terça-feira, 20 de abril de 2010

A Oração é a Chave da Vitória

Mateus 6:5-8 “E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes.”

Na semana passada quando estávamos explanando a Palavra de Deus, eu citei uma biografia que estou lendo de um homem que se chamava João Hyde, que era conhecido como o homem que orava. Confesso que enquanto leio aquele livro vejo o quão distante estou da vida de oração que aquele homem levava, e, confesso que talvez nunca chegue ao seu patamar. Talvez porque para ele a oração fosse quase um dom, o dom de interceder pelos pecadores e pela igreja de Deus.

Mas não precisamos ir tão longe assim. Talvez você conheça alguém que tenha uma vida devota ao Senhor de tal forma que gaste horas por dia em oração, em profunda intercessão, e, caso você conheça alguém assim, eu o convido a conversar com essa pessoa sobre as suas experiências com Deus através da oração. Você verá que essa pessoa tem algo a mais em seu modo de falar, em seu modo de agir e em sua maneira de refletir sobre a vida. A oração nos dá essa capacidade. A capacidade de ver além das circunstâncias aparentes; a capacidade de sentir e de enxergar o mundo, as pessoas, as situações, como Jesus enxergaria, obviamente que de uma maneira reduzida.

Um exemplo que já contei aqui ocorreu com Spurgeon, um exímio pregador da Palavra de Deus e um profeta de seu tempo. Um dia, quando alguns alunos de uma universidade foram conhecer a igreja onde Spurgeon era pastor, questionaram sobre a forma como ele pregava e como a sua Palavra impactava as pessoas para uma mudança real de vida. Spurgeon, então, convidou-os a ir conhecer o segredo de sua mensagem, que era o sistema de aquecimento da sua igreja. Como eles estavam em um dia quente de verão, aqueles alunos não entenderam o que significava aquele sistema, mas acompanharam Spurgeon. Então entraram em uma sala onde havia inúmeras pessoas de joelhos intercedendo por aquele culto que iria começar em poucos instantes. Spurgeon então explicou: esse é o segredo do resultado de minhas pregações.

NÃO HÁ VITÓRIA SEM CRUZ

Mateus 16:24-25 “Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.

Mateus 27:39-42 “Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és filho de Deus, e desce da cruz!
De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo diziam: Salvou aos outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele.

Esta semana de acordo com o calendário cristão, relembramos os últimos dias de Jesus aqui na Terra. Os dias que antecederam a sua morte, o dia da sua morte, sexta-feira, e o dia da sua ressurreição, o primeiro dia da semana, ou seja, hoje. Estes dias são dias especiais de comemoração para o povo que se chama pelo nome de cristão, e não poderia ser diferente, porque foram nestes dias que Jesus encerrou a sua obra terrena e salvadora. Foram nestes dias que Deus cumpriu seu plano de redenção da humanidade, o que para nós foi a melhor e maior coisa que Deus já realizou, visto que foi a morte e ressurreição de Jesus que nos tirou das garras do pecado e nos reconciliou de novo com Deus.

Esta semana e especialmente na sexta-feira e hoje no domingo, cristão do mundo inteiro fazem algum tipo de comemoração para relembrar este evento. Em Israel, os cristãos, católicos romanos, católicos ortodoxos e protestantes, percorrem a via dolorosa realizando o mesmo caminho realizado por Jesus. Alguns, tentando repetir ao pé da letra os passos de Jesus, carregam uma cruz pesada sobre os ombros como forma de tentar sentir um pouco da dor que Jesus sentiu, ignorando o fato de que a dor sentida por Jesus, homem nenhum jamais sentiu e nem sentirá, visto que foi a dor de Deus, se rebaixando à condição humana, carregando sobre si o pecado de toda a humanidade. Por isso que mesmo que alguém percorra o caminho da via cruxis, seja até crucificado e morra agonizando na cruz, a dor que Jesus sofreu ainda é inigualável e sobre humana.