sábado, 23 de novembro de 2013

SE NÃO EDIFICA DESTRÓI

"Tudo é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo é permitido", mas nem tudo edificaNinguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros. Comam de tudo o que se vende no mercado, sem fazer perguntas por causa da consciência, pois "do Senhor é a terra e tudo o que nela existe". Se algum descrente o convidar para uma refeição e você quiser ir, coma de tudo o que lhe for apresentado, sem nada perguntar por causa da consciência. Mas se alguém lhe disser: "Isto foi oferecido em sacrifício", não coma, tanto por causa da pessoa que o comentou, como da consciência,
isto é, da consciência do outro e não da sua própria. Pois, por que minha liberdade deve ser julgada pela consciência dos outros? 1 Coríntios 10:23-29

Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca deles, peca contra CristoPortanto, se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar. 1 Coríntios 8:12-13


Paulo é bastante liberal ao descrever o modo como podemos viver nossa vida. Ele declara abertamente: podemos tudo. Nada mais é proibido porque não vivemos mais debaixo da lei mas debaixo da graça, e uma das características da graça é viver livre, liberto e em liberdade.Contudo, Paulo diz que não convém fazer algumas coisas. Por que? Por causa da consciência, não minha, mas do outro. É com o que o outro vai pensar e achar que eu devo me preocupar.

Eu sei que a opinião popular diz: viva a sua vida não importando com o que o outro vai pensar a respeito porque você não deve satisfação a ninguém; mas não é assim que Paulo pensava. Para ele era importante o modo como nos comportamos diante das pessoas para que elas não se ofendam pelos nossos atos.

E apesar dos dois textos fazerem referência a questões específicas que estavam acontecendo na comunidade de Corinto, podemos extrair o princípio deste texto que é: tudo aquilo que faço que ofende meu próximo, devo evitar.

Posso pensar em muitas coisas que, para não ofender ninguém, devo evitar, mas vou me ater em uma especificamente: como propagador das verdades do evangelho, devo evitar opiniões particulares que interessam só a mim e que se forem ditas não edificarão a ninguém, pelo contrário, trarão apenas discussões vãs e infrutíferas causando mal estar e falatórios desnecessários.
Não é o que muita gente pensa, porque é exatamente por estas opiniões particulares que blogs "bombam" de visitas, igrejas ficam lotadas a cada semana para ouvir a mensagem que muitas vezes surpreende mais do que edifica, líderes se tornam celebridades por dizerem sempre algo que choca mais do que consola.
A Bíblia não foi feita pra encher blogs ou igrejas e nem foi escrita pra surpreender ou chocar, a Bíblia foi escrita para discernir intenções e pensamentos a fim de que o ser humano possa se humanizar e se render ao seu Criador.
Por isso mais do que "causar" aquele que se mete a falar do evangelho deve pensar e repensar cada palavra que sai da sua boca ou dos teclados do seu computador e se perguntar: Isso edifica? Estou construindo alguma coisa ou apenas colocando mais dúvidas nas pessoas?
Porque o que menos precisamos em nosso tempo é de mais dúvidas. Elas estão saindo pelos ladrões, visto que ninguém tem mais certeza de nada.
As pessoas precisam de certezas, e a Bíblia as têm.
Portanto, se nos ativéssemos em pregar somente a Bíblia sem querer reinventar a roda a cada "domingo" já seria um bom começo.
A pergunta que deve ser feita é: Aquilo que torno público é construtivo? As páginas e posts do Facebook que acesso são neutras ou vão colaborar para que mais pessoas se rendam a Jesus? As dúvidas que tenho a respeito da Bíblia, se forem expostas, vão contribuir para o crescimento espiritual das pessoas? Se a resposta a alguma destas perguntas for não, então Paulo diz que devo evitar.
Porque tenha certeza de uma coisa: tudo que não constrói, destrói.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

IGREJA SEM DEUS?


Julgo-me e julgam-me liberal.
Já abri mão de muita coisa. Coisas que a religião impregnou o cristianismo mas que não têm nada de cristão.
Abri mão do tipo de batismo. Pra mim pode ser por imersão, aspersão. afusão ou na falta umas gotinhas de saliva. O batismo não existe por causa de Deus mas por causa do homem; é um sinal para o homem e não para Deus.
Abri mão da ceia. Pode ser pão e suco de uva ou vinho, almoço ou café da manhã, porque a ceia também foi feita para o homem e não para Deus. Era capaz de esquecermos o que Jesus fez se não fosse a celebração da ceia que é imperativa: Lembrai de mim!
Abri mão do tipo de culto, do tipo de comunidade e de como podemos nos reunir como irmãos para falar de Jesus e celebrar comunhão.
Mas existe uma frase que eu já repeti inúmeras vezes porque acredito nela e porque a entendo como fundamental: Existem algumas coisas que o cristianismo jamais poderá abrir mão.
O vídeo acima mostra mais uma novidade. Parece igreja, tem jeito de igreja, se expressa como igreja e até se coleta contribuições como as igrejas, mas não é igreja, pelo menos não no sentido que a palavra se consolidou entre nós.
É óbvio que o idealizador quis se aproveitar do êxodo das igrejas, que está acontecendo sobretudo na Europa, para criar esta nova moda, do contrário, porque então manteria estas reuniões com o "jeitão" das igrejas tradicionais?
Não se fala em Deus e obviamente muito menos de Jesus.
Pode ser qualquer coisa: associação, reunião, assembléia, ordem, mas igreja não é.
Você que é sabichão vai me dizer que o termo igreja não foi criado pelos seguidores de Cristo, que era usado antigamente para se referir às reuniões solenes que aconteciam nas cidades (polis) e que portanto, pode ser usado por qualquer um.
Aí eu lhe digo. As palavras não são dinâmicas? São e, portanto, hoje em dia ninguém mais usa a palavra igreja para se referir a uma assembléia de moradores de bairro. O termo mudou e é utilizado quase tão somente no sentido religioso cristão.
Então eu repito, isso não é igreja e disso nós não podemos abrir mão.
A ideia mais embrionária de igreja está em Mateus 18:20 "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
Portanto, se não fala de Deus nem de Jesus como pode ser igreja?
Igreja sem religião eu concordo e até defendo esta ideia, mas igreja sem Deus não dá.
Pode ter boa intenção, pode até melhorar a vida social destas pessoas, porque afinal de contas qualquer ajuntamento social promovido com o intuito de fomentar integração faz bem e é saudável. Mas cultivar a bondade das pessoas, sem Deus também não dá.
Não dá porque o ser humano é mau naturalmente. Não há nada intrinsecamente bom dentro do ser humano que possa ser cultivado e que gere bondade nata se Deus não for o promotor dessa bondade.
E por que não podemos abrir mão disso? Porque a Palavra de Deus o diz.
Isto mostra como as pessoas estão carentes para de alguma forma se reunirem em comunidade e imputarem algum sentido à vida longe do materialismo e da loucura dos nossos dias, mas não estão interessadas em Deus. E esta falta de interesse pode ser por vários motivos, mas creio eu que é, sobretudo, pela descrença nas instituições que dizem possuir a verdade acerca de Deus e de Jesus.
Estou orando para que estas pessoas possam encontrar Deus, sem precisar abraçar alternativas onde Deus certamente não está.
Por que escrevi sobre isso?
Porque li em algum lugar alguém comentando sobre este vídeo com um quê de aprovação, como sendo talvez uma alternativa cristã de ser igreja.
Desculpe-me, mas não posso abrir mão de que só é igreja se Jesus estiver no centro, mesmo que sejam apenas dois reunidos em nome dele.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

ANTICRISTOS DA ATUALIDADE

"Filhinhos, esta é a última hora; e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora. 1 João 2:18...mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. 1 João 4:3"
De acordo com a Bíblia, anticristo é aquele que nega que Jesus veio em carne, ou seja, como um ser humano com sua parte humana como qualquer outro, ou que Ele é o Cristo. O contrário destas duas negativas é fundamental para se afirmar como sendo cristão. Para ser cristão, entre outras coisas, há que se afirmar que Jesus se encarnou e que Ele é o Cristo.
Mas o uso da palavra anticristo tem sofrido algumas modificações no decorrer do tempo. Hoje, sobretudo em nossa cultura, esta palavra é atribuída àqueles que são contrários aos ensinamentos de Jesus, mas principalmente ela caracteriza aqueles que são contra os seguidores de Jesus por discordarem de alguma forma de suas atitudes. E é sobre estes dois significados atuais desta palavra que que gostaria de comentar.
O primeiro, sinceramente, não tem fundamento algum. Ser contrário aos ensinamentos de Jesus é discordar de algo intrinsecamente bom. Tirando a crença na deidade de Jesus como nós cristãos acreditamos, e baseados tão somente no modo como viveu aqui nesta terra, não há nada em sua conduta que o comprometa e o macule. Se formos compará-lo com todos os grandes líderes, pensadores e benfeitores que já existiu neste planeta, Jesus de longe é o maior de todos eles. Ninguém nunca falou sobre o amor e amou tanto quanto Jesus. Levando em consideração a cultura patriarcal e autoritária sob a qual Jesus viveu, ele foi o maior destruidor de paradigmas de todos os tempos. É fácil fazer uma revolução feminina hoje, mas naquela época era impensável; Jesus o fez, apenas citando um exemplo.
Jesus mostrou que é possível viver uma vida baseada no amor e respeito ao próximo como nenhum outro jamais viveu ou falou sobre. Se ousássemos viver 10% de tudo o que Jesus viveu, nosso planeta seria sem dúvida o tão sonhado paraíso proposto por todas as religiões e filosofias.
Por isso, dizer que não concorda com os ensinamentos de Jesus é loucura e burrice. É acreditar que existe alguma outra forma de resolver os conflitos da humanidade, que não sejam baseados no amor e respeito mútuos. A história já provou que essa outra forma não existe.
A segunda forma de se dizer anticristo é discordando das atitudes dos seguidores de Cristo, ou pelo menos daqueles que se dizem.
Gandhi disse certa vez: eu gosto do seu Cristo, mas não de seus cristãos. Seus cristãos são tão diferentes do seu Cristo. E ele tinha razão, cristãos são diferentes de Cristo assim como budistas são diferentes de Buda e islâmicos são diferentes de Maomé. Nunca seremos iguais porque somos pessoas diferentes em contextos diferentes sob circunstâncias totalmente diferentes. Mas isso não é desculpa para muitas atitudes de certos (muitos) cristãos. Cada qual dentro de sua crença, deveria pelo menos tentar imitar os passos de seu guru ou Mestre. Mas não é isso que vemos em todas as religiões e filosofias do mundo, talvez porque o problema de tudo esteja no ser humano complicado e sujeito ao mal. E isso não acontece somente nas grandes religiões. Esses dias lendo um site da maçonaria, alguém indignado com os "irmãos" porque não seguiam alguns preceitos corretamente e não abraçavam as causas da maçonaria com devoção. O ser humano é assim independente de onde esteja engajado, quer seja em uma igreja, terreiro de umbanda ou dentro de uma loja maçônica.
Eu também fico indignado com algumas atitudes de alguns cristãos que vejo por aí. Revolto-me e falo (escrevo) contra tudo isso. Acho também que todo aquele que se diz cristão deveria pelo menos tentar imitar os passos de Jesus sobretudo no despojamento dos bens materias que para mim é a pior doença de todos os tempos: o amor ao dinheiro. Mas quando escrevo sobre isso é na tentativa de que alguns possam rever suas atitudes e não no intuito de condenação como se eu fosse melhor que cada um deles. Quando critico simplesmente por criticar, me coloco em um patamar superior, contrário aos ensinamentos de Jesus.
Por isso também não concordo com aqueles que se dizem anticristos por discordarem dos cristãos. Agindo assim eles estão dizendo que são melhores que os cristãos e que sua filosofia (que eu não sei qual é) é melhor e poderá levar a humanidade a um nível de existência mais excelente.
Mas sempre existirão os anti qualquer coisa. Anticristo, antigoverno e anticorintianos, que na maioria das vezes a sua única filosofia é ser contra, não têm crença mas não gostam dos cristãos, não têm definição política mas são antigoverno, não têm time mas odeiam o "curintia".
O que Jesus diria sobre isso? Sejam a favor da vida e do ser humano. Na medida do possível tentem ter paz com todos. Amem até os seus inimigos, não com um amor romântico, mas com amor prático e se ele tiver fome de-lhe de comer. Isso é ser cristão genuinamente. Não tem muito a ver com o que geralmente acontece nas igrejas mas tem tudo a ver com o modo como Jesus mandou que vivêssemos. Se você, mesmo não sendo cristão compartilha com esses ideais junte-se a nós, deixe de ser anti e seja a favor da vida, do amor e do respeito, as únicas coisas que poderão nos unir como semelhantes que somos.