sábado, 19 de julho de 2008

Mais um Jonas

Na ânsia de fugir de Ti, de minha tão sublime missão,
infeliz, quase me esqueci, que profeta Teu nunca diz não
Mesmo pagãos provaram ter mais fé, no Deus dono do mar.
Me jogaram mas com muito receio, do Deus poderoso magoar.

Senti os braços da morte, do grande abismo a me tragar
Lembrei que existe um Deus que o pecador quer perdoar
O peixe mandado por Ti, não foi mal, foi salvação,
E de suas entranhas orei, salvo pelo poder de Tuas mãos

Como da primeira vez, Tua voz ecoa no céu
Vai meu profeta, fala ao povo pagão, vai cumprir o seu papel
Desta vez não recuei, e disse tudo que Deus mandou
Mesmo que dentro de mim, era a tristeza, amargura e rancor

Quando um povo se arrepende, Deus salva, perdoa e esquece
Mas um profeta sem amor, cercado de ódio enfraquece
Não lembra que a misericórdia, não é privilégio do crente
Mas se estende a todo mundo, profetas, bichos e gente.

Quantas vezes sem razão, como um Jonas, sem amor
Desprezei a meu irmão, ofendi, causei-lhe dor
Me achava mesmo o bom, independente, superior
Mas não sabia que eu era, cego, nú e pecador

Depois de muito sofrer, aprendi com meu Jesus
Que sua graça alcançou a mim, e ao mundo mostra Sua luz
Não quero ser mais um Jonas, que seu ofício desprezou
Quero levar a mensagem, de Jesus mostrar o amor.


Fábio Adriano Cruvinel Machado
Valinhos, 19 de julho de 2008.

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