sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ecopedagogia - O avesso do avesso

Estou lendo alguns livros sobre educação ambiental, ecopedagogia e sustentabilidade. São assuntos urgentes e que precisam ser discutidos. Em praticamente todos os livros há um assunto em comum abordado pelos autores, a mudança de paradigma e conceitualização do nosso modo de ver e entender uma vida sustentável. Para a maioria deles, a sustentabilidade somente poderá ser alcançada quando as pessoas interiorizarem a necessidade de uma vida equilibrada, não dada ao consumismo e à produção desenfreada que destrói os recursos naturais que são finitos. Essa interiorização e conscientização por sua vez somente se dará quando as pessoas deixarem seu modo egoísta de viver e começarem a pensar de forma planetária com vistas ao próximo e às suas necessidades. Uma outra questão levantada é que para alcançar esse nível de comprometimento por parte das pessoas, elas terão de abrir mão dos conceitos judaico-cristãos que, segundo eles, impuseram um sentimento de superioridade entre gêneros (masculino sobre o feminino) e criaram uma hierarquização do homem sobre a natureza, chegando ao nível de destruição que vemos hoje.

Aqui começam os meus questionamentos a respeito dessa visão. Em primeiro lugar, entendo como utopia a idéia de que os homens deixarão suas vidas egoístas em pról das necessidades do próximo. Por que a Bíblia diz isso? Não somente, mas principalmente pela prática que vemos todos os dias. Temos a tendência de pensar somente em modo macro, mas eu gostaria de dar alguns exemplos micro que demonstram que a tendência da humanidade é se tornar cada vez mais egoísta e não o contrário. A meu ver o egoísmo começa nas pequenas coisas. Quando eu não dou passagem para alguém no trânsito, interiormente estou julgando que os meus afazeres são mais urgentes que o do outro. Quando eu desrespeito a lei que diz que eu não posso beber e dirigir, alegando que ninguém manda em minha vida, arriscando-me a matar uma outra pessoa e deixar uma família desamparada; quando eu faço isso só porque tenho dinheiro para pagar um bom advogado e por saber que a impunidade reina em nosso país (só para os ricos), estou pouco me importando com o respeito e a solidariedade. Na verdade estou deixando claro que a vida da outra pessoa não vale nada para mim. Por isso que a utopia do bem comum e da solidariedade planetária com vistas a uma vida sustentável ficam sem respaldo prático. O que vemos na verdade é uma teoria cheia de flores, mas com poucas chances de aplicação prática.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sinais do Reino

Mateus 11:1-6 “E ACONTECEU que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles. E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, a dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim.”

Somos a geração mais bem informada de todos os tempos. A internet nos dá informação em tempo real sobre qualquer assunto em qualquer parte do mundo. Assuntos bons, úteis, relevantes, e muitos assuntos inúteis, mentirosos e que desconstroem nossa cultura. Achamos de tudo no mundo virtual, inclusive discussões animadas entre membros de igrejas, pastores, líderes, tentando provar quem está com a razão. Se tem uma coisa que a gente tem certeza quando faz teologia é que ninguém está com a razão e ninguém tem a verdade absoluta. Somente a Bíblia tem a razão, somente ela tem a verdade absoluta. Cabe a nós, com a ajuda do Espírito Santo de Deus encontrar essa verdade em seus ensinos.

Mas há discussão sobre todo assunto. Na área da escatologia, se discute, por exemplo, quem é pré-milenista, pós-milenista ou amilenista. Ainda tem aqueles que são pré-tribulacionistas, pós e atribulacionistas. E todos eles têm textos bíblicos que comprovam a sua teologia das últimas coisas. Eu na verdade sou pré-tribulacionista e pré-milenista, talvez mais por conveniência do que propriamente por convicção. Não quero passar pela grande tribulação e acho que o arrebatamento acontece antes do milênio. Mas essa é a minha opinião e não precisa ser a sua.

Há ainda aqueles que discutem a respeito do ser arminiano ou calvinista. E você pode encontrar um número sem fim de discussões a esse respeito. Eu na verdade não sou nem um, nem outro. Há pontos que concordo com o calvinismo e há outros que concordo com o arminianismo. A razão é simples, você não vai encontrar esses termos na Bíblia, exatamente porque eles são simples interpretações de homens sérios, diga-se de passagem, na busca de solucionarem suas mais profundas inquietações.

E a discussão vai por esse caminho. Os fundamentalistas dizem que somos muito liberais. Nós os tradicionais dizemos que os pentecostais interpretam os dons de forma anti-bíblica. Os pentecostais combatem os neo-pentecostais, e estes falam mal de todo o resto.

Mas por que estou trazendo essas percepções? Porque eu acho que perdemos muito tempo discutindo assuntos que trazem pouca ou nenhuma contribuição para o reino de Deus.

Quando olhamos para as Escrituras buscando entender a mensagem de Jesus, que creio eu todos os cristãos concordam com isso, revolucionou a vida dos homens e a história da humanidade, vemos outro tipo de discussão em pauta, não de convicção religiosa, mas de mudança de vida em todos os aspectos da existência humana. E por isso, entendo ser esse o cerne do evangelho que deveríamos pregar, mudança de vida para o ser humano. E essa mudança em todos os sentidos da vida deveria ser entendida como sinais de um reino que já está entre nós.

Já falei aqui há algumas semanas que o reino de Deus deve ser entendido por dois prismas diferentes, mas não excludentes. O primeiro que Jesus fala, é o significado presente do reino. Arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus. O reino já está porque foi inaugurado por Jesus. Já está operante e podemos sentir os sinais desse reino entre nós. Mas o segundo prisma é escatológico, futurístico. É a implantação desse reino em toda a sua plenitude sob o governo de Deus. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus. Dá a idéia de futuro, algo que ainda está por acontecer.

Mas já que o futuro pertence a Deus e na verdade não é de muita utilidade ficar conjecturando sobre o que ainda está por vir, precisamos nos ater no reino presente, aquele que está entre nós e que precisa ser vivido por nós, não apenas pregado, mas vivido.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Edição Zica (Ezequiel) revista e corrigida....

com algumas adaptações....

"Porque ainda que a mangueira não floresça, que o cajueiro não dê o seu fruto, que não haja coco no coqueiro; ainda que os "miseravi" surrupie minhas galinhas, e no curral não tenha vaca; ainda assim eu vou ficar feliz da vida com meu Deus, porque Ele me salvou..."

Habacuque 3:17-18