvidos com Seu reino.
Mas tenho uma “má” e uma boa notícia para você. A “má” é que ao contrário da borboleta e do girino, a metamorfose de Deus jamais acaba. Enquanto estivermos nessa Terra, Deus estará nos transformando, nos moldando, nos tornando homens melhores, e mais preparados a fim de executarmos a sua obra. A boa notícia é que Deus nunca nos deixará orfãos e nem nos deixará ser tentados acima do que podemos suportar, e além de tudo estará conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Não podemos querer promessas melhores e maiores do que estas. O que nos resta ? Submetermo-nos inteiramente à Sua vontade a ao Seu senhorio. Ele sabe e quer cuidar de nós, mostrar ao mundo que a cruz de Cristo ainda produz transformação, transformação que resultará em uma vida plena na Terra e uma vida eterna no céu.
Fábio Adriano Cruvinel Machado
Valinhos, 04 de janeiro de 2007

Pela Graça sois Salvos

Paulo certamente evocou nesse texto de efésios 2 uma lição sublime sobre a graça de Deus, sobre a salvação e a incapacidade total das obras de qualquer homem como meio salvívico. Essa passagem nos conscientiza totalmente da condição deplorável em que todos nos encontramos antes de aceitarmos a Cristo, e como Ele pela sua infinita misericórdia nos resgata e nos faz assentar em lugares celestiais, para mostrar aos homens e até aos principados (3:8) a grandeza e a riqueza dessa graça.
Mas gostaria de tecer alguns comentários pessoais, mas não anti-bíblicos, sobre como a graça se apresenta para mim, do modo como me cativa.
Começo lendo Isaías 53 e me sinto o mais miserável dentre os homens, porque vejo que foi por mim que Cristo sofreu, e na mesma hora me interrogo, como posso ser insensível ao ponto de ainda cometer pecados ? Como posso olhar para o sofrimento do meu Senhor com indiferença ? Me coloco na pele do apóstolo Paulo (Rm 7) e repito as suas palavras com um aperto grande no coração, “...miserável homem que sou...o bem que quero não faço, mas o mal, esse pratico”... creio que o mesmo aperto invadiu a alma do apóstolo no momento em que era inspirado e convencido pelo Espírito Santo da sua condição deplorável de pecador.
Continuo lendo Isaías e vejo que Jesus foi moído pelas nossas transgressões, isso significa esmagado, como se o passassem por uma máquina de moer carne ou um rolo compressor. Sua carne foi vituperada, aniquilada, porém seu Espírito continuava firme, inabalável na convicta decisão de salvar a mim e a você, de nos livrar do peso e da condenação impostos pelo pecado. Contudo eu e você ainda pecamos, às vezes até voluntariamente, resultado de uma natureza manchada pelo mal, resultado de uma condição adâmica que ainda tenta nos capturar e que ainda tenta nos desviar do caminho que o Senhor nos traçou.
Todavia a graça de Deus, revelada em Cristo Jesus nos coloca em lugar de privilégio, nos torna outra vez filhos, amados e queridos de um Pai bondoso. Penso que a graça de Deus é tão sublime que nos outorga o direito de escolhermos se o queremos seguir ou não. Deus não invade, não arromba, Ele bate (Ap 3:20) e espera, pacientemente, como o Pai espera pelo filho pródigo com anel, roupas e um novilho cevado. Mesmo porque Ele não está sujeito ao tempo, Ele é o Senhor do tempo e está acima deste. Nós é que estamos sujeitos ao tempo e perdemos, quando por rebeldia "adiamos" o plano de Deus em nossas vidas.
Não é incrível pensar que o amor de Deus não está condicionado em nossas atitudes e na nossa recíproca ? É quase ilógico nesse mundo egoísta e mesquinho em que vivemos, pensar em um amor incondicional. O mundo não consegue conceber esse tipo de amor, nem sequer cogitar sua existência. Apenas os salvos conseguem crer, porque o experimentaram. Somente nós sabemos a condição da qual Cristo nos resgatou e somente nós sabemos o valor dessa tão gloriosa salvação.
O pecado nos faz morrer porque essa é sua lei, esse é o preço. Cristo nos faz viver, nos dá a paz que o mundo jamais pode nos dar. Na verdade Cristo nos ressuscita da nossa condição miserável, juntamente com Ele na sua ressurreição.
Nós não podemos fazer nada para obter a salvação, porque ela é dom de Deus, não vem de nossas obras ou méritos. Mas uma coisa podemos fazer depois de sermos salvos e aceitos como filhos, podemos e devemos-Lhe fidelidade, e quanto a isso Cristo é exigente. Ele não aceita restos, sobras ou uma parte apenas de nossa vida. Ele a quer por inteiro, sem reservas, sem vínculo com nosso passado de pecado e desgraça. Jesus pede nossa vida, simplesmente porque é dEle, Ele a comprou na cruz do calvário. Foi Ele quem pagou um alto preço por ela. Foi Ele e não eu quem foi moído, ferido e traspassado pelas minhas culpas.
Quando aceitei a Cristo como Salvador, também o aceitei como Senhor de minha vida, e se o aceitei como Senhor, imediatamente me coloquei na condição de servo, e servo denota fidelidade, porque o meu Senhor não me comprou na condição de escravo como conhecemos, mas antes, nos livrou da condição de escravos em que vivíamos e nos tornou filhos.
Aceitar a graça é aceitar o poder do sacrifício de Jesus em nossas vidas e também aceitar o seu senhorio em nós. Isso certamente requer renúncia e luta. Renúncia aos pecados e luta contra nossa vil concupiscência.
A graça está hoje disponível a mim e a você. Hoje temos em nossas mãos a escolha de aceitarmos a Cristo ou definitivamente negá-lo. Se o aceitarmos, devemos ter em mente que devemos a Ele fidelidade, completa e irrestrita. Se o negarmos devemos também ter em mente que o futuro que nos aguarda será sombrio e tenebroso, porque estaremos longe daquele que nos deu a vida. Como vê, você decide e como já disse em outro texto, essa escolha vale a eternidade, com Deus ou sem Ele. Cabe um conselho ? Decida por Cristo. Decida pela vida.
Fábio Adriano Cruvinel Machado
22/12/2006

Efeitos do Pentecoste

A intenção aqui não é criticar, nem defender o movimento pentecostal, ou alguma igreja denominada assim; a intenção aqui é apontar à luz da Palavra de Deus, o que julgo ser um povo movido pelo poder pentecostal e a repercussão desta experiência ao mundo.
Por motivos óbvios vou estar utilizando textos de Atos, apoiados, é claro, pela interpretação de toda a Bíblia.
Não há como negar que o que aconteceu aos apóstolos no dia do pentecoste foi uma experiência sem igual, que jamais houve, e nunca mais haverá, simplesmente porque naquela ocasião o Espírito Santo de Deus foi enviado a este mundo como consolador e ensinador (Jo 14:26).
Além de consolador e revelador das verdades de Deus, uma outra consequência prática após a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, foi a ousadia e intrepidez com que anunciavam a Jesus, sua obra salvívica, morte e ressurreição. A ousadia deles era tamanha que mesmo após prisões e açoites (At 5:40), sentiam-se felizes e agraciados por terem sido achados dignos de padecerem pelo nome de Cristo e continuavam a pregar, ensinar e anunciar a Jesus.
É importante nesse ponto notar que o centro da mensagem dos apóstolos sempre foi Jesus, sua crucificação e ressurreição. Os sinais e milagres apenas acompanhavam a exposição da Palavra, para testemunho e confirmação do que estava sendo exposto, para uma geração incrédula. Nunca vamos ver Pedro e os demais apóstolos fazendo dos sinais e milagres tema principal de sua pregação e recebendo glória por eles (At 4:29-31).
É interessante ver como hoje muitos pregadores fazem da cura, manifestações de poder, sinais e prodígios, carro-chefe de seus sermões e igrejas, como se essas coisas fossem trazer santidade ao povo e se esquecem de que Jesus deve ser sempre o tema principal de nossa vida.
Não dá para aceitar um avivamento, seja esse individual ou coletivo, seja como você quiser crer, sem que haja um desejo quase incontrolável por transmitir a mensagem do evangelho. Não dá para crer em avivamento no domingo, quando no restante da semana nada ou muito pouco mudou na vida das pessoas.
Outra característica produzida na igreja primitiva após o dia do pentecoste foi a união entre os irmãos (AT 2:44-47). O amor uns pelos outros foi tão grande que alguns por livre e espontânea vontade, vendiam suas propriedades e depositavam o dinheiro da venda aos pés dos apóstolos para repartir a quem tivesse necessidade. Essa abnegação aos bens materiais era tanta, que chegavam ao ponto de dizerem que nada do que possuíam eram seus, senão que eram de todos (4:32), e o mais surpreendente é que entre eles não havia nenhum necessitado (v. 34).
O Espírito Santo de Deus derramado na vida de uma pessoa como foi no dia de pentecoste, tráz junto a ele o fruto do Espírito (Gal 5:22), de modo que o mundo veja e reconheça o verdadeiro filho de Deus (Jo 14:35).
Infelizmente, igrejas que dizem ter sofrido um avivamento, ou que buscam constantemente um “renovo espiritual” de uma forma coletiva, se esquecem que subsequente a esse derramamento de poder deve haver fruto: fruto do Espírito. Avivamento não é barulho, nem tampouco um enchimento mesquinho e egoísta, onde cada vez mais se busca poder, poder e no final não se sabe o que fazer com tanto “poder”. Avivamento é prática de vida cristã, é amor, bondade, longanimidade, mansidão, domínio próprio, paz, gozo, fé, benignidade, e contra essas coisas não há lei.
É claro que todas essas virtudes fazem parte da santificação do crente que deve ser constante e progressiva, mas mesmo assim não estamos vendo muita gente hoje em dia pregando sobre isso, simplesmente porque isso não atrai multidões, não dá ibope.
Não dá para acreditar em um avivamento onde o egoísmo, o individualismo e a paixão pelas coisas materiais anule o amor e a comunhão entre as pessoas. Onde a preocupação com as coisas desse mundo nos tape os olhos de modo que deixemos de ver o irmão ao nosso lado que passa por necessidades.
Uma outra consequência na vida de uma pessoa marcada pelo Espírito Santo de Deus, é que essa pessoa vai ser perseguida. Não só vemos isso na vida dos apóstolos de uma forma prática, como também lemos nas Palavras de Jesus, que já havia predito que isso aconteceria (Jo 15:19, At 5:17-18).
Se você está oferecendo através de suas mensagens apenas o que o mundo quer ouvir e não aquilo de que ele necessita, e dessa forma atraindo multidões que na verdade são movidas apenas por desejos egoístas, cuidado. A história da igreja sempre foi marcada por perseguições, as mais diversas possíveis. Quem um dia propôs em seu coração falar das verdades de Deus, sem meios-termos, sempre foi visto com olhos indiferentes pela maioria. Portanto se a sua mensagem mais agrada que provoca mudança, é melhor que reveja seus conceitos, pode ser que esteja dando aquilo que a multidão quer ouvir e não o que ela precisa ouvir.
Não dá para acreditar em avivamento na vida de um pastor ou ministro do evangelho que não aceita passar por perseguição, que não aceita tribulação na sua vida, que exige hotel 5 estrelas e pagamento para pregar, e o pior, ensinam o povo que essas coisas devem acompanhar e são sinais de uma vida vitoriosa em Deus (Fil 4:10-13).
Se queremos um avivamento pentecostal em nossas vidas ou se acreditamos pertencer a algum desses, precisamos entender e aceitar as consequências que deverão vir em função desse avivamento. Esse avivamento chega quando você se entrega a Cristo e morre para o mundo. O mesmo poder que desceu sobre os apóstolos no dia do pentecoste vem sobre você, e esse poder se chama Espírito Santo de Deus. No exato momento de sua entrega você se torna morada de Deus na pessoa do Espírito Santo. Mas lembre-se que viver para Cristo exige renúncia, despojar-se de si mesmo e carregar cada dia a sua cruz. Preciso informar-lhe que você não vai carregar vitórias e conquistas todos os dias, você não vai andar sobre as águas e muito menos o mar vai se abrir para você todos os dias, mas uma coisa eu garanto e é certa, você terá que carregar sua cruz todos os dias. Mas não importa o que aconteça, Jesus prometeu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. E essa promessa deve nos bastar para que sejamos crentes fiéis, verdadeiros discípulos daquele que nos alistou para a grande batalha.
Você quer um avivamento pentecostal na sua vida ? Ótimo, eu também quero. Pode até ser que um dia Deus lhe use para curar um enfermo ou operar algum sinal, como fez com os apóstolos, mas com certeza isso será em decorrência da sua vida abnegada a levar outras vidas para Cristo. Deus não cura por curar. Deus quer vidas, vidas comprometidas com a sua Palavra e entregues sem reserva aos seus cuidados.
Fábio Adriano Cruvinel Machado
Valinhos, 01 de abril de 2006

A Fé de Pedro

Fiquei maravilhado quando descobri a beleza, muitas vezes oculta pela nossa tradição, do texto que se encontra em Mt 14:22-36, que é também descrito por Mc em 6:35, que diz respeito ao evento onde Jesus anda sobre as águas. Na verdade não foi uma “descoberta”, mas fruto de uma aula de novo testamento do Prof. Natanel (FTBC).
O que sempre somos encorajados a crer, é que Pedro afunda depois que sua fé vacila, ou seja, se a nossa fé for suficiente podemos até andar sobre as águas. E a lição termina aí. Existe até uma música que nos incentiva a isso.
O contexto nos mostra que Jesus vinha tentando fazer com que seus discípulos aprendessem uma lição. Ao multiplicar os 5 pães e 2 peixes no capítulo anterior, podemos notar sem muita dificuldade que Jesus força aquela situação, exatamente porque queria ensinar algo valioso, algo de que os discípulos ainda não haviam tomado conhecimento. Ele diz no verso 16, daí-lhes vós de comer.
Jesus sabia que isso era impossível naquele momento para seus discípulos, e aí está a lição, se era impossível aos homens, era possível para Deus. A lição era: Escutem, Eu sou Deus, o Deus encarnado, o Deus que se fez homem, o Cristo prometido por Deus e predito pelos profetas.
É claro que podemos tirar outras lições desse texto, sem força-lo, como por exemplo, a ajuda aos necessitados, a preocupação com o lado social, e o cuidado de Deus com nossas necessidades básicas, mas o cerne do ensino é: Jesus é Deus, e os discípulos ainda não haviam reconhecido essa verdade.
No evento que se segue no verso 22, Jesus impele os discípulos para que entrem no barco e atravessem para a outra banda do mar. Outra vez Jesus força uma situação, para mais uma vez mostrar quem ele era, pois esse aprendizado seria imprescindível em suas vidas.
Jesus vem ao encontro deles caminhando sobre as águas violentas do mar, os discípulos se assustam, pensam se tratar de um fantasma e Jesus lhes diz, não temam, Sou Eu.
A primeira reação dos discípulos deveria ser de alegria e paz pois Jesus já havia provado a eles ter poder sobre as forças naturais, conforme lemos em Mc 4:35, mas ao contrário, a reação de Pedro foi de incredulidade e petulância. Incredulidade por não crer que se tratava de Jesus e petulância por achar que ele podia andar sobre as águas, fazer algo que somente Deus pode fazer.
Pedro não começou a afundar porque sua fé vacilou, ele começou a afundar porque não era Deus, porque só Deus anda sobre as águas.
Que proveito haveria no ensinamento de Jesus, para que Pedro flutuasse sem o auxílio de nenhum paramento ? De que ele poderia fazer qualquer coisa se tivesse fé do tamanho de um grão de mostarda ? Certamente isso é um exagero de linguagem e Deus não quer que saiamos por aí removendo montes dos seus lugares.
Será que a lição seria, posso todas as coisa naquele que me fortaleçe ? Já sabemos que o contexto impede qualquer interpretação nesse sentido.
Então qual a lição a ser aprendida ? É simples, Pedro tu não és Deus, Jesus é Deus e a sua graça nos basta.
Pedro, você não precisa andar sobre as águas para ter certeza que Jesus é Deus e que ele é suficiente. Não basta o que ele fez por nós na cruz do calvário ?
Fábio, você não precisa ver algo sobrenatural todos os dias acontecendo para provar que Deus é Deus. Paulo ouviu isso de Jesus, a minha graça te basta. Deus se subsiste e não precisa provar nada a ninguém.
A falha da fé de Pedro, a que Jesus se referiu, não estava na incapacidade de andar sobre as águas, mas estava na incapacidade de crer que ele era Deus, que Ele e somente Ele tinha e tem poder sobre as forças naturais, e a única atitude que Ele espera que tenhamos é a de crer que Ele é suficiente, para a nossa salvação, para a nossa segurança, porque todas as coisas cooperam para o bem.
É difícil não atentarmos para o sobrenatural, ele salta aos nossos olhos quando olhamos para o texto. Mas Deus tem algo muito mais precioso para nos ensinar. Ele quer que aprendamos a depender dele apesar das adversidades. Deus tem que ser Deus nas nossas vidas tanto na fome como na abundância, tanto na doença quanto na saúde, tanto na paz como na guerra. Podemos todas as coisas naquele que nos fortaleçe.
Ele é Senhor de nossa vida, e um servo não questiona o que faz o seu Senhor, apenas obedeçe.
Tenhamos a fé de Pedro, não a fé que ele não teve na ocasião do mar, mas a fé que ele teve quando finalmente entendeu a lição e declarou: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo !
Fábio Adriano Cruvinel Machado
13/09/2006

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Enfim, Natal !

Existem incontáveis textos escritos sobre o natal e eu não gostaria de chover no molhado. Gostaria de escrever algo que no mínimo pudesse gerar reflexão, já que escrever algo novo seria pretensão demais.
Analisando o texto de Mt 2, encontramos nos versos 4-6 a passagem que Herodes manda chamar os principais sacerdotes e escribas e os questiona sobre onde o Messias deveria nascer, e eles, sem titubear como quem tem domínio e conhecimento do assunto lhe diz que em Belém da Judéia e para confirmar citam o profeta Miquéias. Interessante verificar que a “elite” religiosa de Israel sabia perfeitamente sobre a vinda do Messias e onde ele haveria de nascer, mas infelizmente não souberam reconhecê-lo quando já estava em seu meio. Conheciam a profecia de Miquéias mas não conheciam a profecia de Isaías que desenha tão perfeitamente Jesus como servo sofredor e sua obra (Is 52:13 à 53:12).
Mateus também reconhece a figura do Messias em outro profeta, desta vez Oséias 11:1 diz “...do Egito chamei meu Filho...”. Era o verbo se fazendo carne e habitando entre nós, o verbo predito pelos profetas, agora simplesmente um bebê, carente dos cuidados e da proteção de simples seres humanos, como José e Maria, mas especiais porque foram escolhidos por Deus para essa missão tão sublime.
Herodes percebe que havia sido enganado pelos magos, que voltaram por outro caminho, e, furioso, manda matar todos os meninos com menos de dois anos e novamente Mateus se recorda, agora de Jeremias 31:15 “...em Ramá se ouve uma voz, lamentação, choro amargo...”. Como se vê, a vinda de Jesus deveria ser inconfundível para homens como os escribas, cuja função era de interpretar as escrituras e mais particularmente a Lei mosaica, para tirar dela as regras de comportamento da vida judaica, todavia seus corações estavam endurecidos como vemos em Mt13:14 que faz alusão à Is 6:9. Não que Deus ouvesse endurecido seus corações de uma forma proposital e mesquinha, mas eles mesmos provocaram essa situação, por pura incredulidade, preconceito e porque não falar, por um certo comodismo que gozavam pela influência que tinham entre os romanos.
O certo é que a religião como um todo estava corrompida. O templo que antes era habitação do Deus altíssimo havia sido violado e blasfemado pela corrupção sacerdotal, pela exploração aos órfãos e viúvas, e agora quem dominava lá era o próprio diabo, e para provar que isso era verdade, quando tentou a Jesus levou-o até o pináculo do templo, que ironia não ? E Jesus mostra mais uma vez isso quando em Lc 11 expulsa os cambistas que vendiam pombas aos olhos dos sacerdotes e escribas, (acaso as pombas eram as ofertas para o sacrifício dos pobres ? Lembre-se que os ricos levavam cordeiros)e com isso Ele os leva a conhecer que a era do sacrifício acabou, agora eles podiam pedir diretamente ao Pai para que lhes perdoassem os pecados (Lc 11:25). Era Jesus quebrando uma tradição e iniciando uma revolução, a revolução da graça.
Tudo isso foi apenas para dizer que a pessoa de Jesus era inegável, inquestionável e irrefutável.
Todavia, ainda hoje pessoas o negam, rejeitam sua palavra e refutam seus ensinamentos. Os escribas tinha os profetas e a presença do Messias em seu meio, hoje temos os profetas, a história, os evangelhos e a presença do Espírito Santo em nosso meio, mas mesmo assim as pessoas o rejeitam como Deus que é, mas também o rejeitam como Cristo, que morreu para que fôssemos perdoados.
Citei acima algumas das possíveis desculpas que os escribas puderam ter usado ao rejeitar Jesus e hoje as desculpas se avolumam, mas a verdade é uma só, seguir a Jesus exige antes de tudo renúncia e é exatamente esse o ponto que pega. Poucos estão dispostos a renunciar, por pequena que seja, poucos querem ceder.
Jesus como Deus poderia muito bem escolher quem Ele gostaria de levar para o céu, mas a sua graça é tão infinita, tão insondável, que Ele nos dá esse privilégio, de podermos escolher se o queremos ou não, se o aceitamos ou o ignoramos. Como vê, a escolha está em nossas mãos e essa escolha certamente custará uma eternidade.
Estamos comemorando mais um natal, data tão confundida com superficialidades materiais e promessas vagas e mentirosas, data onde o monstro chamado capitalismo se regozija diante de tanto consumismo.
Como disse no início deste texto, quero levá-lo a uma profunda reflexão, e se pelo menos isso conseguir já me dou por satisfeito. Será que não temos sido como os escribas e fariseus do tempo de Jesus ? Será que temos realmente dado ao Senhor o lugar que lhe é devido, o primeiro lugar ? Será que temos sabido identificar a Jesus realmente pelo que Ele é e não somente pelo que Ele faz ? Tenho visto muitos carros com adesivos com os dizeres: Deus é fiel ! Geralmente esses carros são bem novos e modernos, e sempre que vejo comento com minha esposa, será que se ele tivesse andando em um fusca (falo isso porque tenho um fusca) ele colocaria o mesmo adesivo no vidro ? Receio que não, pelo menos não a maioria. Isso porque hoje em dia as pessoas confundem prosperidade material com benção, dinheiro com unção, nível social elevado com uma vida abençoada por Deus, e o contrário também é verdade. Fica fácil dizer que Deus é fiel na saúde, com carro novo, com casa grande e confortável. Será que Deus poderia falar a nosso respeito o que falou de Jó ao diabo ? “- ...Pois bem, tudo o que ele possui está em teu poder...”(Jó 1:12), e será que ainda assim falaríamos como falou o servo de Iahweh, Jó ? “- ...Nú sai do ventre de minha mãe e nú voltarei para lá. Iahweh o deu, Iahweh o tirou, bendito seja o nome de Iahweh” (Jó 1:21). É fácil ? Óbvio que não. Mas precisamos chegar lá ? Claro que sim.
Natal. Festa, luzes, música, comida, alegria, amigos. E não pode ser diferente, porque comemoramos o nascimento daquele que veio para nos dar vida, e vida com abundância. E Deus quer que nos alegremos nessa data tão significativa para os cristãos. Mas Deus quer também que hoje, nesta data, reflitamos. Que sejamos sinceros e ponderemos sobre qual o verdadeiro motivo de carregarmos o nome de cristãos. Status, “bençãos” materiais, saúde, um círculo de amizades ? Jesus “quer saber” se estamos dispostos a carregar nossa cruz como verdadeiros discípulos e seguí-lo, ou se vamos ficar só de longe observando a Sua crucificação. Há um cântico que me comove bastante e que diz exatamente a posição que temos de tomar: “Deus precisa somente de um pouco de homens bons, homens que trabalhem sem aplausos, que promovam a defesa da fé, protegendo o que é puro. Um homem cujo amor é forte e gentil e cuja palavra é verdade. Deus não precisa de um orador, que sabe somente o que dizer. Ele não precisa de um exército para garantir a vitória, Ele só precisa de um pouco de homens bons. Ele chama o miserável e quebrantado, cuja vida tem sido transformada. Ele chama aquele que tem a força de estar de pé diante da verdade. A fila de alistamento está aberta e Ele quer que você venha. Homens cheios de compaixão, que riem, amam e choram, homens que visualizam a eternidade e não tenham medo da morte, homens que lutem pela liberdade e pela honra sempre que preciso. Deus só precisa de um pouco de homens bons”.
Que possamos estar nessa lista. Deus nos quer nessa lista. Que o verdadeiro natal nasça em seu coração nesta noite de paz, nesta noite de amor. Que o Cristo, verdadeiramente se faça real em nossa vida. Feliz Natal !!!


AA: FÁBIO ADRIANO CRUVINEL MACHADO.
VALINHOS, 07 DE DEZEMBRO DE 2006.